Quando você conseguir superar graves problemas de relacionamento, não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver atravessado mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense no sofrimento que foi necessário enfrentar, mas na benção de Deus que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas dificuldades. Elas serão uma prova de sua capacidade, e lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.
Uns queria, um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam ter silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam ter sapato novo; outros, andar.
Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.
Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.
A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha sabedoria superior.
Seja eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera; a inferior, julga; a superior, alivia; a inferior, culpa; a superior, perdoa; a inferior, condena.
Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!
Palavra de fé: “Que a nossa força seja o critério do direito, porque o fraco, em verdade, não serve para nada”. (Sabedoria 2,11)
quinta-feira, 30 de junho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
O homem que é o centro e sentido da história Universal de todos e de cada um dos homens
A grande certeza em nossa vida é que nascemos e morremos.
A maioria das pessoas parte para a eternidade, sem deixar nenhuma obra que fique gravada na história da humanidade. Mas alguns poucos influenciaram com sua inteligência o desenvolvimento e o curso da história.
Quando nos levantamos de manhã e nos preparamos para ir trabalhar, acendemos a luz para nos prepararmos. Ao pegarmos um livro para ler no ônibus ou metrô, ao tomarmos um antibiótico para curarmos uma infecção, o estudo da física em prol da paz. Enfim, o nosso dia mal começa e já recebemos os benefícios de alguns homens extraordinários. Por exemplo:
Ford, Henri – industrial americano nascido em 1863. Contribuiu em larga escala para o desenvolvimento da indústria automobilística. Um pioneiro, graças aos seus métodos de produção.
Gutenberg, Johannes – alemão nascido em 1397. Não inventou a imprensa, como dizem, mas associado com Fust e Schoefer, aperfeiçoou o prelo e o material do impressor, e melhorou a tipografia, isto é, o sistema de letras móveis, o que eu à imprensa desenvolvimento considerável.
Fleming, Sir Alexander – médico inglês nasceu em 1881. Descobriu com Chain e Flarey a penicilina e os seus efeitos no tratamento das doenças contagiosas. Prêmio Nobel em 1945.
Einstein, Albert – físico alemão nascido em 1879, naturalizado americano em 1940. Foi autor de numerosos trabalhos de física teórica. Interveio, muitas vezes, em favor de uma paz duradoura. Prêmio Nobel em 1921.
A estes grandes homens, suas descobertas e inovações, tornaram-se possível, que bilhões de pessoas tivessem e tenham melhoras condições de vida e de saúde também.
Mas, acima destes, um homem se destaca. Não é conhecido por descobertas científicas ou da medicina. Ao contrário, esse homem de origem humilde que morreu há mais de dois mil e onze anos deixou-nos uma poderosa e amorosa mensagem de esperança e misericórdia. Sua influência, através da sua palavra e de fé tem exercido na vida das pessoas em todo o mundo o sentimento de que ele é o “homem que transformou o mundo”.
Confira: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. (João 14, 6a)
Seu nome é Jesus Cristo!
Palavra de fé: “Temos, portanto, um grande Sumo-Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé”. (Hebreus 4,14)
A maioria das pessoas parte para a eternidade, sem deixar nenhuma obra que fique gravada na história da humanidade. Mas alguns poucos influenciaram com sua inteligência o desenvolvimento e o curso da história.
Quando nos levantamos de manhã e nos preparamos para ir trabalhar, acendemos a luz para nos prepararmos. Ao pegarmos um livro para ler no ônibus ou metrô, ao tomarmos um antibiótico para curarmos uma infecção, o estudo da física em prol da paz. Enfim, o nosso dia mal começa e já recebemos os benefícios de alguns homens extraordinários. Por exemplo:
Ford, Henri – industrial americano nascido em 1863. Contribuiu em larga escala para o desenvolvimento da indústria automobilística. Um pioneiro, graças aos seus métodos de produção.
Gutenberg, Johannes – alemão nascido em 1397. Não inventou a imprensa, como dizem, mas associado com Fust e Schoefer, aperfeiçoou o prelo e o material do impressor, e melhorou a tipografia, isto é, o sistema de letras móveis, o que eu à imprensa desenvolvimento considerável.
Fleming, Sir Alexander – médico inglês nasceu em 1881. Descobriu com Chain e Flarey a penicilina e os seus efeitos no tratamento das doenças contagiosas. Prêmio Nobel em 1945.
Einstein, Albert – físico alemão nascido em 1879, naturalizado americano em 1940. Foi autor de numerosos trabalhos de física teórica. Interveio, muitas vezes, em favor de uma paz duradoura. Prêmio Nobel em 1921.
A estes grandes homens, suas descobertas e inovações, tornaram-se possível, que bilhões de pessoas tivessem e tenham melhoras condições de vida e de saúde também.
Mas, acima destes, um homem se destaca. Não é conhecido por descobertas científicas ou da medicina. Ao contrário, esse homem de origem humilde que morreu há mais de dois mil e onze anos deixou-nos uma poderosa e amorosa mensagem de esperança e misericórdia. Sua influência, através da sua palavra e de fé tem exercido na vida das pessoas em todo o mundo o sentimento de que ele é o “homem que transformou o mundo”.
Confira: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. (João 14, 6a)
Seu nome é Jesus Cristo!
Palavra de fé: “Temos, portanto, um grande Sumo-Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé”. (Hebreus 4,14)
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Não entre em pânico
Existem evidências de que pessoas ansiosas demais, controladoras e com personalidade rígida são mais vulneráveis às crises
Medo. Para algumas pessoas, esse sentimento é normal, faz parte da vida. Para outras, limita, emudece, apavora. Quem tem a chamada síndrome do pânico pode viver em um eterno estado de medo. É o pavor de voltar a ter uma crise. Pode parecer exagero, mas a sensação é extrema, e apesar de os ataques durarem poucos minutos, as marcas são profundas.
De repente, o coração dispara, a respiração fica curta, o braço pode formigar. É possível sentir tontura, náusea. Seria um ataque do coração? A boca fica seca, uma onda de calor ou de frio invade o corpo. É a morte. Exagero? Não, quem sofre do problema tem esse exato sentimento: a vida está por um fio. Por conta disso e pela repetição das crises, ela passa a ter medo, muito medo de novos episódios. Daí, é comum começar a limitar a rotina e evitar lugares ou situações em que a crise do pânico aflorou.
Algumas pessoas passam a ficar apreensivas como em uma vigília constante, antecipando os sinais de um novo ataque. Há quem pare de se relacionar socialmente, há quem mine a trajetória profissional por conta desse sentimento aprisionador. Pior, há quem não busque tratamento, porque não quer encarar o problema de frente ou mesmo por receio do preconceito de ser visto como um doente psiquiátrico.
Quem descreveu esse estado pela primeira vez foi o fundador da psicanálise Sigmund Freud, que o batizou como neurose de angústia. Sabe-se hoje que cerca de 2% a 3% da população apresenta a versão crônica do problema. O que a ciência ainda não descobriu é o que, exatamente, faz disparar esse conjunto de sensações ou por que as mulheres são mais propensas a desenvolvê-lo do que os homens – a síndrome é duas a três vezes mais frequentemente diagnosticada nelas.
Os tratamentos para síndrome do pânico que têm mostrado melhor resultado são os que unem psicoterapia e medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos.
Existem evidências de que pessoas ansiosas demais, controladoras e com personalidade rígida podem ser mais vulneráveis à síndrome de pânico. Da mesma forma, em momentos de vida nos quais o estresse é alto ou em períodos de mudanças, a síndrome pode aparecer. O uso de drogas e o consumo exagerado de álcool também podem servir como estopim. E, claro, parece existir, como em tantos outros males, uma predisposição genética. Mas, é importante saber: qualquer pessoa pode desenvolver esse estado exacerbado de angústia sem que exista um motivo aparente e, ainda, a síndrome do pânico pode vir acompanhada de outros transtornos psiquiátricos, como as fobias ou a depressão.
A boa notícia é que a medicina comprova, cada vez mais, a eficiência dos tratamentos conjugados. Os que têm mostrado melhor resultado são aqueles que unem a psicoterapia com os medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, dependendo do caso. A terapia cognitiva comportamental tem mostrado ótimos resultados para amenizar ou manter as crises sob controle. Melhor: são terapias focadas, com tempo de duração curto. Nela, o paciente aprende a enfrentar seus medos e a se controlar, por meio de técnicas de respiração e de relaxamento. Assim, se o pânico der sinais, a pessoa já saberá contra-atacar e, dessa maneira, dominar seu medo.
Palavra de fé: “Porque te deprimes, ó minha´alma, e te inquietas dentro de mim? Espera, em Deus, porque ainda hei de louvá-lo: ele é minha salvação e meu Deus”. (Salmo 41,6)
Medo. Para algumas pessoas, esse sentimento é normal, faz parte da vida. Para outras, limita, emudece, apavora. Quem tem a chamada síndrome do pânico pode viver em um eterno estado de medo. É o pavor de voltar a ter uma crise. Pode parecer exagero, mas a sensação é extrema, e apesar de os ataques durarem poucos minutos, as marcas são profundas.
De repente, o coração dispara, a respiração fica curta, o braço pode formigar. É possível sentir tontura, náusea. Seria um ataque do coração? A boca fica seca, uma onda de calor ou de frio invade o corpo. É a morte. Exagero? Não, quem sofre do problema tem esse exato sentimento: a vida está por um fio. Por conta disso e pela repetição das crises, ela passa a ter medo, muito medo de novos episódios. Daí, é comum começar a limitar a rotina e evitar lugares ou situações em que a crise do pânico aflorou.
Algumas pessoas passam a ficar apreensivas como em uma vigília constante, antecipando os sinais de um novo ataque. Há quem pare de se relacionar socialmente, há quem mine a trajetória profissional por conta desse sentimento aprisionador. Pior, há quem não busque tratamento, porque não quer encarar o problema de frente ou mesmo por receio do preconceito de ser visto como um doente psiquiátrico.
Quem descreveu esse estado pela primeira vez foi o fundador da psicanálise Sigmund Freud, que o batizou como neurose de angústia. Sabe-se hoje que cerca de 2% a 3% da população apresenta a versão crônica do problema. O que a ciência ainda não descobriu é o que, exatamente, faz disparar esse conjunto de sensações ou por que as mulheres são mais propensas a desenvolvê-lo do que os homens – a síndrome é duas a três vezes mais frequentemente diagnosticada nelas.
Os tratamentos para síndrome do pânico que têm mostrado melhor resultado são os que unem psicoterapia e medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos.
Existem evidências de que pessoas ansiosas demais, controladoras e com personalidade rígida podem ser mais vulneráveis à síndrome de pânico. Da mesma forma, em momentos de vida nos quais o estresse é alto ou em períodos de mudanças, a síndrome pode aparecer. O uso de drogas e o consumo exagerado de álcool também podem servir como estopim. E, claro, parece existir, como em tantos outros males, uma predisposição genética. Mas, é importante saber: qualquer pessoa pode desenvolver esse estado exacerbado de angústia sem que exista um motivo aparente e, ainda, a síndrome do pânico pode vir acompanhada de outros transtornos psiquiátricos, como as fobias ou a depressão.
A boa notícia é que a medicina comprova, cada vez mais, a eficiência dos tratamentos conjugados. Os que têm mostrado melhor resultado são aqueles que unem a psicoterapia com os medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, dependendo do caso. A terapia cognitiva comportamental tem mostrado ótimos resultados para amenizar ou manter as crises sob controle. Melhor: são terapias focadas, com tempo de duração curto. Nela, o paciente aprende a enfrentar seus medos e a se controlar, por meio de técnicas de respiração e de relaxamento. Assim, se o pânico der sinais, a pessoa já saberá contra-atacar e, dessa maneira, dominar seu medo.
Palavra de fé: “Porque te deprimes, ó minha´alma, e te inquietas dentro de mim? Espera, em Deus, porque ainda hei de louvá-lo: ele é minha salvação e meu Deus”. (Salmo 41,6)
Histórias do coração publicadas em livro
Do excelente livro “Histórias da Alma, Histórias do Coração”. (Christina Feldman e Jack Kornfield, Ed. Pioneira), tiramos algumas histórias para esta e outras colunas. Aqui vão algumas delas:
Estou de passagem:
No século passado, um turista americano foi ao Cairo visitar o famoso rabino polonês Hafez Ayim. O turista ficou surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros, onde as únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco.
- Rabino, onde estão seus móveis? - perguntou o turista.
- E onde estão os seus? – retorquiu Hafez.
- Os meus? Mas eu só estou aqui de passagem!
- Eu também – disse o rabino.
Convencer os outros
Um profeta chegou certa vez a uma cidade para converter seus habitantes. A princípio, as pessoas ficaram entusiasmadas com o que ouviam. Mas, pouco a pouco, a rotina da vida espiritual era tão difícil que homens e mulheres se afastaram, até que não ficou uma só alma para ouvi-lo.
Um viajante, ao ver o profeta pregando sozinho, perguntou:
- Por que continuas exaltando as virtudes e condenando os vícios? Não vês que ninguém aqui te escuta?
- No começo, eu esperava transformar as pessoas – disse o profeta. – Se ainda hoje continuo pregando é apenas para impedir que as pessoas me transformem.
Depois da morte
O imperador mandou chamar o mestre zen Gudo à sua presença.
- Gudo, ouvi falar que você é um homem que tudo compreende – disse o imperador. – Eu gostaria de saber o que acontece com o homem iluminado com o pecador, depois que ambos morrem.
- Como vou saber? – respondeu Gudo.
- Mas, afinal de contas, você não é um mestre iluminado?
- Sim, senhor. Mas não sou um mestre morto!
A reflexão
O padre Alan Jones diz que para a construção de nossa alma precisamos das Quatro Forças Invisíveis: Amor, Morte, Poder e Tempo.
É necessário amar, porque somos amados por Deus. É necessária a consciência da morte para entender bem a vida. É necessário lutar para crescer sem se deixar seduzir pelo poder que conseguimos com isto, pois sabemos que ele não vale nada. Finalmente, é necessário aceitar que a nossa alma, embora seja eterna, está neste momento presa na teia do tempo, com suas oportunidades e limitações. Assim, temos que agir como se o tempo existisse e fazer o possível para valorizar cada segundo.
Estas Quatro Forças não podem ser tratadas como problemas a serem resolvidos, porque são muitos mais importantes que isto. E estão além de qualquer controle. Precisamos aceitá-las e deixar que nos ensinem o que precisamos aprender.
Palavra de fé: “Dizem, com efeito, nos falsos raciocínios: “Curta é a nossa vida, e cheia de tristezas; para a morte não há remédio algum; não há notícia de alguém que tenha da região dos mortos”. (Sabedoria 2,1)
Estou de passagem:
No século passado, um turista americano foi ao Cairo visitar o famoso rabino polonês Hafez Ayim. O turista ficou surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros, onde as únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco.
- Rabino, onde estão seus móveis? - perguntou o turista.
- E onde estão os seus? – retorquiu Hafez.
- Os meus? Mas eu só estou aqui de passagem!
- Eu também – disse o rabino.
Convencer os outros
Um profeta chegou certa vez a uma cidade para converter seus habitantes. A princípio, as pessoas ficaram entusiasmadas com o que ouviam. Mas, pouco a pouco, a rotina da vida espiritual era tão difícil que homens e mulheres se afastaram, até que não ficou uma só alma para ouvi-lo.
Um viajante, ao ver o profeta pregando sozinho, perguntou:
- Por que continuas exaltando as virtudes e condenando os vícios? Não vês que ninguém aqui te escuta?
- No começo, eu esperava transformar as pessoas – disse o profeta. – Se ainda hoje continuo pregando é apenas para impedir que as pessoas me transformem.
Depois da morte
O imperador mandou chamar o mestre zen Gudo à sua presença.
- Gudo, ouvi falar que você é um homem que tudo compreende – disse o imperador. – Eu gostaria de saber o que acontece com o homem iluminado com o pecador, depois que ambos morrem.
- Como vou saber? – respondeu Gudo.
- Mas, afinal de contas, você não é um mestre iluminado?
- Sim, senhor. Mas não sou um mestre morto!
A reflexão
O padre Alan Jones diz que para a construção de nossa alma precisamos das Quatro Forças Invisíveis: Amor, Morte, Poder e Tempo.
É necessário amar, porque somos amados por Deus. É necessária a consciência da morte para entender bem a vida. É necessário lutar para crescer sem se deixar seduzir pelo poder que conseguimos com isto, pois sabemos que ele não vale nada. Finalmente, é necessário aceitar que a nossa alma, embora seja eterna, está neste momento presa na teia do tempo, com suas oportunidades e limitações. Assim, temos que agir como se o tempo existisse e fazer o possível para valorizar cada segundo.
Estas Quatro Forças não podem ser tratadas como problemas a serem resolvidos, porque são muitos mais importantes que isto. E estão além de qualquer controle. Precisamos aceitá-las e deixar que nos ensinem o que precisamos aprender.
Palavra de fé: “Dizem, com efeito, nos falsos raciocínios: “Curta é a nossa vida, e cheia de tristezas; para a morte não há remédio algum; não há notícia de alguém que tenha da região dos mortos”. (Sabedoria 2,1)
terça-feira, 21 de junho de 2011
Jesus Cristo é o centro da nossa vida
Cristo é superior aos anjos: “Hebreus 1, 1-2”.
Hoje o mesmo Deus continua a nos falar por Jesus Cristo e também de muitas maneiras: no silêncio, no retiro, no sofrimento, na tristeza, na perseguição, na noite escura do espírito que nos faz gritar: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”.
Paulo insiste que em meio às tribulações nossa resposta será norteada pelo amor: “1 Coríntios 4, 12-13”. Nas horas escuras é só a oração que nos sustenta e nos faz perseverar. Jesus rezou do alto da cruz: “Lucas 23, 46”.
Outra maneira de Deus nos falar é ouvir o próximo, dar ouvido ao clamor do povo, ir ao encontro dos que choram e se debatem na extrema miséria, do que é oprimido, explorado, expulso de sua terra, desrespeitado nos seus direitos, do detento na prisão. Tudo isso nos faz rezar, nos faz encontrar o Senhor.
O Papa Bento XVI – encíclica “Deus cáritas est” afirma: “Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social – que se poderia deixar a outros, mas pertence à sua natureza. É expressão irrenunciável da sua própria essência”.
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora apresentam a Palavra, os Sacramentos e a Caridade como fontes de vida da Igreja. Destacam que a caridade é o “centro da vida cristã”. Aqui se encontra o distintivo dos cristãos, nas palavras do próprio Cristo: “João 15, 9-13”.
Por isso, a Conferência de Aparecida assumiu com força nova a opção pelos pobres, Dap. 399. Nunca podemos tapar os nossos ouvidos diante do clamor ao próximo. É Deus que nos fala através do oprimido. O fundamento de tudo isso é Jesus Cristo, que é o centro de nossa vida.
Todos e construtores, de nós mesmos, da sociedade, da Igreja, o importante é construirmos sobre a rocha como recomenda Jesus: “Mateus 7, 24-25”. Construir sobre a rocha é fixar a mente em Jesus Cristo: “Hebreus 3,1”. Fixar é aderir, firmar, assimilar. Essa é a nossa meta, a finalidade da nossa vida. Este retiro é uma oportunidade para isso. Vejam a pregação de João Batista: “Marcos 1, 1-5”, convidando o povo a acolher, aderir, firmar-se em Jesus Cristo. Preparem o caminho, endireitem suas estradas.
Ele vem. Ele traz o perdão, conversão, vida e nos faz renascer. Ele é a razão de estarmos aqui. Para isso é necessário o encontro que transforma e que converte. É como o homem que encontra o seu tesouro: “Mateus 13, 44-46”.
Para isso é necessário em primeiro lugar o encontro: “Marcos 1, 16-20”. Jesus vê Simão e André lançando redes. Foi para isso que Jesus os chamava para lançar as redes, ser missionários. Qual a condição? Deixarem à barca e a rede, o que possuíam.
João e Tiago estão consertando as redes. Elas se rompem com os atritos. Assim também é a nossa vida... é necessário reatarmos os laços com Jesus Cristo. Mas não podemos parar por aí, só consertando as redes a vida inteira. Hoje, esse é o grande perigo: uma religião somente de sentimentos e devocionismo.
Jesus Cristo é a manifestação plena do amor radical que se entrega, não somente pelos justos, mas, também, pelos pecadores: “Romanos 5,8”.
Seu desejo de salvação não é somente aguardar os que o buscam. Jesus é incessante e eterna entrega, de si mesmo para o outro. É o convite contínuo para todos nós, e por meio de nós a toda a humanidade, para segui-lo em meio às diferenças e desencontros.
Consequentemente, as atitudes de alteridade e gratuidade marcam a vida do catequista.
Alteridade se refere ao outro, ao próximo, àquele que em Jesus Cristo, é meu irmão e minha irmã, mesmo estando do outro lado do planeta. É o reconhecimento que o outro é diferente de mim e esta diferença nos distingue, mas não nos afasta.
As diferenças nos atraem e nos complementam, convidando-nos ao respeito mútuo, ao encontro, ao diálogo, à partilha, ao intercâmbio de vida e solidariedade. Fechar-se no isolamento, no individualismo e em atitudes que transformam pessoas em mercadorias, é cair no pecado da idolatria e semear infelicidade. A vida só se ganha na entrega, na doação. Preservar-se é, em Jesus Cristo, auto entregar-se: “Mateus 10,38”.
Todo relacionamento é igualmente chamado a acontecer na gratuidade. A semelhança de Cristo que, saindo de si, foi ao encontro dos outros, nada esperando em troca: “Filipenses 2,5”. O catequista é chamado a questionar um mundo que se constrói a partir da mentalidade do lucro e do mercado, atitudes que geram violência, vingança, guerra e destruição: “Mateus 6, 24-25”.
Gratuidade significa amar em Jesus Cristo, o irmão e a irmã, respondendo através de atitudes fraternas e solidárias, a grande questão proposta a Jesus: “Lucas 10,29”. Significa cortar a raiz mais profunda da violência, da exclusão, da exploração, do pensar em si mesmo buscando sempre a retribuição e interesse próprio.
Gratuidade e alteridade, como expressões de amor, são fontes de paz, reconciliação, de perdão, que é o ápice da nova Lei. Ela leva a amar o inimigo, o que não é pactuar com a impunidade, corrupção e com todas as formas de desrespeito aos direitos básicos de toda a pessoa.
A gratuidade e alteridade levam o catequista a angustiar-se diante da inércia, da omissão dos responsáveis em tomar atitudes que superem o mal existente. Isto, porém, não impede o catequista do ideal do perdão e da reconciliação.
Gratuidade e alteridade são os modos de compreender o que há de mais decisivo em Jesus Cristo: a saída de si, rumo à humanidade marcada pelo pecado, fonte de dor e morte.
É por aí que Jesus Cristo vai se tornando centro da nossa vida. É por aí que se tem experiência de Deus, o encontro com o Senhor.
Biblicamente o profeta experimentava Deus, quando, olhando a realidade dura, sentia um apelo de Deus na Palavra, e respondia a esse apelo com gesto de amor em prol da vida.
É, pois, motivado pela atitude constante de ida ao encontro do outro que o catequista contempla a realidade, não desejando que ela se encaixe em suas expectativas, mas encarnando-se na realidade, ele discerne as exigências do Reino de Deus e trabalha para que esse Reino cresça cada vez mais.
Jesus nos amor até o fim. Por isso, a fidelidade do catequista é uma das maiores provas do seu amor ao mestre.
Palavra de fé: “Meu filho, ouve-me, adquire uma instrução sadia, torna o teu coração atento às minhas palavras”. (Eclesiástico 16,24)
Hoje o mesmo Deus continua a nos falar por Jesus Cristo e também de muitas maneiras: no silêncio, no retiro, no sofrimento, na tristeza, na perseguição, na noite escura do espírito que nos faz gritar: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”.
Paulo insiste que em meio às tribulações nossa resposta será norteada pelo amor: “1 Coríntios 4, 12-13”. Nas horas escuras é só a oração que nos sustenta e nos faz perseverar. Jesus rezou do alto da cruz: “Lucas 23, 46”.
Outra maneira de Deus nos falar é ouvir o próximo, dar ouvido ao clamor do povo, ir ao encontro dos que choram e se debatem na extrema miséria, do que é oprimido, explorado, expulso de sua terra, desrespeitado nos seus direitos, do detento na prisão. Tudo isso nos faz rezar, nos faz encontrar o Senhor.
O Papa Bento XVI – encíclica “Deus cáritas est” afirma: “Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social – que se poderia deixar a outros, mas pertence à sua natureza. É expressão irrenunciável da sua própria essência”.
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora apresentam a Palavra, os Sacramentos e a Caridade como fontes de vida da Igreja. Destacam que a caridade é o “centro da vida cristã”. Aqui se encontra o distintivo dos cristãos, nas palavras do próprio Cristo: “João 15, 9-13”.
Por isso, a Conferência de Aparecida assumiu com força nova a opção pelos pobres, Dap. 399. Nunca podemos tapar os nossos ouvidos diante do clamor ao próximo. É Deus que nos fala através do oprimido. O fundamento de tudo isso é Jesus Cristo, que é o centro de nossa vida.
Todos e construtores, de nós mesmos, da sociedade, da Igreja, o importante é construirmos sobre a rocha como recomenda Jesus: “Mateus 7, 24-25”. Construir sobre a rocha é fixar a mente em Jesus Cristo: “Hebreus 3,1”. Fixar é aderir, firmar, assimilar. Essa é a nossa meta, a finalidade da nossa vida. Este retiro é uma oportunidade para isso. Vejam a pregação de João Batista: “Marcos 1, 1-5”, convidando o povo a acolher, aderir, firmar-se em Jesus Cristo. Preparem o caminho, endireitem suas estradas.
Ele vem. Ele traz o perdão, conversão, vida e nos faz renascer. Ele é a razão de estarmos aqui. Para isso é necessário o encontro que transforma e que converte. É como o homem que encontra o seu tesouro: “Mateus 13, 44-46”.
Para isso é necessário em primeiro lugar o encontro: “Marcos 1, 16-20”. Jesus vê Simão e André lançando redes. Foi para isso que Jesus os chamava para lançar as redes, ser missionários. Qual a condição? Deixarem à barca e a rede, o que possuíam.
João e Tiago estão consertando as redes. Elas se rompem com os atritos. Assim também é a nossa vida... é necessário reatarmos os laços com Jesus Cristo. Mas não podemos parar por aí, só consertando as redes a vida inteira. Hoje, esse é o grande perigo: uma religião somente de sentimentos e devocionismo.
Jesus Cristo é a manifestação plena do amor radical que se entrega, não somente pelos justos, mas, também, pelos pecadores: “Romanos 5,8”.
Seu desejo de salvação não é somente aguardar os que o buscam. Jesus é incessante e eterna entrega, de si mesmo para o outro. É o convite contínuo para todos nós, e por meio de nós a toda a humanidade, para segui-lo em meio às diferenças e desencontros.
Consequentemente, as atitudes de alteridade e gratuidade marcam a vida do catequista.
Alteridade se refere ao outro, ao próximo, àquele que em Jesus Cristo, é meu irmão e minha irmã, mesmo estando do outro lado do planeta. É o reconhecimento que o outro é diferente de mim e esta diferença nos distingue, mas não nos afasta.
As diferenças nos atraem e nos complementam, convidando-nos ao respeito mútuo, ao encontro, ao diálogo, à partilha, ao intercâmbio de vida e solidariedade. Fechar-se no isolamento, no individualismo e em atitudes que transformam pessoas em mercadorias, é cair no pecado da idolatria e semear infelicidade. A vida só se ganha na entrega, na doação. Preservar-se é, em Jesus Cristo, auto entregar-se: “Mateus 10,38”.
Todo relacionamento é igualmente chamado a acontecer na gratuidade. A semelhança de Cristo que, saindo de si, foi ao encontro dos outros, nada esperando em troca: “Filipenses 2,5”. O catequista é chamado a questionar um mundo que se constrói a partir da mentalidade do lucro e do mercado, atitudes que geram violência, vingança, guerra e destruição: “Mateus 6, 24-25”.
Gratuidade significa amar em Jesus Cristo, o irmão e a irmã, respondendo através de atitudes fraternas e solidárias, a grande questão proposta a Jesus: “Lucas 10,29”. Significa cortar a raiz mais profunda da violência, da exclusão, da exploração, do pensar em si mesmo buscando sempre a retribuição e interesse próprio.
Gratuidade e alteridade, como expressões de amor, são fontes de paz, reconciliação, de perdão, que é o ápice da nova Lei. Ela leva a amar o inimigo, o que não é pactuar com a impunidade, corrupção e com todas as formas de desrespeito aos direitos básicos de toda a pessoa.
A gratuidade e alteridade levam o catequista a angustiar-se diante da inércia, da omissão dos responsáveis em tomar atitudes que superem o mal existente. Isto, porém, não impede o catequista do ideal do perdão e da reconciliação.
Gratuidade e alteridade são os modos de compreender o que há de mais decisivo em Jesus Cristo: a saída de si, rumo à humanidade marcada pelo pecado, fonte de dor e morte.
É por aí que Jesus Cristo vai se tornando centro da nossa vida. É por aí que se tem experiência de Deus, o encontro com o Senhor.
Biblicamente o profeta experimentava Deus, quando, olhando a realidade dura, sentia um apelo de Deus na Palavra, e respondia a esse apelo com gesto de amor em prol da vida.
É, pois, motivado pela atitude constante de ida ao encontro do outro que o catequista contempla a realidade, não desejando que ela se encaixe em suas expectativas, mas encarnando-se na realidade, ele discerne as exigências do Reino de Deus e trabalha para que esse Reino cresça cada vez mais.
Jesus nos amor até o fim. Por isso, a fidelidade do catequista é uma das maiores provas do seu amor ao mestre.
Palavra de fé: “Meu filho, ouve-me, adquire uma instrução sadia, torna o teu coração atento às minhas palavras”. (Eclesiástico 16,24)
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Quanto exagero!
Certa vez participei da seleção de meninas para uma novela infantil. Havia uma fila que dobrava o quarteirão, formada unicamente por mães e filhas, estas entre 5 e 12 anos de idade. A maioria esmagadora vestia-se com saias curtíssimas, tops, botinhas ou sandálias. Figurino que se esperaria num show de vedetes. O teste incluía um número de dança e canto. Surpreso, assisti às garotinhas rebolando e cantando músicas com insinuações maliciosas. E nós, que estávamos procurando uma personagem romântica, não sabíamos como escolher. Eu pensava: que mães são essas que trazem suas meninas vestidas desse jeito? Cantando e dançando assim? Fiquei bastante chocado na época.
Acho normal que meninas queiram imitar as mães. Já vi garotinhas se equilibrando em cima de sapatos de salto, com o rosto borrado de batom, após atacar o armário e a penteadeira maternos. Meninos também gostam de se vestir como os pais. Eu mesmo, quando criança, me senti orgulhosíssimo quando ganhei o meu primeiro terninho com gravata. Um adulto!
Mas eu não consigo entender os pais de hoje em dia. Compram ovos de Páscoa, coelhinhos de chocolate e falam das belezas da infância. Já soube de pais revoltados com escolas por terem adotado livros com um mínimo de ousadia. ONGs tratam de defender as crianças da exposição a temas violentos ou eróticos nos meios de comunicação. Mas não conheço nenhuma que critique a moda infantil. Mais que isso: os pais parecem gostar dela.
E os valores do universo adulto se refletem no jeito de vestir dos filhos.
As grifes se tornaram um pretexto para o bullying. Nas escolas freqüentadas pelos filhos dos muito ricos, há uma competição para ver quem tem o melhor relógio, tênis e camiseta. Ou, no caso das meninas, também bolsa, maquiagem e jóia. Os um pouquinho menos ricos são desprezados por não possuir este ou aquele objeto de consumo. Sempre aconselho os amigos que vão escolher escolas para seus pimpolhos:
- Não pense apenas na que tem o melhor padrão de ensino, mas na que lida bem com as diferenças sociais.
Já vi certa mãe desfilando com sua menina vestida de negro e a boca vermelhíssima.
- É fashion! – explicou.
Alguma criança fica à vontade num vestido? Tudo bem que se queira causar estranheza. Mas à custa da filha? Nem que fosse a família do conde Drácula!
Assisto admirado à crescente “adultarização” da moda infantil. E, em conseqüência, sua sensualização. Li, recentemente, sobre a venda de sutiãs com enchimento para meninas com menos de 10 anos de idade. Podem me chamar de antiquado, mas o que há na cabeça das mães que vestem suas meninas assim?
Em geral, quando se toca no tema, a resposta é genérica.
- É culpa da moda! – disse uma amiga.
Como se a moda fosse uma entidade à parte, á qual devêssemos obediência absoluta. Mas a moda somos nós. Ninguém produziria essas peças se não houvesse quem as comprasse.
Ainda acredito que cada fase da vida deve ser vivida em seu esplendor. A infância é um momento de formação. De descoberta e construção de valores para a vida. Sei que os pais agem de maneira inocente. A não ser em casos muito raros, não há intenção malévola. Mas o que esperar dessas crianças que desde cedo são levadas a exercer a sensualidade? E a que riscos estão expostas?
Às vezes, acho que deveria haver uma escola para os pais.
Palavra de fé: “Não poupes ao menino (menina) a correção: se tu o castigares com a vara, ele não morrerá”. (Provérbios 23,13).
Observação: “vara” – significa: educação enérgica.
Acho normal que meninas queiram imitar as mães. Já vi garotinhas se equilibrando em cima de sapatos de salto, com o rosto borrado de batom, após atacar o armário e a penteadeira maternos. Meninos também gostam de se vestir como os pais. Eu mesmo, quando criança, me senti orgulhosíssimo quando ganhei o meu primeiro terninho com gravata. Um adulto!
Mas eu não consigo entender os pais de hoje em dia. Compram ovos de Páscoa, coelhinhos de chocolate e falam das belezas da infância. Já soube de pais revoltados com escolas por terem adotado livros com um mínimo de ousadia. ONGs tratam de defender as crianças da exposição a temas violentos ou eróticos nos meios de comunicação. Mas não conheço nenhuma que critique a moda infantil. Mais que isso: os pais parecem gostar dela.
E os valores do universo adulto se refletem no jeito de vestir dos filhos.
As grifes se tornaram um pretexto para o bullying. Nas escolas freqüentadas pelos filhos dos muito ricos, há uma competição para ver quem tem o melhor relógio, tênis e camiseta. Ou, no caso das meninas, também bolsa, maquiagem e jóia. Os um pouquinho menos ricos são desprezados por não possuir este ou aquele objeto de consumo. Sempre aconselho os amigos que vão escolher escolas para seus pimpolhos:
- Não pense apenas na que tem o melhor padrão de ensino, mas na que lida bem com as diferenças sociais.
Já vi certa mãe desfilando com sua menina vestida de negro e a boca vermelhíssima.
- É fashion! – explicou.
Alguma criança fica à vontade num vestido? Tudo bem que se queira causar estranheza. Mas à custa da filha? Nem que fosse a família do conde Drácula!
Assisto admirado à crescente “adultarização” da moda infantil. E, em conseqüência, sua sensualização. Li, recentemente, sobre a venda de sutiãs com enchimento para meninas com menos de 10 anos de idade. Podem me chamar de antiquado, mas o que há na cabeça das mães que vestem suas meninas assim?
Em geral, quando se toca no tema, a resposta é genérica.
- É culpa da moda! – disse uma amiga.
Como se a moda fosse uma entidade à parte, á qual devêssemos obediência absoluta. Mas a moda somos nós. Ninguém produziria essas peças se não houvesse quem as comprasse.
Ainda acredito que cada fase da vida deve ser vivida em seu esplendor. A infância é um momento de formação. De descoberta e construção de valores para a vida. Sei que os pais agem de maneira inocente. A não ser em casos muito raros, não há intenção malévola. Mas o que esperar dessas crianças que desde cedo são levadas a exercer a sensualidade? E a que riscos estão expostas?
Às vezes, acho que deveria haver uma escola para os pais.
Palavra de fé: “Não poupes ao menino (menina) a correção: se tu o castigares com a vara, ele não morrerá”. (Provérbios 23,13).
Observação: “vara” – significa: educação enérgica.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Jesus não impõe
Fazia parte do jeito de ser de Jesus a expressão “se queres”. Propôs ao moço rico uma vida mais perfeita, se ele quisesse, respondeu afirmativamente ao leproso que lhe propunha que, se ele desejasse, o curaria, procurou saber dos Doze em dúvida se não queriam ir embora.
Perguntou ao paralítico, na piscina, se aspirava à cura. Não consta que tivesse forçado o centurião romano a se converter, nem a Cananéia nem a samaritana. Jesus tinha outras ovelhas que não eram do seu rebanho e as respeitava.
A pessoa não precisava ser do seu grupo para operar e, nome dele, desde que fosse sincera. Foi o que ele disse aos discípulos quando estes proibiram alguém que não era do grupo de expulsar demônios em nome de Jesus.
Jesus sabia respeitar a escolha das pessoas, não foi nem nunca seria sectário. Soube dialogar com fariseus, escribas, mulheres de má reputação, com a samaritana, cuja vida não era um modelo de virtudes, com Zaqueu, o coletor de impostos, e com gente contrária que não fazia parte do seu povo.
Jesus não saiu por aí ameaçando com o inferno a quem não aderisse a ele. Só foi duro com pessoas mal-intencionadas. Veio para aqueles de boa vontade e respeitou o jeito de ser das pessoas que não o seguiam. Não temos provas de que Nicodemos ou José de Arimatéia tenham se tornado cristãos.
Jesus teve pena do moço rico, mas não o condenou por sua escolha. E não amaldiçoou aqueles que o deixaram. Foi misericordioso inclusive com Judas, que planejava traí-lo. Jesus era um pregador que não impunha a sua fé. Oferecia-a com um sereno “se queres”. Quem não quisesse, ou não pudesse, era amado do mesmo jeito.
Há uma diferença enorme entre Jesus e alguns pregadores modernos que chegam a ofender quem discorda, não adere e não ora do jeito deles. O cristão de verdade é diferente. É fraterno com todos, mesmo com aqueles que não pensam nem vivem como ele.
Vale a pena ouvir Jesus. Seu Evangelho é forte, mas sereno. De fanático, Jesus não tem nada. Alguns de seus seguidores precisam aprender também isso. Jesus era ecumênico e respeitava os outros. Eles é que não conseguem nem desejam!
Palavra de fé: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir à porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo”. (Apocalipse 3,20)
Perguntou ao paralítico, na piscina, se aspirava à cura. Não consta que tivesse forçado o centurião romano a se converter, nem a Cananéia nem a samaritana. Jesus tinha outras ovelhas que não eram do seu rebanho e as respeitava.
A pessoa não precisava ser do seu grupo para operar e, nome dele, desde que fosse sincera. Foi o que ele disse aos discípulos quando estes proibiram alguém que não era do grupo de expulsar demônios em nome de Jesus.
Jesus sabia respeitar a escolha das pessoas, não foi nem nunca seria sectário. Soube dialogar com fariseus, escribas, mulheres de má reputação, com a samaritana, cuja vida não era um modelo de virtudes, com Zaqueu, o coletor de impostos, e com gente contrária que não fazia parte do seu povo.
Jesus não saiu por aí ameaçando com o inferno a quem não aderisse a ele. Só foi duro com pessoas mal-intencionadas. Veio para aqueles de boa vontade e respeitou o jeito de ser das pessoas que não o seguiam. Não temos provas de que Nicodemos ou José de Arimatéia tenham se tornado cristãos.
Jesus teve pena do moço rico, mas não o condenou por sua escolha. E não amaldiçoou aqueles que o deixaram. Foi misericordioso inclusive com Judas, que planejava traí-lo. Jesus era um pregador que não impunha a sua fé. Oferecia-a com um sereno “se queres”. Quem não quisesse, ou não pudesse, era amado do mesmo jeito.
Há uma diferença enorme entre Jesus e alguns pregadores modernos que chegam a ofender quem discorda, não adere e não ora do jeito deles. O cristão de verdade é diferente. É fraterno com todos, mesmo com aqueles que não pensam nem vivem como ele.
Vale a pena ouvir Jesus. Seu Evangelho é forte, mas sereno. De fanático, Jesus não tem nada. Alguns de seus seguidores precisam aprender também isso. Jesus era ecumênico e respeitava os outros. Eles é que não conseguem nem desejam!
Palavra de fé: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir à porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo”. (Apocalipse 3,20)
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