Pregadores de religião mostram sermão após sermão, o mundo onde vivem. Eles! Não necessariamente seus ouvintes. Se lêem pouco, e apenas um tipo de leitura, esse conhecimento unilateral vai aparecer em seus discursos. Se não lêem quase nada, Deus “vai lhes dizer” a maioria das palavras que falarão naquele momento. Chamam o Senhor em socorro da sua falta de estudo e de iniciativa em buscar sua Palavra ou de seu desprezo pela cultura do mundo, presente nos livros de pensadores sérios.
Se a cabeça do pregador está imersa em um buraco ou em uma selva escura, onde a luz só entra uma ou duas horas por dia, o pregador terá um discurso de alma sôfrega, com palavras repletas de assombrações, cheias de soluções rápidas, imediatas, ali, na hora, misteriosas e imediatistas: “Deus quer agora”; “Ele está me dizendo”; “Eu sinto que...”. Com isso, vai sobrecarregar os fiéis de respostas prontas e mágicas. Seu discurso lembrará os livros e filmes de terror, nos quais, em cada beco, pode surgir um demônio ou uma alma penada. Prega certezas e garante tudo em nome de Jesus, porque lhe falta mais leitura e as luzes da esperança. Esta é sempre mais trabalhosa que a certeza, pois faz pensar e conduz à busca de soluções; ao passo que a convicção apresenta respostas prontas, como, por exemplo: “Deus o mandou fazer isso. Então faça e não discuta! Não questione! Aceite Jesus”. Só não é acrescentada esta frase, que está subentendida: “Do jeito que eu estou lhe mostrando”.
Se lesse de verdade o Santo Livro, veria que nem tudo tem solução rápida e que não basta dizer “Senhor, Senhor”, erguer as mãos e usar o nome de Jesus para expulsar qualquer demônio que, às vezes, nem é demônio, nem vai embora. Uma coisa é o demônio real, e outro o de televisão. Religião é muito mais que apontar uma lanterna contra um ângulo escuro e pedir que os telespectadores e ouvintes nos sigam.
Se vive em uma colina onde a luz brilha entre 12 e 15 horas por dia, ele vai ser um pregador de luzes. Seu discurso será o de um homem esperançoso, que semeia confiança e ensina seu povo a caminhar. Provavelmente, mais que apontar sua lanterna para um canto escuro, vai conduzir os fiéis a ir e abrir aquelas janelas, também em nome de Jesus!
Algumas afirmações de pregadores da atualidade demonstram o tipo de formação recebida e os livros que andaram lendo. Quando diz que todos ali, na enorme assembléia, “estão com encosto, só que ele ainda não se manifestou”, o pregador revela seu pensamento sobre a presença do demônio no mundo e nas almas. Está dizendo que, até mesmo na assembléia de batizados e convertidos que se entregaram a Jesus naquela igreja, as sombras continuam onipotentes e o espaço permanece ocupado pelo demônio. Imagine, então, o que ele pensa dos que não pertencem à sua Igreja!
Ao abrir a boca, os pregadores demonstram sua cultura. Um bom número de pregadores da mídia religiosa mostra que sabe das coisas. Mas há muitos que não sabem e acham que não precisam saber. Afinal, Deus é o roteirista que lhes indica o que devem dizer naquela hora. A mensagem deles, porém, mensagem de Deus que não é!
Palavra de fé: “Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da Palavra de Cristo”. (Romanos 10,17)
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Amor até o sacrifício
“Jesus morreu na cruz para expiar nossos pecados”.
Auschuvitz, 1941.
Um prisioneiro foge do campo de concentração.
À noite, Fritsch, o comandante do campo, coloca-se diante dos prisioneiros: “o fugitivo não foi encontrado”, grita ele. “Por isso, dez de vocês morrerão no pavilhão da fome”.
Aproxima-se então da primeira fila e olha firmemente no rosto de cada um. Por fim, levanta a mão, aponta com o dedo e diz: “Este aqui!”.
Pálido como um branco lençol, o homem sai da fila. “Aquele também, esse e este...”, e assim, escolheu dos dez condenados à morte. Um deles chama: “O que há de ser da minha pobre mulher e de meus filhos?”.
De repente, algo inesperado acontece. Um prisioneiro são da fila e coloca-se diante de Fritsch. O comandante põe a mão no revólver. “Alto! O que um porco polonês quer diante de mim?!”. O prisioneiro responde calmamente: “Quero morrer no lugar daquele condenado!”. “Quem é você?”. A resposta é breve: “Um sacerdote católico!”.
Seguiu-se um instante de silêncio. Por fim, Fritsch decide, com voz rouca: “Aceito, vá com eles!”.
Assim faleceu o frade franciscano Maximilian Kolbe, aos 47 anos. Era um homem que queria conquistar o mundo pelo amor. Mas dizia: “Ninguém tem um amor maior do que aquele que dá a vida pelos amigos”.
Palavra de fé: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo”. (João 15, 12)
Auschuvitz, 1941.
Um prisioneiro foge do campo de concentração.
À noite, Fritsch, o comandante do campo, coloca-se diante dos prisioneiros: “o fugitivo não foi encontrado”, grita ele. “Por isso, dez de vocês morrerão no pavilhão da fome”.
Aproxima-se então da primeira fila e olha firmemente no rosto de cada um. Por fim, levanta a mão, aponta com o dedo e diz: “Este aqui!”.
Pálido como um branco lençol, o homem sai da fila. “Aquele também, esse e este...”, e assim, escolheu dos dez condenados à morte. Um deles chama: “O que há de ser da minha pobre mulher e de meus filhos?”.
De repente, algo inesperado acontece. Um prisioneiro são da fila e coloca-se diante de Fritsch. O comandante põe a mão no revólver. “Alto! O que um porco polonês quer diante de mim?!”. O prisioneiro responde calmamente: “Quero morrer no lugar daquele condenado!”. “Quem é você?”. A resposta é breve: “Um sacerdote católico!”.
Seguiu-se um instante de silêncio. Por fim, Fritsch decide, com voz rouca: “Aceito, vá com eles!”.
Assim faleceu o frade franciscano Maximilian Kolbe, aos 47 anos. Era um homem que queria conquistar o mundo pelo amor. Mas dizia: “Ninguém tem um amor maior do que aquele que dá a vida pelos amigos”.
Palavra de fé: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo”. (João 15, 12)
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Por que a maioria dos padres não dá a comunhão sob as duas espécies?
Há mais de 40 anos o Concílio do Vaticano II confirmou a possibilidade da comunhão sob os dois sinais que Jesus Cristo escolheu para se fazer presente: comendo o pão e bebendo o vinho. Destacou-se, então, três casos em que se podia comungar sob as duas espécies: na ordenação, na profissão religiosa e no batismo de adultos. Imediatamente a lista se ampliou. A partir da Instrução Geral do Missal Romano, as Conferências Episcopais deveriam determinar a ampliação dessa possibilidade.
Sabemos que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, como outras na Igreja, recomenda que a comunhão sob duas espécies deva ser promovida. Porém, essa prática deverá ser precedida por uma digna catequese e também digna realização prática pastoral.
Para os pastores da Igreja darem a comunhão somente com o pão eucarístico, não é questão de exclusão e discriminação. É uma questão de responsabilidade pastoral. Para uma assembléia consciente e preparada, a comunhão sob duas espécies significa uma mais plena participação na Ceia do Senhor e um envolvimento comprometido com a nova e eterna aliança feita de amor e solidariedade. Não é estranho ver comunidades despreparadas encararem com vulgaridade o que é tão sagrado e digno da maior reverência.
Nada melhor do que incentivar nas comunidades a boa formação litúrgica.
Sabemos que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, como outras na Igreja, recomenda que a comunhão sob duas espécies deva ser promovida. Porém, essa prática deverá ser precedida por uma digna catequese e também digna realização prática pastoral.
Para os pastores da Igreja darem a comunhão somente com o pão eucarístico, não é questão de exclusão e discriminação. É uma questão de responsabilidade pastoral. Para uma assembléia consciente e preparada, a comunhão sob duas espécies significa uma mais plena participação na Ceia do Senhor e um envolvimento comprometido com a nova e eterna aliança feita de amor e solidariedade. Não é estranho ver comunidades despreparadas encararem com vulgaridade o que é tão sagrado e digno da maior reverência.
Nada melhor do que incentivar nas comunidades a boa formação litúrgica.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Conversa com o sábio: O que eu tenho para dar...
Nossos sonhos, mesmo aqueles inatingíveis, merecem ser cultivados e também divididos. Assim, quem sabe, eles se tornem possíveis.
Ler Mario Quintana é uma das alegrias da minha vida. Ele escreve com a leveza de um pássaro. Ele mesmo confessou sua condição alada ao escrever: “Todos esses aí estão atravancando o meu caminho, eles passarão, eu passarinho...”. Mario Quintana escreve de forma que até uma criança entende ao lê-lo. As coisas complicadas, eles as despe até que apareçam na simplicidade da sua nudez.
Veja, por exemplo, esta quadra, que recebeu o nome de “Das Utopias”: “Se as coisas são inatingíveis...ora! Não é motivo para não quere-las.../ Que tristes os caminhos, se não fora/ A mágica presença das estrelas”.
É noite. Tudo está escuro ao nosso redor. Nem mesmo se vê o caminho que nossos pés pisam ao olhar para o chão. Mas olhando para o alto, para o céu escuro, vemos a estrela inatingível. Pode muito bem ser que, dependendo dos anos-luz que a separam da nossa Terra, ela já tenha deixado de existir por milhares de anos. Permanece apenas a sua luz. Assim fizeram os Magos, que seguiam a direção da estrela nos céus para encontrar o Deus-criança na terra. E era assim que faziam os navegadores, no mar escuro.
É o sonho inatingível que nos faz andar. Os caminhantes ganham força comendo o que não existe. O que não existe tem poder. Valéry entendeu: “Que seria de nós sem o socorro do que não existe?”.
Fernando Pessoa disse que é assim que acontece: “Deus quer. O homem sonha. A obra nasce”.
Mas eu sou velho. Velhice é o tempo em que já não se cobram obras dos velhos. Porque a obra leva tempo e aos velhos o tempo falta. Falta-me tempo. Sobram-me, entretanto, os sonhos. Minha missão de educador é repartir com meus discípulos os meus sonhos. Quero apontar-lhes a estrela. Uma estrela apenas. As muitas estrelas confundem os caminhantes. E o meu sonho – sonho que me dá alegria ao pensar na possibilidade da sua realização – é muito simples. Sonho com um jardim.
Os poemas sagrados dizem que foi um sonho que fez com que o Criador criasse um jardim. Se ele sonhou com um jardim é porque jardins não havia. E Deus se sentiu infeliz. Da sua infelicidade surgiu o sonho. E do sonho, a obra. Criou o Universo imenso, bilhões de astros girando num tempo infinito. Mas essa imensidão esmagadora não era bela nem manda. Assim, o Criador foi afunilando a sua obra até chegar a um pequeno espaço, a nossa Terra, onde plantou um jardim. Plantado o jardim, dizem os textos sagrados, Deus viu, sorriu e disse: “É muito bom”. E foi nesse Paraíso que ele colocou duas crianças, um homem e uma mulher, para gozar as delícias do jardim. Quem caminha por um jardim sabe que o nosso destino é a felicidade. No jardim, o nosso corpo faz amor com a natureza.
E para que o nosso prazer com a natureza fosse múltiplo o Criador colocou em nossos corpos esses órgãos eróticos a que damos o nome de sentidos. Os olhos, para fazer amor com as cores, com as formas. Os ouvidos, para os prazeres das canções e do barulho dos riachos. Através do nariz somos penetrados pelos perfumes. A boca se deleita com o mel e com o beijo. E a água do mar agrada a nossa pele... O jardim nos diz que estamos destinados ao prazer.
E o Criador nos deu a vocação suprema: vivemos para ser jardineiros. Existimos para acariciar a terra, para amansá-la, para fertilizá-la, para engravidá-la, para torná-la bela. O Milton Nascimento estava certo. Também a Terra tem cio! Ela nos deseja.
A natureza em si mesma é cruel, bruta e insensível. Ela mata sem dó os distraídos. Mas o jardim é o lugar onde o homem e a natureza se tornam amantes.
Todas as outras vocações estão a serviço desta vocação suprema: plantar e cuidar do jardim, lugar onde os homens, as mulheres e as crianças fazem amor com a natureza.
Mas que coisas horríveis fizemos com a nossa amante! Os homens se esqueceram dela, da Terra, e a trocaram por prostitutas. E até já se anuncia o momento próximo em que sua beleza e sua fertilidade se extinguirão, como resultado daquilo que os homens estão a lhe fazer.
Sonho – não me importa que seja um sonho intangível – com o renascimento do amor antigo, quando os homens olharão para a natureza com os olhos encantados e sofrerão ao vê-la violentada pelos vândalos que a estupram em nome do crescimento econômico.
Sonho com o dia em que as escolas, deixando de lado tudo o que a tradição escolar acumulou e endureceu, se transformarão em “escolas de jardinagem”, em que as crianças, desde pequenas, serão ensinadas a amar e a cuidar da nossa Terra. Por que se a Terra não for cuidada, se a Terra, nossa mãe, morrer, de que servirão todos os outros saberes acumulados? Por acaso saberemos viver em desertos? Esse será o dia em que desejaremos morrer.
Sonho com o dia em que as religiões abandonarão os seus templos e não mais pedirão favores aos deuses. Nesse dia elas compreenderão que no Paraíso, o jardim divino, não havia templos porque Deus andava pelo meio das árvores e se deleitava no prazer do vento fresco da tarde.
Sonho com o dia em que não mais diremos “bom dia” ao nos encontrar e diremos antes “como a nossa Terra é bela!”.
Velho, minhas mãos estão vazias de obras... Mas meu coração está cheio de sonhos. É o que tenho para dar.
Palavra de fé: “Presta atenção às minhas palavras, aplica teu coração à minha doutrina, porque é agradável que as guardes dentro do teu coração e que elas permaneçam, todas presentes em teu lábios”. (Provérbios 22, 17-18)
Ler Mario Quintana é uma das alegrias da minha vida. Ele escreve com a leveza de um pássaro. Ele mesmo confessou sua condição alada ao escrever: “Todos esses aí estão atravancando o meu caminho, eles passarão, eu passarinho...”. Mario Quintana escreve de forma que até uma criança entende ao lê-lo. As coisas complicadas, eles as despe até que apareçam na simplicidade da sua nudez.
Veja, por exemplo, esta quadra, que recebeu o nome de “Das Utopias”: “Se as coisas são inatingíveis...ora! Não é motivo para não quere-las.../ Que tristes os caminhos, se não fora/ A mágica presença das estrelas”.
É noite. Tudo está escuro ao nosso redor. Nem mesmo se vê o caminho que nossos pés pisam ao olhar para o chão. Mas olhando para o alto, para o céu escuro, vemos a estrela inatingível. Pode muito bem ser que, dependendo dos anos-luz que a separam da nossa Terra, ela já tenha deixado de existir por milhares de anos. Permanece apenas a sua luz. Assim fizeram os Magos, que seguiam a direção da estrela nos céus para encontrar o Deus-criança na terra. E era assim que faziam os navegadores, no mar escuro.
É o sonho inatingível que nos faz andar. Os caminhantes ganham força comendo o que não existe. O que não existe tem poder. Valéry entendeu: “Que seria de nós sem o socorro do que não existe?”.
Fernando Pessoa disse que é assim que acontece: “Deus quer. O homem sonha. A obra nasce”.
Mas eu sou velho. Velhice é o tempo em que já não se cobram obras dos velhos. Porque a obra leva tempo e aos velhos o tempo falta. Falta-me tempo. Sobram-me, entretanto, os sonhos. Minha missão de educador é repartir com meus discípulos os meus sonhos. Quero apontar-lhes a estrela. Uma estrela apenas. As muitas estrelas confundem os caminhantes. E o meu sonho – sonho que me dá alegria ao pensar na possibilidade da sua realização – é muito simples. Sonho com um jardim.
Os poemas sagrados dizem que foi um sonho que fez com que o Criador criasse um jardim. Se ele sonhou com um jardim é porque jardins não havia. E Deus se sentiu infeliz. Da sua infelicidade surgiu o sonho. E do sonho, a obra. Criou o Universo imenso, bilhões de astros girando num tempo infinito. Mas essa imensidão esmagadora não era bela nem manda. Assim, o Criador foi afunilando a sua obra até chegar a um pequeno espaço, a nossa Terra, onde plantou um jardim. Plantado o jardim, dizem os textos sagrados, Deus viu, sorriu e disse: “É muito bom”. E foi nesse Paraíso que ele colocou duas crianças, um homem e uma mulher, para gozar as delícias do jardim. Quem caminha por um jardim sabe que o nosso destino é a felicidade. No jardim, o nosso corpo faz amor com a natureza.
E para que o nosso prazer com a natureza fosse múltiplo o Criador colocou em nossos corpos esses órgãos eróticos a que damos o nome de sentidos. Os olhos, para fazer amor com as cores, com as formas. Os ouvidos, para os prazeres das canções e do barulho dos riachos. Através do nariz somos penetrados pelos perfumes. A boca se deleita com o mel e com o beijo. E a água do mar agrada a nossa pele... O jardim nos diz que estamos destinados ao prazer.
E o Criador nos deu a vocação suprema: vivemos para ser jardineiros. Existimos para acariciar a terra, para amansá-la, para fertilizá-la, para engravidá-la, para torná-la bela. O Milton Nascimento estava certo. Também a Terra tem cio! Ela nos deseja.
A natureza em si mesma é cruel, bruta e insensível. Ela mata sem dó os distraídos. Mas o jardim é o lugar onde o homem e a natureza se tornam amantes.
Todas as outras vocações estão a serviço desta vocação suprema: plantar e cuidar do jardim, lugar onde os homens, as mulheres e as crianças fazem amor com a natureza.
Mas que coisas horríveis fizemos com a nossa amante! Os homens se esqueceram dela, da Terra, e a trocaram por prostitutas. E até já se anuncia o momento próximo em que sua beleza e sua fertilidade se extinguirão, como resultado daquilo que os homens estão a lhe fazer.
Sonho – não me importa que seja um sonho intangível – com o renascimento do amor antigo, quando os homens olharão para a natureza com os olhos encantados e sofrerão ao vê-la violentada pelos vândalos que a estupram em nome do crescimento econômico.
Sonho com o dia em que as escolas, deixando de lado tudo o que a tradição escolar acumulou e endureceu, se transformarão em “escolas de jardinagem”, em que as crianças, desde pequenas, serão ensinadas a amar e a cuidar da nossa Terra. Por que se a Terra não for cuidada, se a Terra, nossa mãe, morrer, de que servirão todos os outros saberes acumulados? Por acaso saberemos viver em desertos? Esse será o dia em que desejaremos morrer.
Sonho com o dia em que as religiões abandonarão os seus templos e não mais pedirão favores aos deuses. Nesse dia elas compreenderão que no Paraíso, o jardim divino, não havia templos porque Deus andava pelo meio das árvores e se deleitava no prazer do vento fresco da tarde.
Sonho com o dia em que não mais diremos “bom dia” ao nos encontrar e diremos antes “como a nossa Terra é bela!”.
Velho, minhas mãos estão vazias de obras... Mas meu coração está cheio de sonhos. É o que tenho para dar.
Palavra de fé: “Presta atenção às minhas palavras, aplica teu coração à minha doutrina, porque é agradável que as guardes dentro do teu coração e que elas permaneçam, todas presentes em teu lábios”. (Provérbios 22, 17-18)
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Rubem Alves,
teólogo e psicanalista.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
O que caminhar faz para a saúde
A caminhada é uma das atividades mais fáceis e saudáveis que existem. Ela tonifica o corpo e queima muitas calorias, além de ser excelente para a mente.
Enquanto você caminha, observa a paisagem, pensa na vida, resolve questões... Veja só quantas vantagens caminhar produz para a saúde:
1. Aumenta a liberação de endorfinas, ajudando no combate ao stress, ansiedade e depressão;
2. Tonifica a musculatura das pernas, coxas e glúteos;
3. O gasto em média é de 200 a 300 calorias por hora;
4. Melhora a circulação sanguínea;
5. Previne varizes;
6. Controla a pressão arterial;
7. Auxilia no controle do colesterol, aumentando o HDL (bom colesterol) e diminuindo o LDL (mau colesterol);
8. Ajuda a prevenir a osteoporose;
9. Aumenta a capacidade dos pulmões de absorverem oxigênio;
10. Acelera a recuperação pós-parto e de cirurgias;
11. Melhora a flexibilidade;
12. Reduz o risco de AVC (acidente vascular cerebral);
13. Melhor a auto estima;
14. Melhora a qualidade do sono.
Palavra de fé: “Assim eu concluí que nada é melhor para o homem do que estar alegrar-se e procurar o bem-estar durante sua vida”. (Eclesiastes 3,2)
Enquanto você caminha, observa a paisagem, pensa na vida, resolve questões... Veja só quantas vantagens caminhar produz para a saúde:
1. Aumenta a liberação de endorfinas, ajudando no combate ao stress, ansiedade e depressão;
2. Tonifica a musculatura das pernas, coxas e glúteos;
3. O gasto em média é de 200 a 300 calorias por hora;
4. Melhora a circulação sanguínea;
5. Previne varizes;
6. Controla a pressão arterial;
7. Auxilia no controle do colesterol, aumentando o HDL (bom colesterol) e diminuindo o LDL (mau colesterol);
8. Ajuda a prevenir a osteoporose;
9. Aumenta a capacidade dos pulmões de absorverem oxigênio;
10. Acelera a recuperação pós-parto e de cirurgias;
11. Melhora a flexibilidade;
12. Reduz o risco de AVC (acidente vascular cerebral);
13. Melhor a auto estima;
14. Melhora a qualidade do sono.
Palavra de fé: “Assim eu concluí que nada é melhor para o homem do que estar alegrar-se e procurar o bem-estar durante sua vida”. (Eclesiastes 3,2)
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
A Missa é uma refeição
Uma refeição pomposa, dada a grande número de convidados reunidos ao redor do altar. Quem preside este banquete é Jesus Cristo, na pessoa do seu Ministro ordenado que é o sacerdote celebrante. Neste encontro da família de Deus, devemos deixar de lado o egoísmo, ódio, rancor, toda a mesquinhez e os maus julgamentos contra os outros.
Na missa todos participam de tudo em comum: o mesmo pão, as mesmas orações, da mesma fé e do mesmo amor de Cristo Jesus. Na missa forma-se a verdadeira família de Deus ao redor de Jesus Cristo. Leia: “Mateus 18, 19-20”. O ambiente deve ser festivo, levando todos os presentes a manifestarem semblantes alegres e esperançosos.
Na missa temos duas mesas fartas para alimentar toda a Comunidade: a primeira, a mesa da Palavra (Leia: “2 Pedro 2, 2-3”), é a primeira parte da missa que consiste em leituras da Palavra de Deus, o Evangelho, a Homilia e o Credo. A segunda mesa, é a Eucaristia, onde Jesus a todos convida para receber o seu corpo e o seu sangue. Vejam: “João 6, 54-56”. Nas duas mesas, Jesus é sempre o alimento. Na primeira mesa, recebemos Jesus na Palavra. Na segunda mesa, no corpo e no sangue.
Na nossa casa (a Igreja doméstica), saciamos o nosso corpo através do pão, carne, ovos, feijão, manteiga, verduras, café, leite, doces, bebidas, água, frutas, etc. Alimentos que são para a nossa sobrevivência.
Na missa, saciamos a fome e a sede de Cristo, nosso Salvador, que é alimento para a alma e o corpo. Nesse banquete, preparado por Jesus, devemos desfrutar da melhor maneira para que o nosso coração se encha de paz, de fé e de esperança.
Nas refeições em casa, precisamos ter apetite. Na missa, o apetite é a fome e a sede de Deus.
Como os alimentos nos fornecem energias ao nosso corpo para trabalhar dia-a-dia, a missa é a refeição que dá alimentos suficientes para darmos testemunho de Cristo, também, todos os dias. Ele mesmo nos diz: “Mateus 28, 18-20”. Vamos!
Palavra de fé: “Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se faz novo!”. (2 Coríntios 5, 17)
Na missa todos participam de tudo em comum: o mesmo pão, as mesmas orações, da mesma fé e do mesmo amor de Cristo Jesus. Na missa forma-se a verdadeira família de Deus ao redor de Jesus Cristo. Leia: “Mateus 18, 19-20”. O ambiente deve ser festivo, levando todos os presentes a manifestarem semblantes alegres e esperançosos.
Na missa temos duas mesas fartas para alimentar toda a Comunidade: a primeira, a mesa da Palavra (Leia: “2 Pedro 2, 2-3”), é a primeira parte da missa que consiste em leituras da Palavra de Deus, o Evangelho, a Homilia e o Credo. A segunda mesa, é a Eucaristia, onde Jesus a todos convida para receber o seu corpo e o seu sangue. Vejam: “João 6, 54-56”. Nas duas mesas, Jesus é sempre o alimento. Na primeira mesa, recebemos Jesus na Palavra. Na segunda mesa, no corpo e no sangue.
Na nossa casa (a Igreja doméstica), saciamos o nosso corpo através do pão, carne, ovos, feijão, manteiga, verduras, café, leite, doces, bebidas, água, frutas, etc. Alimentos que são para a nossa sobrevivência.
Na missa, saciamos a fome e a sede de Cristo, nosso Salvador, que é alimento para a alma e o corpo. Nesse banquete, preparado por Jesus, devemos desfrutar da melhor maneira para que o nosso coração se encha de paz, de fé e de esperança.
Nas refeições em casa, precisamos ter apetite. Na missa, o apetite é a fome e a sede de Deus.
Como os alimentos nos fornecem energias ao nosso corpo para trabalhar dia-a-dia, a missa é a refeição que dá alimentos suficientes para darmos testemunho de Cristo, também, todos os dias. Ele mesmo nos diz: “Mateus 28, 18-20”. Vamos!
Palavra de fé: “Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se faz novo!”. (2 Coríntios 5, 17)
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Calúnias de maio e de outubro
Pela enésima vez o repórter disse que no dia 12 de outubro os católicos adoram a santa. Faz quase 30 anos que eles, os repórteres, não se corrigem. Em maio ou outubro, quando os católicos veneram Maria, eles repetem a mesma ladainha. Dizem que adoramos a santa... Ou não pesquisam, ou não sabem, ou até é intencional. O erro é gravíssimo, pois soa como calúnia. Católico que é católico sabe a diferença entre adorar e venerar. Só adoramos ao Deus Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo. A ninguém mais. Ad-orare é palavra do latim formada por dois vocábulos que significam “orar para além do comum”. Adorar é mais do que orar. Por isso não adoramos os santos, porque a eles pedimos cumplicidade, intercessão e preces. Diante de Deus, fazemos mais do que orar: submetemo-nos à sua vontade. É prece de submissão.
Venerar é prestar tributo de admiração e respeito pelo que a pessoa é ou representa. Adoramos a Deus, mas apenas veneramos os seus santos, porque eles souberam servir a Deus e por Ele foram santificados. São pessoas especiais e salvas em Cristo, mas mesmo no céu são limitadas porque não viraram deuses. Atingiram a perfeição de pessoa humana, mas não a perfeição absoluta que, esta, só Deus possui.
Tenho pedido a meus amigos jornalistas que nos ajudem deixando de nos caluniar com vocábulo mal-empregado. Pode não significar nada para eles, mas para nós, faz toda a diferença. Não somos idólatras porque usamos as imagens. Nós não as adoramos, nem mesmo os santos por elas representados. Idolatria é o ato de adorar uma imagem que passa a ser um ídolo. Se não adoramos, é apenas imagem. Não vira ídolo.
Veneramos, respeitamos e elogiamos os santos que Deus fez, mas não adoramos santa nenhuma e nem imagem alguma. Católico que faz isso peca gravemente. Quando jornalistas que deveriam estar mais bem informados, ano após ano em outubro, noticiam que os católicos adoram a imagem da santa ou adoram a santa em Aparecida (SP) ou no Círio de Nazaré, em Belém (PA), e quando alguns pregadores de outras Igrejas insistem em dizer que adoramos os santos e suas imagens, das duas uma: ou querem que se pense mal de nós ou não querem transmitir a verdade. Está nos nossos livros, o povo sabe a diferença, católico algum com o mínimo grau de instrução dirá que adora Nossa Senhora, mas o noticiário das 8 ou o das 10 insistem em dizer que o povo fez fila para adorar a santa.
Sugiro aos católicos que, sempre que isso acontecer, encham de e-mails a emissora, até que seu Departamento de Jornalismo para de nos prejudicar. Nós sabemos a diferença entre venerar e adorar. Já é hora, depois de quase 30 anos, de eles também saberem. Afinal, vivem proclamando que estão a serviço da verdade! E a verdade é que não temos fila de adoração de santa nem de imagem de santos, nem adoramos crucifixos. Sabemos a diferença entre a cruz e o Crucificado. A Este, nós adoramos. Como a cruz não é de Deus, a ela, respeitamos e veneramos. É apenas um objeto, para nós muito especial, mas objeto. Que os católicos reajam. Como está, virou calúnias de maio e de outubro!
Palavra de fé: “Jesus disse-lhes: Está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e a Ele só servirás”. (Lucas 4, 8)
Venerar é prestar tributo de admiração e respeito pelo que a pessoa é ou representa. Adoramos a Deus, mas apenas veneramos os seus santos, porque eles souberam servir a Deus e por Ele foram santificados. São pessoas especiais e salvas em Cristo, mas mesmo no céu são limitadas porque não viraram deuses. Atingiram a perfeição de pessoa humana, mas não a perfeição absoluta que, esta, só Deus possui.
Tenho pedido a meus amigos jornalistas que nos ajudem deixando de nos caluniar com vocábulo mal-empregado. Pode não significar nada para eles, mas para nós, faz toda a diferença. Não somos idólatras porque usamos as imagens. Nós não as adoramos, nem mesmo os santos por elas representados. Idolatria é o ato de adorar uma imagem que passa a ser um ídolo. Se não adoramos, é apenas imagem. Não vira ídolo.
Veneramos, respeitamos e elogiamos os santos que Deus fez, mas não adoramos santa nenhuma e nem imagem alguma. Católico que faz isso peca gravemente. Quando jornalistas que deveriam estar mais bem informados, ano após ano em outubro, noticiam que os católicos adoram a imagem da santa ou adoram a santa em Aparecida (SP) ou no Círio de Nazaré, em Belém (PA), e quando alguns pregadores de outras Igrejas insistem em dizer que adoramos os santos e suas imagens, das duas uma: ou querem que se pense mal de nós ou não querem transmitir a verdade. Está nos nossos livros, o povo sabe a diferença, católico algum com o mínimo grau de instrução dirá que adora Nossa Senhora, mas o noticiário das 8 ou o das 10 insistem em dizer que o povo fez fila para adorar a santa.
Sugiro aos católicos que, sempre que isso acontecer, encham de e-mails a emissora, até que seu Departamento de Jornalismo para de nos prejudicar. Nós sabemos a diferença entre venerar e adorar. Já é hora, depois de quase 30 anos, de eles também saberem. Afinal, vivem proclamando que estão a serviço da verdade! E a verdade é que não temos fila de adoração de santa nem de imagem de santos, nem adoramos crucifixos. Sabemos a diferença entre a cruz e o Crucificado. A Este, nós adoramos. Como a cruz não é de Deus, a ela, respeitamos e veneramos. É apenas um objeto, para nós muito especial, mas objeto. Que os católicos reajam. Como está, virou calúnias de maio e de outubro!
Palavra de fé: “Jesus disse-lhes: Está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e a Ele só servirás”. (Lucas 4, 8)
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