quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Palavras que não passam: Dinheiro demais nas Igrejas


Quando rios de dinheiro invadem as Igrejas e os consagrados, resta a eles provar que todo aquele dinheiro é vontade de Deus. Alguns até criam teologias para justificar tanta riqueza.

Dinheiro rápido demais e em quantidade absurda funciona como carro sem freio na ladeira. Quem precisa demais dele pata tocar adiante seus megaprojetos acaba querendo mais e mais obras, mais e mais lucro, mais e mais sucesso, mais e mais crescimento. Quando percebe que precisa para, não consegue. Virou vício. Não sabe mais voltar à pobreza e à simplicidade de ontem.

Paulo adverte na 1ª Carta a Timóteo (3,3) sobre quem deve ser chamado a liderar a Igreja. Entre as qualidades, aponta o fato de não ser amante do dinheiro. Boa parte do capítulo 6 trata do excesso de preocupação com dinheiro na Igreja. Para isso, é preciso mais dinheiro! Diz o mesmo em Hebreus 13,5.

Os evangelhos deixam claro que Deus não é contra a riqueza, mas que ela sufoca os outros valores (Mt 13,22; Mc 10,22, Mc 12,14; Lc 16,11). Quem sucumbe ao dinheiro não saberá ser de Deus, por mais bonito que seja o seu discurso. A esmola da mulher pobre silenciosa no templo ou do publicano arrependido pode valer mais do que os louvores e o dinheiro do fariseu que se gaba de ter o que tem por graça de Deus.

Para quem precisa cada dia mais de dinheiro vale qualquer coisa para não ter o que voltar atrás. É preciso ser muito ético e muito santo para saber o que fazer com milhões de dólares ou de reais na conta. Se a Igreja canonizou pouquíssimos deles, deve ser porque poucos homens conseguiram ser mais fortes do que o dinheiro que passou por suas mãos. Entre a ética do Reino de Deus, à maneira do jovem rico, escolheram ficar com o que possuíam. Não tinha como voltar atrás.

E sempre arranjaram um jeito de explicar que tudo aquilo veio porque Deus os abençoou. Passaram a ver sua riqueza como prêmio por ser discurso ou por sua fé. Já ouviu o discurso desses novos pregadores no rádio e na televisão? Ouça e veja. São elucidativos. Depois mergulhe na sua bíblia e veja o que ela realmente diz a respeito de dinheiro, poder, riqueza e pobreza. Não é o mesmo discurso!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O sacerdote vive para o altar


A Igreja tem necessidade de sacerdotes santos”, afirmou Bento XVI na homilia de abertura do Ano Sacerdotal. Pois o ministério ordenado, indispensável para a Igreja e para o mundo, requer fidelidade a Cristo e união incessante com Ele.

O presbítero deve tender constantemente para a santidade, como o fez São João Maria Vianney. A renovação interior de um sacerdote implica em um testemunho evangélico mais vigoroso, e do seu impulso para a perfeição espiritual dependerá, a eficácia do próprio ministério.

As considerações acima, extraídas dos mais recentes ensinamentos de Bento XVI, mostram bem a razão pela qual o Ano Sacerdotal, recentemente proclamado, representa benefício espiritual do conjunto dos presbíteros e atinge uma dimensão pastoral que abrange a Igreja inteira.

Ora, o cerne do ministério sacerdotal – lembrava oportunamente o Beato João XXIII – se desenvolve em torno da Celebração Eucarística. “Que é, pois, o apostolado do padre, considerado na sua ação essencial, se não congregar, onde quer que viva a Igreja, em volta do altar do povo?”, perguntava-se o Papa do Concílio (Encíclica Sacerdotii nostri primordia, n. 34).

Com efeito, é no altar que “o padre, pelos poderes que só ele recebeu, oferece o Divino Sacrifício”. É também ali “que o povo de Deus, iluminado pela pregração da fé e alimentado com o Corpo de Cristo, encontra a sua vida, o seu crescimento. É ali, numa palavra, que, de geração em geração, em toda a parte, cresce espiritualmente o Corpo místico de Cristo, que é a Igreja”. (Idem).

Essa centralidade do Santo Sacrifício na vida das paróquias e comunidades levou o famosos teólogo dominicano Fr. Antonio Royo Marin a proclamar que celebrá-lo “é a função sacerdotal por excelência, a primeira e mais sublime de todas, a mais essencial e indispensável para toda a Igreja, e ao mesmo tempo fonte e manancial mais puro de sua própria santidade sacerdotal. É-se sacerdotal, antes de tudo e sobretudo, para glorificar Deus mediante o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa” (Teologia de la Perfección Cristiana, 11, ed. Madrid: BAC, 2006, p. 848).

O sacerdote vive, pois, para o altar. É nele que oferece o Santo Sacrifício, é em torno dele que reúne e abençoa seu povo, e é junto a ele que santifica a própria alma. Pois, como lembra o Beato João XXIII, “a santificação pessoal do padre deve modelar-se sobre o Sacrifício que ele celebra, segundo o incitamento do Pontifical Romano: ‘Sede conscientes do que fazeis, imitai o que tratais’” (sacerdotii nostri primordia, n. 36).

Mas é também no altar que o sacerdote recebe as forças necessárias para o combate espiritual. Pelo Sacramento da Eucaristia, ele se une com Cristo e fortifica com a graça sua vida interior. Ela serve de alimento e remédio espiritual, para o próprio ministro e para o povo que lhe foi confiado.

Fortalecer os fiéis com o Pão descido do Céu é o maior benefício que o pastor pode proporcionar a seu rebanho. Ao comerem nossos primeiros pais do fruto proibido, foi introduzido o pecado no mundo. Porém, a resposta divina proporcionou aos homens infinitamente mais do que estes perderam: deu-lhes o próprio Deus em alimento!

Editorial
Arautos do Evangelho, agosto 2009.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A mensagem de Jesus nos Evangelhos de domingo, 14/02 a sábado 20/02/2010


No domingo (Lucas 6,17-26) sobre as bens aventuranças, Jesus deixa bem claro que todos os que Nele crêem são “bem aventurados”. Que não há nenhuma possibilidade de conviver entre o orgulho e o amor.

A felicidade é viver para os outros e com os outros. Nisto consiste o espírito das “bem aventuranças”, exemplo de vida para todos que querem seguir Jesus, caminhar com Jesus.

Na segunda-feira (Marcos 8,11-13), frente a frente com os fariseus que queriam pô-lo à prova, Jesus deixou-os e seguiu de barca para outra margem sem dar-lhes resposta às provocações.

Na terça-feira (Marcos 8,14-21), neste evangelho Jesus nos alerta a tomar cuidado e ser prudente, atitudes de pessoas sensatas – “uma correta atitude cristã”.

Não é fácil conviver com todos os mecanismos que seduzem o povo, nem respeitar em cada um sua liberdade, sendo fiel a verdade.

Muitas vezes perdemos o significado cristão, porque estamos muito envolvidos no aqui e agora das coisas passageiras.

Quarta-feira de cinzas (Marcos 6,1-6 e 16,18), o ritual das cinzas expressa uma atitude de conversão e arrependimento que precisamos exercitar durante este tempo de Quaresma. Neste evangelho, Jesus nos ensina a interiorizar a observância da Quaresma. A validade dos nossos sacrifícios, donativos, orações e jejum, além de conversão em relação a Deus e aos irmãos.

Quinta-feira (Lucas 9,22-25), Jesus acrescenta que quem quiser segui-lo, tome cada dia a sua cruz. É com o esplendor da cruz em nós que podemos caminhar com Jesus com segurança e realizar aqui na terra algo de belo e útil pelos irmãos.

Já na sexta-feira (Mateus 9,14-15), fala-nos do sentido do jejum. Sua resposta aos discípulos de João dá a entender que o tempo inaugurado por Jesus é um tempo de alegria. Jesus é o próprio sentido da vida dos seus discípulos e a salvação é oferecida com um dom aos homens.

E no sábado (Lucas 5,27-32) no encontro com Levi, o coletor de impostos, Jesus o convida à conversão. O próprio interesse de Jesus e a sua palavra: “segue-me”, por si só já impõem a Levi o seu poder transformador. E deixa bem claro que Jesus veio para chamar à conversão os pecadores.

Para refletir: “Não é possível crer em Jesus Cristo sem reconhecer o valor das pessoas”.

Pergunta da semana: No Evangelho de Marcos 8,14-21, quantas cestas de pedaços de pão foram levantados?


Responda certo e ganhe uma Bíblia Ave Maria e o livro “Louvemos o Senhor 2009”, enviando a sua resposta até a próxima sexta-feira, dia 26/02/2010, para o e-mail: paula_vts@hotmail.com com o nome completo, endereço, telefone e e-mail (se tiver).

Atenção: Resposta da semana passada: “Marcos 8,9”.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pensando a fé na Quaresma: Só o amor leva à eternidade.


Só se salva e ganha a vida eterna quem aceita Jesus? Nesse caso, só os cristãos serão salvos?

Quando a pergunta vem viciada, a resposta já fica comprometida. A vida eterna não é uma realidade independente, que existe como uma coisa que se ganha ou se perde depois da morte em troca de ações que fizemos. Assim como um prêmio da loteria esportiva que se obtém com a cartela preenchida corretamente.

A vida eterna já se inicia aqui na terra e constitui-se fundamentalmente pelas relações que criamos. O teólogo J. Ratzinger, hoje Bento XVI, escreveu: “Todo o amor quer eternidade – o amor de Deus não só a deseja como a realiza e é” (J. Ratzinger, Introdução ao Cristianismo. Preleções sobre o símbolo Apostólico, São Paulo, Herder 1970, p. 302). E, na encíclica Deus Caritas est, ele retoma idéia semelhante: “O primeiro é que entre o amor e o Divino existe qualquer relação: o amor promete infinito, eternidade – uma realidade maior e totalmente diferente do dia-a-dia da nossa existência”. “O amor visa à eternidade”. Traduzindo em linguagem simples, a eternidade não se ganha nem se perde, mas é o amor que vivemos aqui e que ultrapassa o tempo e o espaço para dentro da infinitude de Deus. Então toda pessoa que ama não ganha o céu, é já a eternidade feliz iniciada.

E Jesus Cristo? Ele manifestou tal realidade em grau máximo e possibilitou-nos vivê-la, mas não necessariamente em relação explícita a ele. Desconhecendo Jesus, mas amando, alguém participa da fé nele. E, por isso, já vive a eternidade na medida do amor.

A fé que salva é aquela que está informada de amor. Aceitar Jesus significa sair de si, cuidar do outro, realizar o que ele nos ensinou no Evangelho, mesmo sem saber que se trata dele. Que Jesus dirá aos que entrarão na sua glória eterna? Que ele teve fome, sede, foi peregrino, esteve nu, enfermo, preso e foi socorrido. Quando? Todo pequeno serviço que se fez a um dos irmãos menores foi a ele que se fez (Mateus 25,31-40). Aí está a melhor definição da fé em Jesus Cristo. O serviço da caridade.

Nessa perspectiva, a pergunta soa bem diferente. O correto seria perguntar: alguém que foi radicalmente egoísta, que não amou seu irmão, poderá salvar-se, quer seja cristão de Batismo ou não? A resposta soa: não. Não porque Deus o condene, mas porque ele se constitui um ser sem amor. E ser-sem-amor é idêntico a inferno. Vale o contrário. Quem saiu de si, amou os irmãos, foi fundamentalmente para os demais se salva, quer seja cristão ou não? Sim. Mais: ele já é céu aqui na terra e depois da morte se revelará plenamente a verdade de tal vida.

Cristão que não ama não estabelece nenhuma relação de amor e de eternidade com Deus. Portanto, não pode conviver com um Deus que é amor, porque não quer amar. Um não cristão que ama, está em íntima relação com o Deus que é amor e, por conseguinte, já começou a ser céu e o será eternamente. Mais correto é dizer que somos céu e não que vamos ao céu. E só se é céu pelo amor. E o contrário. Não perdemos a vida eterna, não vamos para o inferno, como se fosse um lugar, mas nos tornamos inferno, porque não amamos.

Santo Agostinho nos recorda que “somos o que amamos”. Se amamos somente a nós mesmos, somos solidão individual. Se amamos os irmãos, somos comunidade de amor. E a vida eterna não é nada mais do que comunidade de amor entre nós na força do amor de Deus que nos sustenta no ser, para sempre.

O deserto com Jesus ou formação de discípulos



Nos Evangelhos ao longo dos quarenta dias, Jesus vai nos falar:
da conversão verdadeira, da sua cruz, da penitência cristã, do seu amor pelos pecadores, lembrando-nos que o Reino de Deus está aqui. Que precisa de nós para salvar e ajudar os irmãos, ensina-nos a rezar, o poder da oração e que conversão é segui-lo. Amar o inimigo, a transfiguração de Jesus, a misericórdia de Deus, a hipocrisia e a vaidade, a recompensa aos que servem Jesus, o coração fechado, Deus olha para o que fazemos, Ele, Deus, toma a iniciativa, Jesus pede compreensão Jesus e a missão, o perdão, Jesus é a plenitude, Jesus luta contra todo o mal, o amor a Deus e ao próximo, a falsa e a verdadeira religião, adesão a Cristo, libertação e salvação, o valor do testemunho, o protetor Jesus, o profeta reconhecido, o julgamento e o pecado, a luz do mundo, a revelação, a verdade nos libertará, a opção diante de Jesus, fraternidade e comunhão, a nova aliança, amor a Deus e aos pobres, a cruz como sinal de esperança, a traição de Judas e a nossa traição, os ensinamentos de Cristo, sua morte na cruz, morreu para nos salvar e ressuscita para a plenitude da vida em Deus.

Caríssimos, estes termos contidos no Evangelho ao longo da Quaresma, representam um convite de Jesus para um aprofundamento do discipulado cristão.

Vamos aprender com Jesus, ouvindo-o e desfrutando da Sua presença junto de nós. Cada dia com Jesus ao longo da Quaresma será de aprendizado e bênçãos.

Faça-o por você, pela sua fé, pela sua vida, pela sua saúde e pela sua vida.

Seja fiel, dia a dia, acompanhando Jesus.

Faça um pedido ao longo destes dias, como propósito de fidelidade e penitência.

Creia, a graça alcançará!

Observação: Como começa após a quarta-feira de cinzas, leia e medite os evangelhos anteriores ao dia que começou.

Quaresma


Quaresma é o período de quarenta dias que vai da quarta-feira de cinzas até o domingo de Páscoa.

Os quarenta dias da Quaresma recordam os quarenta dias que Jesus passou no deserto, antes de começar sua caminhada e de fazer milagres.

Jesus passou esses quarenta dias sem comer e sem beber nada. Só rezava. Aproximava-se de Deus.

Durante esses dias, o diabo apareceu-lhe para tentá-lo e impedir que Jesus rezasse.

Sabendo que Jesus jejuava, tentou-o dizendo: “Mateus 4,3”.

Jesus respondeu: “Mateus 4,4”.

Em seguida o diabo transportou-o à Cidade Santa, colocando-o no ponto mais alto e disse: “Mateus 4,6” e “Mateus 4,7”.

E continuou o demônio: “Mateus 4, 8-9”.

Definitivamente: “Mateus 4,10”.

E o demônio, derrotado, foi embora.

Jesus venceu a fome, a sede e as tentações!

Assim, nesta Quaresma, precisamos fazer nosso deserto em Jesus, falar com Ele para oração e meditação.

Jesus não nos quer nesta Quaresma sendo tentados, mas sim, em Sua companhia amorosa refletindo sobre os valores importantes para a nossa vida.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O que a Igreja ensina sobre a ... SUPERSTIÇÃO.


Superstição é a crença em forças invisíveis sobre as quais a pessoas acredita se possível ter contatos e influenciar.

A magia negra, a feitiçaria, a bruxaria e em geral o ocultismo, são considerados superstições.

No mundo atual, a superstição tem predominado e revolucionado de forma direta a vida das pessoas.

Após toda uma geração declarar dogmaticamente e de uma vez por todas a impossibilidade de que haja espíritos, a mesma geração deixou-se por um pobre e pequeno espírito. Estas superstições são invenções do seu tempo.

Vejamos o primeiro mandamento da Lei de Deus:

“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a alma e de todo entendimento”.

Este mandamento é um convite ao homem para crer em Deus, esperar Nele e amá-lo acima de tudo. O homem tem o dever de cultuar e adorar a Deus, tanto individualmente quanto em sociedade.

Assim, a superstição é um desvio do culto ao verdadeiro Deus, demonstrado na idolatria, nas adivinhações e na magia. São pecados contra o primeiro mandamento: o ateísmo, o sacrilégio, o tráfico de coisas espirituais ou sagradas e a ação de tentar a Deus, seja por palavras ou atos. O culto às imagens sagradas não contraria o primeiro mandamento, porque a honra prestada a elas é de veneração e respeito, e não de adoração, que cabe somente a Deus.

A ação do malvado:

- inventa fraudes para enganar os encantos em nome de Cristo. Introduz heresias e as dúvidas para derrubar a fé, contrariando a verdade e fragilizar a unidade. Eis o alerta de São Paulo: “2 Corintios 11,12-15”.

O malvado, o anticristo, é mestre na arte de mentir e enganar. Isto acontece porque não buscamos o Cristo e a sua palavra, mas sim, nos deixamos levar muitas vezes por aqueles que falam em seu nome, cuidado!

A superstição é um desvio do culto que rendemos ao verdadeiro Deus. Ela se mostra na idolatria, bem como nas diferentes formas de adivinhação ou magia.

“A graça de Deus é dada sempre através de Cristo no Espírito Santo e em relação misteriosa com a Igreja, atinge os não cristãos. O Concílio Vaticano II limitou-se a afirmar que Deus o dá por caminhos só por Ele conhecidos”.

A teologia esforça-se por aprofundar a questão. Para aumentar a compreensão dos desígnios de Deus na nossa salvação e dos caminhos a percorrer com Jesus.

Seria contrário a fé católica considerar a Igreja como um caminho de salvação ao lado dos caminhos construídos pelas outras religiões, como se fossem complementares ou até equivalentes a mesma, embora convergindo com ela para o Reino escatológico de Deus.


Diversas tradições religiosas contém e oferecem elementos de religiosidade, que procedem de Deus, e que fazem parte de quanto o Espírito Santo opera no coração dos homens e na história dos povos, nas culturas e religiões.

Com efeito, algumas orações e ritos das outras religiões podem assumir um papel de preparação ao Evangelho e estimulam os corações dos homens a se abrirem a Deus.

Porém, não se pode atribuir a origem divina e nem a eficácia que se opera, que é própria dos sacramentos cristãos. Ouçam São Paulo: “1 Coríntios 10,19-22”.

A Igreja interdita (bloqueia) todos os contatos dos fiéis com aqueles que se comunicam com o mais além, praticando assim a idolatria, a evocação dos mortos, adivinhação pela invocação dos espíritos, a superstição e o esoterismo (doutrinas secretas); todas as práticas que estimulem a negação de Deus e dos seus sacramentos.

Nós, católicos, precisamos conhecer e estudar a Bíblia, a Palavra de Deus e seguir a Cristo como discípulo e pregador para conduzir e realizar com convicção um caminho normal de salvação que só a Igreja Católica Apostólica Romana possui em plenitude. Diz-nos o próprio Jesus: “Marcos 16,15-18”.


Texto inspirado no Livro: “O que a Igreja ensina sobre...”, do Pe. Marcelo Coleho, scj.
Bacharel em Teologia pela PUC-RJ, Mestre em Teologia Prática, Assessor de área de Biomédica e Teologia Moral e outros tantos títulos.
Editora: Canção Nova.