domingo, 23 de outubro de 2011

Exemplo de humildade em Cristo

Socorrer os pobres com as receitas da Comunidade


Ouve-se muito dentro das comunidades quando alguém pede socorro: “vou rezar pra você e Deus, por certo, resolverá todos os seus problemas”. Que tipo de religião é essa? Onde está a ação?

Rezar ou orar significa falar com Deus, tudo bem, mas onde estão os operários da “messe” para que se realize o plano de Deus na vida dos pobres e marginalizados?

Precisamos conhecer e aprender os ensinamentos que Cristo nos deixou: “Não há religião autêntica senão procurar corrigir as injustiças e remediar as necessidades do próximo”. (João Paulo II, 28/03/79).

Devemos nos unir como Comunidade fraterna com Jesus Cristo para ajudarmos nossos irmãos da Comunidade que passam necessidades e, dessa maneira, fazê-los sentir que Deus não os abandonou e que Cristo não morreu em vão.

Procuremos, sempre, em nome de Jesus, encontrar alternativas para melhorar as condições de vida dos nossos irmãos desvalidas e distantes da vida em Comunidade; essa é a verdadeira atitude para provar a Deus e a Jesus Cristo o nosso amor. Não apenas dar, mas ensiná-los a vencer as dificuldades e conquistar oportunidades que lhes devolvam a autoestima e incluí-los no seio da Comunidade, resgatando-os para a vida. “Pensai nos pobres e ajudai-os”. (João Paulo II, 02/07/80). Também São Paulo nos alerta: “Filipenses 2,4”. Leia e reflita.

Devemos praticar a caridade na Comunidade como exercício e gesto concreto ao sacrifício de Cristo por nós e também pôr em prática o que Dele aprendemos para socorrer os nossos irmãos pobres e desvalidos.

A religião Católica é a única que possui um Código do Direito Canônico, desde 1983, que nos fornece concretamente esclarecedoras orientações para pôr em prática e ação pastoral:

“Can.222, parágrafo 1º - Os fiéis tem obrigação de socorrer as necessidades da Igreja, a fim de que ela possa dispor do que é necessário para o culto divino, para as obras do apostolado e de caridade e para o honesto sustento dos ministros.

Parágrafo 2º - Tem também a obrigação de promover a justiça social lembrados do preceito do Senhor: “socorrer os pobres com as próprias rendas”.

As virtudes realçadas por Cristo são: “a justiça, a misericórdia e a felicidade”. (Mateus 23,23)

Em muitas Comunidades, o padre tem “carrão” e nos sanitários falta papel higiênico e toalhas de papel. Mais chocante, ao redor da Comunidade, muitos passam fome.

Cuidado! “Mateus 16,27”.

Observação: rendas da Comunidade: dízimos, coletas, doações, taxas, quermesses, eventos, etc.


Palavra de fé: “Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta”. (Tiago 2,26)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O desejo da liberdade

Todo ser humano tem no íntimo o desejo de ser livre.Convém observarmos que a verdadeira liberdade vem do nosso interior, da nossa alma. Para isso, precisamos nos libertar de tudo o que nos oprime: o pecado e o distanciamento dos ensinamentos de Cristo. O encontro com Cristo e a aceitação das suas palavras nos tornarão pessoas livres. O pecado escraviza. Eis o que diz: “João 8,3”.


A aceitação da fé em Jesus Cristo é necessária para aceitarmos como Messias, profeta, salvador e libertador, assumindo assim, uma autêntica fé revelada no serviço ao irmão e a evangelização.


Cristo ensina que o melhor uso da liberdade é a caridade, que se realiza no dom e no serviço. Confira: “João 8,31-32”. Com essas palavras, Jesus Cristo nos afirma a necessidade de permanecermos firmes e perseverantes na fé para chegarmos à verdade e ao caminho da liberdade. Mas como podemos chegar e conhecer esse caminho, Senhor? – “João 14,6”.


A adesão a Jesus não deve ser feita apenas com palavras. Ela exige prática, com prioridade no serviço ao próximo, a caridade. A palavra de Jesus é como uma luz que brilha sobre nossos sentimentos egoístas, apontando para nós a “escravidão” de nossas obras e atitudes: omissão. Já, a liberdade espiritual se manifesta nas obras e no serviço de ajuda aos irmãos necessitados. A fé se obras escraviza; com obras santifica e liberta.


Deus tratou indistintamente tanto os antigos pagãos como os judeus convertidos, associando-os à glorificação de Cristo.


Grave estas palavras de São Paulo: “Efésios 2,5”. E creiamos e conservemos a liberdade cristã: “Gálatas 5,1”.


Palavra de fé: “Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade”. (Gálatas 5,13)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Somos jovens. O que significa isto?

O conceito de juventude é em geral muito variado. Dependendo do que se pretende, até um homem de 70 anos se proclama jovem. Baste que acrescente o tão repetido chavão de que é jovem em espírito. Perante a lei, porém, e dentro da pedagogia das idades há um período na vida em que o ser humano é considerado jovem. E depois da fase da infância e da adolescência. Por vezes, a fase da adolescência já é considerada também como juventude.

Dos doze aos vinte e um? Dos doze ou treze aos vinte e cinco? Entramos de novo no conflito de conceitos. O fato é que, para a lei, aos dezoito ou vinte e um, de acordo com as circunstâncias, alguém já pode ser considerado adulto.

Se você está, portanto, na faixa dos treze aos vinte e cinco, talvez possa se considerar jovem. Mas, se passou dos vinte e um já deve se considerar um jovem-adulto. E nessa base pode se proclamar jovem, que sabe até os vinte e oito anos.

Como vê, não há um consenso que defina com clareza quando alguém começa a ser jovem e quando deixa de sê-lo no corpo e na idade. Se você aprofundar bem este significado descobrirá uma verdade que compromete enormemente: alguém pode ter corpo e idade de jovem e agir como ser não tivesse mais nada a aprender ou melhorar. E no caso estaria negando essa magnífica idade de crescimento interior e físico. Alguém pode ter atingido os sessenta anos e, embora o físico tenha atingido a maturidade e também a mente, conservar a abertura para a vida e para o mundo e portar-se como um jovem que tem uma vida inteira pela frente e quer aprender cada dia mais.

Ser jovem é, pois, algo muito relativo. Fisicamente se é jovem dos doze ou treze aos vinte e oito, no máximo. Depois torna-se adulto. Mas, pode-se conservar pela vida inteira alguns valores que deveriam ser vividos especialmente na juventude.

Você pode, pois, com seus colegas, repetir a já batida expressão: “Somos jovens!”. E o mundo tem o direito de lhe perguntar: “Está bem. Vocês são jovens. E daí?”. Isto é um privilégio ou uma responsabilidade?

A resposta, naturalmente, fica com você:

1. Até hoje, para você, o que significa ser jovem?

2. A expressão “sou jovem de espírito” não pode ser falsa e significar vergonha de ter envelhecido e medo de não ser aceito por causa da idade?

3. Em que aspectos ser jovem é um privilégio?

4. Em que aspectos ser jovem é uma responsabilidade?





Palavra de fé: “Poe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor a ele até na velhice”. (Eclesiástico 2,6)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O cerco de Jericó

Cidade Cananéia do Antigo Testamento, mencionada como a “cidade das palmeiras”: “Deuteronômio 34,3”, foi tomada e destruída pelos israelitas quando entraram na terra prometida, sob o comando de Josué. Comprove: “Josué 6,1-27”.

A maldição que Josué lançou sobre aquele que reconstruísse as muralhas da cidade: “Josué 6,26”, caiu sobre Hiel, que perdeu seu filho primogênito quando lançou os fundamentos e o filho mais moço quando completou o trabalho. Veja: “1 Reis 16,34” (ao preço, no texto, significa a morte dos filhos).

Os israelitas instalaram-se na cidade restaurada de Canaã e foram visitadas por Eliseu que purificou as águas da fonte. Leiam: “2 Reis 2,18-22”.

Eliseu possui um poder divino para salvar ou para perder: ele é benéfico para os que reconhecem sua missão, mas não se ganha impunemente do homem de Deus.

Com relação ao interdito, relembre: “Josué 6,18”. Os israelitas cometeram uma infidelidade e não respeitaram as ordens e o Senhor inflamou-se contra eles: “Josué 7,1-26”.

Acar (ou Akar) tem o significado: trazer desgraça, confusão, perturbação, inquietação.


Palavra de fé: “A sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado”. (Sabedoria 1,4)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O sentido da vida

Tentamos dar um significado diferente à nossa existência do que é ditado pela natureza humana

Do ponto de vista da mãe natureza, já nascemos com o sentido da vida, embutido em nossos softwares cerebrais, completamente prontos.

Dizem os genes masculinos aos seus portadores: "Procrie com o maior número de mulheres possível, escolhendo as mais belas, dóceis, inteligentes e atenciosas com as crias”. Dê alguma atenção e ajuda a elas para que suas crias não sejam prejudicadas, mas nada que o impeça de partir para a próxima. De preferência, tenha um harém bem cuidado por eunucos (você não vai querer criar filhos de outros, claro) e vá incorporando novas mulheres pelos mesmos critérios.

Para isso, você precisa se preparar: torne-se belo, forte, alto, inteligente, mas, sobretudo, rico e poderoso. Lidere guerras que possam tomar do inimigo suas posses e mulheres, pois isso o enriquecerá e encherá seu harém (um sultão do século 19 teve 840 filhos, um exemplo de homem comandado por seus genes).

Se a política do país o obrigar à monogamia, drible-a sendo um polígamo seriado: você tem dinheiro para sustentar oito ex-esposas e suas crias e você tem tempo para isso, já que os homens não envelhecem. Podem seguir acumulando dinheiro e poder e são férteis até a morte.

Dizem os genes femininos às suas portadoras: "Procrie o mais que puder com os homens mais belos, fortes, inteligentes, agressivos, mas, sobretudo, ricos e poderosos. Se possível, case-se com um deles e cuide para que ele a prestigie e dê garantias de provimento para você e suas crias, pelo maior tempo possível.

Se você não conseguir um 'topo de linha', pode se casar com um 'mais ou menos': você pode se oferecer e procriar com o patrão dele, sem que ele saiba, e colher genes poderosos para suas crias, desde que a aparência delas não seja testemunha da sua traição. Prepare-se: comece cedo. Você não tem muito tempo, e juventude é seu maior cacife.

Procure ser bela e parecer recatada: isso aumenta seu preço de compra e ilude o homem com presumida fidelidade. Não conseguindo ser bela, você pode ser oferecida, mas procure parecer bela, usando todos os expedientes ao seu alcance.
O mesmo vale para a juventude (velhas nunca foram símbolos sexuais). Malhação, plástica e pintar cabelos servem para isso. Cuide das crias. São raros os homens que se preocupam com isso.

É a natureza é cínica e cruel para atingir seus objetivos. A ponto de os biólogos dizerem que a galinha é uma máquina inventada pelo ovo para fazer outros ovos.
Mas nós somos um bicho que pensa, que deseja ética, que filosofa e que, portanto, busca um sentido na vida diferente daquele dos genes.

Isso resultou em inúmeros "sentidos da vida" criados por nós. Mas meu objetivo era falar do que ninguém fala: da natureza humana, essa força poderosa que carregamos sem saber.



Palavra de fé: “Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redução por muitos” (Marcos 10,45)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Eva foi tirada da costela de Adão?

A formação do homem e da mulher é narrada na Bíblia no estilo de reflexão popular. A criação do homem é narrada na Bíblia duas vezes e de modos diferentes: “Gênese 1,26-2” e “Gênese 2,7”. Verifique!

A primeira narração afirma a dignidade do homem, sua espiritualidade, sua liberdade: ele é imagem e semelhança de Deus, isto é, ele corresponde ao modelo divino. Ele é imagem, pode relacionar-se com Deus, falar-lhe, ouvir a voz e até resistir-lhe. Segundo os estudiosos, foi feita por um grupo de sacerdotes que salientam a parte espiritual.

A segunda narração vem do povo. É mais concreta e a narração mostra, então, o aspecto físico, corporal, aquilo que se percebe.

Que o homem, além de suas capacidades intelectuais e espirituais, além de sua liberdade, apresenta em si a força terrena: ele é terreno, limitado, frágil, pecador, sujeito a dor, a morte. O narrador deste pensamento popular usou uma comparação muito conhecida no seu tempo, o “oleiro”: Deus modela o homem, como o “oleiro” molda o tijolo, o vaso. O homem é criatura das mãos de Deus, é feito de barro. Com isso, o autor não descreve o modo como o homem foi feito, mas sim, chama atenção para sai fragilidade e dependência de Deus. “Formar, pois, o homem do barro”, não é um ensinamento cientifico da Bíblia, e sim, teológico. Ela ensina que o homem vem de Deus, depende de Deus, é pecador, fraco e limitado. É como o vaso de barro que se quebra facilmente.

Também a formação da mulher é ensinada dentro desse tema literário de sabedoria popular. Basicamente a narração quer mostrar que homem e mulher são iguais, que entre eles há a atração de complementação; que essa atração leva à aproximação, ao amor e ao casamento monogâmico.

Essa atração profunda e misteriosa, o autor observa no dia-a-dia, como observamos hoje também. Ele traduz isso pela expressão “tirar da costela”. A mulher não foi tirada da costela do homem, mas foi criada, como o homem, por Deus. Por isso são iguais. Confira: “Gênese 2,23”.

O autor relata ainda o sono de Adão, durante o qual Deus realiza a “operação”. Deus não fez cirurgia nenhuma. Para os antigos, a obra da criação era algo misterioso, só conhecido por Deus. Veja no “Salmo 138/139”. Leia e compreenda.

O homem, segundo a narração, não tinha capacidade para entender a criação. Por isso ele dorme quando Deus cria a mulher, sua companheira. Discutir se o homem foi feito ou não de barro ou se a mulher foi tirada ou não da costela de Adão é discussão inútil, porque está fora da idéia do autor. Ele não ensina isso. Faz apenas uma observação teológica, e para isso, usa comparações populares do seu tempo. Ficar nas comparações e esquecer a intenção do autor é ficar na casca e esquecer o miolo. E lamber o papel e jogar fora o doce.




Palavra de fé: “Um belo dia nascemos, e, depois disso, seremos como se jamais tivéssemos sido!”. (Sabedoria 2,2)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Você sabia?

- O culto religioso do “Dia de Finados” teve início no ano de 998. O abade Odilon de Cluny, na Borgonha, estabeleceu que em todos os mosteiros da Ordem de São Bento fosse celebrado o ofício dos mortos.

- Shalom, em hebraico é a palavra usada por Jesus ao referir-se à paz que ele prometeu. Ela significa, ao mesmo tempo, paz interior, alegria e plenitude da vida.

- O Vaticano é o menor país do mundo, com 0,44 quilômetros quadrados.

- A cruz, instrumento de suplício de Jesus, passou a ser símbolo do cristianismo. Antes, era sinal de condenação; depois, sinal de salvação.

- O termo “católico” significa universal. A primeira vez em que foi usado para qualificar a Igreja foi no ano 105 d.C em uma carta de Santo Inácio, então bispo de Antioquia.

- Somente no século XVI, mais precisamente após o Concílio de Trento (1571), a expressão “Igreja Católica” passou a designar exclusivamente a Igreja que tem seu centro no Vaticano.

- O Concílio de Trento aconteceu como reação à Reforma Protestante incitada pelo sacerdote alemão Martim Lutero.

- No catolicismo, um fiel poderá receber sete sacramentos: Batismo, que o torna membro do corpo místico de Cristo; Crisma ou Confirmação; Eucaristia; Penitência ou Confissão; Unção dos Enfermos; Ordem e o Matrimônio.

- Pela Unção dos Enfermos e pela Oração dos presbíteros, toda a Igreja entrega os doentes aos cuidados do Senhor, sofredor e glorioso, para que os alivie e salve.

- O cristianismo firmou-se como uma religião de origem divina. Ser cristão, portanto, seria engajar-se na obra redentora de Cristo, tendo como base a fé em seus ensinamentos.

- Foi no século IV que a data de 25 de dezembro foi estabelecida como data oficial de comemoração do nascimento de Jesus.

- Moisés é considerado pelos judeus um profeta superior a todos os demais, tratando-se ainda de um símbolo de libertação e independência.

- Batiza-se com água porque ela representa a graça de Deus, sem a qual não somos nada. E por ela nos tornamos filhos e filhas de Deus, participantes de sua vida e salvação.

- A palavra “Eucaristia” tem origem no termo grego “Eucaristós”, que significa: “reconhecimento”, “ação de graças”.

- O jejum é uma prática muito comum no meio religioso. Todas as religiões existentes, cristãos ou não usam desta forma de sacrifício para louvar suas divindades.