segunda-feira, 31 de maio de 2010

Reflexão sobre os Evangelhos de domingo 23/05 até 29/05

Domingo, 23 de maio, Pentecostes “João 20, 19-23”: Neste Evangelho encontramos a presença de Cristo Ressuscitado que cria uma nova humanidade. O cristianismo nasce da experiência e da força do ressuscitado. A paz, a alegria, a certeza, são os fundamentos da nova vida. A recepção do dom do Espírito Santo leva as pessoas a saírem de si a se comunicarem. Nasce a nova humanidade do Espírito Santo doado por Jesus Cristo ressuscitado. E o novo tempo do perdão ao povo, que prolonga a sua missão. Viver esse amor de Jesus e comunicá-lo aos outros.

Segunda-feira, 24 de maio, “Marcos 10, 17-27”: Aqui Jesus nos fala do dinheiro, justiça e companheirismo (partilha). Fala-nos de como alcançar a vida eterna. Fica claro que, ninguém poderá consegui-la por si mesmo, a salvação não é uma conquista humana, mas um milagre da graça divina. O homem não se salva, é salvo.

Terça-feira, 25 de maio, “Marcos 10, 28-31”: Jesus nos deixa claro que os que o seguem recebem a recompensa da vida eterna. Neste Evangelho insiste na superação das amarras das coisas mundanas, na libertação dos valores materiais.

Quarta-feira, 26 de maio, “Marcos 10, 32-45”: Mais uma vez Jesus se vê obrigado a instruir e assinalar as condições para chegar à glória e formula o que deve ser a lei da comunidade cristã. Seguir o mestre e deixar que Deus programe livremente o seu futuro.

Quinta-feira, 27 de maio, “Marcos 10, 46-52”
: O cego Bartimeu em seu caminho. Os cegos são símbolos da necessidade dos discípulos se abrirem a Revelação trazida por Jesus. A oração do cego é cheia de fé e comove o coração de Jesus. Sua cura implica uma reintegração, uma libertação social.

Sexta-feira, 28 de maio, “Marcos 11, 11-26”: Aqui contemplamos que os frutos da fé não têm “estação ou tempo certo”. Diante da árvore sem frutos e da folhagem inútil, a comunidade cristã, o novo templo de Deus, precisa caracterizar-se por uma oração confiante e ativa para que os frutos da comunhão fraterna apareçam.

Sábado, 29 de maio, “Marcos 11, 27-33”: Os adversários de Jesus estão preocupados com suas realizações. Querem que Jesus faça, apenas, o que eles querem ou permitem, pois são autoridades. Mas Jesus com toda a sua autoridade mostra que eles não tem autoridade nenhuma diante de Deus, por que não se converteram perante as exigências de João Batista, que fora enviado por Deus.

Para refletir: Como foi e como anda o nosso Pentecostes? Como anda o nosso Apostolado?

Pergunta da semana: Qual o Evangelho desta semana em que se encontra a exclamação “Raboni”?

Responda certo e ganhe uma Bíblia Ave Maria e o livro “Louvemos o Senhor 2009”, enviando a sua resposta até a próxima sexta-feira, dia 04/06/2010, para o e-mail: paula_vts@hotmail.com com o nome completo, endereço, telefone e e-mail (se tiver).

Delicadezas – Descubra-se!

Eu estava correndo e de repente um estranho trombou em mim:

- Oh, me desculpe, por favor, foi a minha reação.

E ele disse:

- Ah, desculpe-me também, eu simplesmente não a vi!

Nós fomos muito educados um com o outro, aquele estranho e eu.

Então, mais tarde, naquele dia, eu estava fazendo o jantar e meu filho parou do meu lado, tão em silêncio, que eu nem percebi.

Quando eu me virei, tomei o maior susto e lhe dei uma bronca.

- Saia do meu caminho, filho!

E eu disse aquilo com certa braveza. E ele foi embora, certamente com seu pequeno coração partido. Eu nem imaginava como havia sido rude com ele.

Quando fui me deitar, eu podia ouvir a voz calma e doce de Deus me dizendo:

- Quando falava com um estranho, quanta cortesia você usou! Mas, com seu filho, a criança que você ama, você nem sequer se preocupou com isso! Olhe no chão da cozinha, você verá algumas flores perto da porta. São flores que ele trouxe para você. Ele mesmo as pegou: a cor de rosa, a amarela e a azul. Ele ficou quietinho para não estragar a surpresa e você nem viu as lágrimas nos olhos dele. Nesse momento, eu me senti muito pequena. E agora, o meu coração era quem derramava lágrimas. Então eu fui até a cama dele e ajoelhei ao seu lado.

- Acorde filhinho, acorde. Estas são as flores que você pegou para mim? Ele sorriu.

- Eu encontrei embaixo da árvore. Eu peguei porque as achei tão bonitas como você! Eu sabia que você iria gostar, especialmente da azul.

Eu disse:

- Filho, eu sinto muito pela maneira como agi hoje. Eu não devia ter gritado com você, daquela maneira.

- Ah, mamãe, não tem problema. Eu te amo assim mesmo!

- Eu também te amo. E eu adorei as flores, especialmente a azul.

Você já parou para pensar que, se morrermos amanhã, a empresa para qual trabalhamos poderá facilmente nos substituir em uma questão de dias.

Mas as pessoas que nos amam, a família que deixamos para trás, os nossos filhos, sentirão essa perda para o resto de suas vidas. E nós, raramente paramos para pensar nisso.

Às vezes colocamos nosso esforço em coisas muito menos importantes que nossa família, que as pessoas que nos amam, e não nos damos conta do que realmente estamos perdendo.

Perdemos o tempo de sermos carinhosos, de dizer um “Eu te amo”, de dizer um “Obrigado”, de dar um sorriso, ou de dizer o quanto isso machuca os nossos entes queridos.

A família é o nosso maior bem!

Se Jesus me aparecesse

Se Jesus um dia me aparecesse, não sei o que lhe diria.

Provavelmente como Pedro, naquela barca, eu pediria perdão pelos meus pecados. Imagino que depois de um encontro real com Jesus ninguém continuaria vaidoso ou exibido.

Pelo que vejo em todas as religiões, quem o encontrou superficialmente, gosta muito de exibir sua fé pretensiosamente missionária. Quem realmente o encontrou é acolhedor, humilde, fraterno e evita alarde.

Anuncia a aurora sem muito cocoricó.

Se Jesus um ia me aparecesse eu talvez não soubesse que atitude tomar. Não sei se sairia por aí contando a todo mundo que o vi. Pra começo de conversa, ninguém acreditaria. E eu não confiaria nos que aderissem logo de cara.

Os que acreditam facilmente em todos os videntes acabam mudando de vidente tão logo apareça alguém que diga que viu mais. Se Jesus me aparecesse eu provavelmente pediria que me ajudasse a crer e aumentasse minha fé.

Tomé errou antes, mas fez certo depois. Aceitou a lição de Jesus. Eu nunca pedi para Jesus me aparecer.

Primeiro, porque não mereço. Segundo, porque já tenho uma Bíblia. Ela tem me bastado para crer em Jesus. Se Ele não quiser acrescentar nada ao que disse ali já está bom para mim. Não sou cristão que precisa ver. Eu creio, mesmo sem ter visto ou sem ver.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Criança levada?

Ouve-se dizer, muitas vezes, que crianças agitadas têm transtorno do déficit de atenção. Mas o que é isto?

O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade é uma situação freqüente; ocorre em até 10% das crianças em idade pré-escolar e escolar. São crianças que “não param quietas”, que têm dificuldade de prestar atenção e se concentrar nas tarefas, e que agem de maneira impulsiva, parecendo às vezes descontrolada.

Durante muito tempo essas crianças foram consideradas “levadas” e até castigadas por isso. Sabe-se hoje que se trata de um problema neurológico ainda não muito bem esclarecido, que pode ter componentes genéticos. O distúrbio freqüentemente continua na idade adulta, sendo fonte de frustração para muitas pessoas que não conseguem obter êxito no trabalho.

O importante é saber que este problema tem tratamento. Os remédios usados para o caso agem sobre os neurotransmissores, substâncias químicas que atuam como “mensageiras” entre as células cerebrais. Além dos medicamentos, essas crianças precisam receber amparo psicológico de profissionais, mas também da família e da escola.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Quando um relacionamento vai mal

Alguém que está insatisfeito num relacionamento pode apresentar os seguintes sintomas: sentir raiva a maior parte do tempo, criticar a si próprio constantemente, perder o interesse pela vida, passando por uma fase de desânimo.

Grande parte das dificuldades sérias de relacionamento acontece porque um doa parceiros está cedendo e se doando demais, não respeitando os próprios limites.

A pessoa cede em excesso por achar que o outro vai abandonar a união caso seja contrariado, o que, em geral, é uma fantasia irreal baseada e, experiências passadas.

Nesse processo de doação extrema, o indivíduo “generoso”, “doador”, começa a se ressentir do outro e a se afastar dele emocionalmente. As coisas não faladas, as queixas guardadas, os “nãos” silenciados vão gerando, ao longo do tempo, um volume grande de raiva.

O mais complicado é que, como parte desse processo ocorre de forma inconsciente, a própria pessoa, na maioria das vezes, não consegue nem mesmo explicar porque passou a ter tanta raiva do (a) companheiro.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Reflexão sobre os Evangelhos de domingo 16/05 até 22/05

Domingo, 16 de maio, “Lucas 24, 26-53”: A ascensão concretiza a etapa final da revelação do plano de Deus em favor do homem. O destino de Jesus é o retorno ao Pai, ao qual também nós estamos destinados. As leituras da comemoração de hoje acentuam a missão da Igreja. Agora ressuscitado, Ele vai continuar a obra, permanecendo presente na Igreja e investindo-a com a sua missão.

Segunda-feira, 17 de maio, “João 16, 29-33”: Jesus termina esta narrativa com uma palavra de ânimo: “Coragem!”. A frase mostra o que deve ser a postura que os discípulos devem ter e um convite a cada um de nós. Não basta atender Jesus, mas sim, solidário em sua missão até as últimas conseqüências. Precisamos crer em Deus nos momentos de alegria, de dificuldades e de tristeza.

Terça-feira, 18 de maio, “João 17, 1-11”: Aqui a oração sacerdotal de Jesus sobre a hora de Sua glorificação. Jesus rezar por si e por todos que Nele creram. Reza também pela unidade sinal da divindade de Cristo. Há no ser humano um desejo de unidade que garante a paz interna e externa como um ideal que não morre.

Quarta-feira, 19 de maio, “João 17, 11-19”: Continua aqui a oração sacerdotal iniciada ontem. Rogo que os discípulos sejam preservados do mal. Toca num doa temais mais difíceis do Cristianismo: a escolha dos cristãos para viver e levar adiante a missão de Jesus no mundo. Devemos, pois ser fermento no mundo e, ao mesmo tempo, preservar a identidade da nossa fé.

Quinta-feira, 20 de maio, “João 17, 20-26”: Ainda a oração sacerdotal. Conhecer a Deus, acolher e anunciar a Sua Palavra consiste em levar a todos a unidade com Cristo. Para que isso aconteça, é preciso acreditar que todos os homens são candidatos a viver unidos a Cristo e que o mundo crerá na medida do nosso testemunho da fé.

Sexta-feira, 21 de maio, “João 21, 15-19”: Neste diálogo com Pedro, Jesus ensina-nos que amar é servir. A missão de Pedro é uma missão de amor ao próximo. A ressurreição de Jesus é garantia de sua presença no meio de nós, que cremos no Seu nome e da força do Espírito Santo nascem e acontecem a disposição de amar a todos como uma maneira concreta de dizer “sim” a Deus.

Sábado, 22 de maio, “João 21, 20-25”: As palavras de Jesus indicam a maneira de segui-lo, sempre visando à união. Ser apóstolo significa testemunhar a vida de Cristo, o ressuscitado. Este texto mostra que o mistério de Cristo é muito mais do que ouvimos, anunciamos ou entendemos.

Para refletir: Será que nos sentimos atraídos pela missão de Cristo?

Pergunta da semana: Qual Evangelho que fala da glorificação de Jesus?

Responda certo e ganhe uma Bíblia Ave Maria e o livro “Louvemos o Senhor 2009”, enviando a sua resposta até a próxima sexta-feira, dia 28/05/2010, para o e-mail: paula_vts@hotmail.com com o nome completo, endereço, telefone e e-mail (se tiver).

Reposta da semana passada: “João 16, 20”.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vinde Espírito Santo

Eis a prece das comunidades cristãs. Aproxima-se o domingo de Pentecostes, quando, 50 dias depois da Páscoa, veio o Espírito Santo sobre os apóstolos, reunidos com Maria, no cenáculo.

É o momento de agradecermos o dom do Espírito Santo, prometido por Jesus Cristo (Jo 14,16). Nestes dias da novena, cada um se dispõe a crescer na fé, acolhendo sempre mais a presença do Espírito Santo que nos é dado no batismo e na confirmação.

Procuremos entender melhor a ação do Espírito Santo de união que nos ajuda a superar distâncias e ressentimentos e sermos capazes de compreensão, amor e perdão. Ele é Espírito de paz. Peçamos, nesta semana, maior união em família, fruto de conversão pessoal e de um relacionamento de verdadeiro amor. O Espírito nos dá a força do amor que faz brotar de novo a vida, onde o tronco parecia ressequido e estéril.

As comunidades tem se empenhado em valorizar os dons do Espírito Santo, já proclamados por Isaías (11, 1-2). Nas celebrações litúrgicas da crisma, os jovens trazem grandes velas acesas ou faixas e estandartes simbolizando os sete dons. Unamos nossa fé para pedir graças de que necessitamos.

O dom da sabedoria faz-nos ver a vida e a história à luz de Deus. Como os raios que procedem do sol, assim percebemos que fomos criados e destinados à comunhão plena com Deus. Tudo coopera para o bem, quando temos a experiência do amor infinito de Deus (Rom 8,28).

O dom da inteligência ajuda-nos a penetrar no sentido dos acontecimentos, compreendendo a explicação e os valores de cada situação. No sofrimento captamos o apelo à semelhança com Cristo e à solidariedade; na gratuidade do amor, o segredo da felicidade. “É maior a alegria de quem dá” (Atos 20, 35).

Pelo dom da ciência somos capazes de aplicar as luzes obtidas às condições em que nos encontramos. Assim, conhecemos a ilusão de quem acumula bens excessivos e não reparte, o vazio da sofreguidão do prazer e da ânsia de poder.

O conselho nos facilita discernir os melhores caminhos a percorrer, de modo a alcançar e promover o Reino de Deus. Por este dom, identificamos a própria vocação e os meios concretos de realizá-la.

A fortaleza auxilia-nos a enfrentar as lutas e vicissitudes do cotidiano, resistindo às tentações e à atração do mal. Inspira-nos o perdão, a prece por quem nos calunia e persegue e a fazer o bem a quem nos ofende. É o dom dos mártires que testemunham a fé em Cristo, sem medir sacrifícios.

Precioso é o dom da piedade que nos concede o afeto filial diante do Pai celeste, ajudando-nos a rezar, permanecendo unidos à vontade divina e entregando-nos confiantes a Deus, nas alegrias e sofrimento da vida.

O sétimo dom é o temor de Deus. Não se trata de medo, mas de respeito. Tão grande é o amor, que temos receio de ofender a nosso Pai e benfeitor. Este respeito se estende à vida e dignidade de todos os filhos de Deus. É o dom que está na raiz da defesa e promoção da vida nascente no seio materno até o respeito aos demais direitos humanos.

Nestes dias abençoados cresce em nós, cristãos, o anseio da união fraterna que Jesus Cristo pediu ao Pai (Jo 17,21).

É tempo de graça, de reconciliação e unidade. “Vinde, Espírito Santo”.