sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mãezinha querida!

Neste dia em que comemoramos o “Dia das Mães”, quero abrir o meu coração e falar-te do meu amor, da sua importância para a minha vida, reconhecer as minhas faltas e pedir-lhe perdão. Sim, mãezinha, por não ter retribuído, ao menos um pouquinho, por tudo que você me deu e sofreu por mim.

Mesmo sabendo do alerta de Deus: “Genesis 3,16”, você corajosamente me concebeu, formou em seu ventre e me acolheu com amor. Obrigado, Mãe!

Nesta situação o teu exemplo muito se parece com Maria, mãe de Jesus, ao dizer “sim”, assumiu todas as dores do mundo.

Perdoe-me, querida mãe, por minhas falhas, por não ter sido mais carinhoso, companheiro e principalmente reconhecido. Sê, como sempre, paciente e generosa. Reza por mim para que tenha gestos e atitudes de um verdadeiro filho reconhecido. Que eu possa agir como Deus lembra a todos os filhos: “Eclesiástico 7,30”.

Que Deus te abençoe e te recompense por tudo, mãezinha, meu primeiro berço, meu primeiro e grande amor!

Diz o poeta: “A mãe é tudo nesta vida: consolo na aflição, luz na desesperança, força na derrota. É a fonta da piedade e da compaixão. Quem perde sua mãe, perde um peito onde reclinar a cabeça, e uma mão que o abençoa e um olho que o proteje...” (Gilbran Khalil)

Oração

Deus Pai, Todo Poderoso, Jesus Cristo, o filho exemplar:
Nós, os filhos, vos pedimos que abençoai e protegei as nossas mães (as vivas e as saudosas) do mundo, Também, vos pedimos pelas mamães abandonadas, sofridas e marginalizadas. Olhai também com misericórdia para as mãezinhas que não puderam ou souberam lutar pela preservação dos flhos ao seu lado, abandonando-os ou abortando. Para estas últimas, pedimos o Vosso perdão e que elas possam encontrar na Vossa misericórdia a salvação e a paz!
Tudo isto Vos pedimos, ó Pai, pela intercessão da Virgem Maria, mãe de todas as mães, exemplo e modelo, por Jesus Cristo, o seu filho e nosso Senhor. Amém!

Ave-Maria...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Senhor é meu Pastor

“O Senhor é meu pastor: nada me faltará”. Esse primeiro verso de Davi é o mais conhecido e cantado de todos os tempos. Sobre o conteúdo desta frase, no entanto, pouca gente pensa. Pelo menos, não com a profundidade vista no novo livro de Leonardo Boff (O Senhor é meu pastor, ed. Sextante). Nele, o autor detalha toda a emoção e a simbologia contidas em cada frase dessa forma de oração – “A mais alta que a humanidade já produziu”. Escritos originariamente em hebraico, os salmos são um meio de súplica e louvor, fonte de consolo e ainda de pura poesia religiosa.

Atribuído ao rei Davi, que escreveu cerca de 70 salmos durante sua vida (no século 10 a.C), o salmo 23 se tornou tão popular, segundo Boff, porque une simplicidade com poesia e mensagem espiritual de forma bem sucedida. “Tudo nele é transparente e comovedor”.

E libertador, já que após tantos perigos vêm o alívio e a esperança. “O salmo tem como pano de fundo um drama: há o vale tenebroso, da morte, há inimigos, há perseguição. É no contexto dessa situação que Deus comparece como pastor e como hospedeiro”, descreve Boff. Para o teólogo, assim como a oração mostra dois riscos (o vale da sombra e a perseguição), há também duas promessas: o Senhor está conosco e habitaremos a casa Dele por todo o tempo de nossa vida. Os trechos selecionados a seguir são resumos do livro.

O Senhor é meu pastor
Quando rezamos esse verso, ressoam dentro de nós vários significados. “Embora vivamos em sociedade urbanas e as referências pastoris tenham ficado restritas a pequenos grupos ou longe no passado, ainda assim a categoria ‘pastor’ continua nos suscitando poderosas e benfazejas energias”.

A figura do pastor simboliza cuidado, acolhimento, segurança e confiança. Vale lembrar que em áreas desérticas, como a Palestina bíblica, o pastor é tudo para as ovelhas. É guia, companheiro de destino, segurança e proteção. “É guia porque conhece como a palma da mão os caminhos, quais são seguros, quais perigosos. (...) É companheiro de destino: passa as mesmas necessidades das ovelhas – fome, sede, verão abrasador. Para defendê-las, á diferença do mercenário, o pastor põe sua vida em risco (...) Trasmite segurança e proteção porque cuida das ovelhas, das prenhes que caminham mais devagar, das doentes que se retardam, dos filhotes que podem se extraviar, daqueles que se desviam e ele com seu bastão reconduz ao rebanho.

O pastor também representa Deus, que cuida de nós e nunca nos abandona. “Quando ouvimos: o Senhor é meu pastor”, não podemos deixar ainda de ouvir junto a palavra de Jesus, que disse: “Eu sou o bom pastor”, completa o teólogo.

Nada me faltará
Boff afirma que nessas três palavras “se esconde o fundamento da confiança e da entrega incondicional de quem reza a Deus”.

“O sentido literal e direto de ‘nada me falta’ parece ser este: quem se sente sob os cuidados do bom pastor não precisa temer nada. Pois Ele olhará para que nada falte. Tudo o que alguém pode desejar é sentir-se conduzido e carregado por um Deus que é bom e solícito como um pastor”.

Leonardo Boff
Do livro: “O Senhor é meu pastor”.

Educação: Drogas, como dizer NÃO!

Se a dependência de drogas lhe parece algo distante, uma espécie de fantasma que ronda as famílias quando os filhos chegam perto da adolescência, pare já. Reflita. É bem possível mesmo que o seu filho fique longe delas, mas até lá você ainda pode fazer muita coisa para que ele não seja facilmente seduzido pelo bem-estar que a experiência proporciona nas primeiras vezes. Boa auto-estima, persistência para ir atrás dos sonhos e exemplos saudáveis de como lidar com situações difíceis, além de uma boa dose de informação sobre os males causados pela droga, vão fazer toda a diferença.

Vícios, como se sabe, dão um “barato” que costuma sair bem caro. Começam por tirar a liberdade: pode ser maconha, cocaína, crack, solventes, antidepressivos, ansiolíticos, anfetaminas. E não são apenas as lícitas. Álcool e tabaco também estão na lista. Droga não tem esse nome à toa. Todos sabem que as perdas com o consumo de substâncias que alteram a percepção da realidade podem ir até o fundo do poço: acidentes de carro, overdoses, agressão física e até a morte.

Eu me amo

Como se previne o desenvolvimento de um “perfil dependente”?. Para a psicológoca Vera Zimmermann, coordenadora do ambulatoório do Centro de Referência da Infância e Adolescência, Cria, da Universidade Federal de São Paulo, é preciso valorizar os filhis desde o nascimento. “No futuro, isso vai refletir-se em boa auto-estima. Eu me amo, portanto vou me cuidar!”, ensina Vera.

Nos primeiros anos, os pais devem ajudar a criança a diferenciar situações que lhe são saudáveis daquelas que põem em risco a sua saúde: quem brinca com fogo pode se queimar, quem come demais pode passar mal, e assim por diante. “Tudo isso passa, aos poucos, mensagens de proteção amorosa, mesmo que as reações da criança sejam de recusa e briga”. Outro passo importante é incentivar a criança a expressar desejos, medos e angústias. Assim ela consolida o pensamento: “Posso me angustiar, mas encontro saída para meus problemas”.

Se o filho tem dificuldades de relacionamento, vale discutir opiniões, ouvir, argumentar e, se necessário, reconhecer seus erros. É importante que ele aprenda que todos podem errar, até mesmo os adultos. Isso desenvolve a capacidade de enfrentar situações difíceis e evita a fuga de responsabilidade por seus atos e o encobrimento de falhas. “Tudo pode ter uma solução, mesmo que seja preciso enfrentar uma situação desgastante!”, afirma Vera.

Exemplo é tudo

Os modelos familiares são fundamentais. Se os pais não dão o exemplo, as informações sobre os malefícios das drogas serão apenas mais uma entre tantas. Elas são fundamentais, devem ser dadas com toda a clareza e a medida que a criança pergunta. Informar só surte efeito quando o jovem acolhe o que lhe dizem como algo sintonizado com aquilo que está arraigado dentro dele, Só assim o Grilo Falante consegue ser ouvido: “Se droga pode me fazer mal, eu não vou usá-la”.

Mudando hábitos

Para o psiquiatra Auro Lescher, coordenador do Projeto Quixote/Unifesp, que trabalha na recuperação de crianças de rua envolvidas com drogas, é hipocrisia a mãe que toma um remédio para dormir há anos ou o pai que bebe o seu uísque toda noite criticar o filho por uso de maconha. “Normalmente, quando o filho torna-se dependente, toda a família precisa de ajuda, pois há um problema de gestão emocional”, afirma o médico. Segundo Lescher, o fato de vivermos em uma sociedade que oferece e estimula soluções químicas para tudo criou uma situação absurda. “Cerca de 80% dos antidepressivos são receitados sem necessidade á menor queixa de problema emocional”, diz. Se os pais desaprendem a lidar com a tristeza, controlar o estresse ou domar os nervos de forma saudável, como vão ensinar os seus filhos? Não é papo careta, mas hoje cada vez menos as pessoas sabem lidar sozinhas com as suas angústias. Pense nisso. Mudar hábitos e dar o exemplo aos filhos de que é possível encontrar as ferramentas para se equilibrar dentro de si e não em pílulas, bebidas, cigarros ou drogas mais pesadas pode fazer toda a diferençacom a frustração do amanhã.


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terça-feira, 4 de maio de 2010

Reflexão sobre os Evangelhos de domingo, 25/04 até 01/05

Domingo, 25 de abril, “João 10, 27-30”: Jesus como o Bom Pastor cumpre a promessa do profeta Esequiel (capítulo 34). É o próprio Jesus que se declara para libertação e abundância para o povo. Nesta relação de Jesus com as ovelhas, que escutam a voz do pastor, tem que haver reciprocidade. Jesus é o pastor e as ovelhas são os discípulos e o povo que ouve a sua Palavra.

Segunda-feira, 26 de abril, “João 10, 1-10”: Neste Evangelho somos convidados a refletir sobre os verdadeiros e falsos pastores (líderes), de ontem, hoje e também do amanhã. Para compreendermos o texto de hoje, é preciso ter fé. Jesus é o pastor. Jesus é enviado de Deus, para a salvação e a vida eterna. Jesus é o único salvador e mediador para a vida.

Terça-feira, 27 de abril, “João 10, 22-30”: As afirmações de Jesus, mesmo num período de descrenças e conflitos, vem confirmar que a sua verdade não passa como tantas outras, mas garante que a Sua Palavra é a força do alto. O fato de sermos ovelhas de Cristo, indica que pertencemos a Ele e que nada poderá nos desviar desta certeza. Aos que seguem o Pastor lhes será dada a vida eterna. O Pastor conhece as suas ovelhas e dá a vida por elas.

Quarta-feira, 28 de abril, “João 12, 44-50”
: Este Evangelho mostra a riqueza e o poder libertador da Palavra de Jesus. A Palavra de Jesus é luz. Jesus provoca fé e contradições. Para o incrédulo, a escuridão. A palavra de Jesus à Deus é unidade real. Não se pode aceitar uma e rejeitar outra. A Palavra de Jesus é a Palavra de Deus.

Quinta-feira, 29 de abril, “João 13, 16-20”: Aqui dois ensinamentos: o servo não é maior que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Jesus é o mestre e os discípulos não podem estar acima Dele ou fingir um caminho que não seja o que Ele ensinou. O caminho que Ele nos envia é o da fraternidade e do serviço. Visto no seu exemplo no “lava pés”. É a relação entre a vida e a fé. Se a Eucaristia é sinal da presença de Jesus, também o próximo é. As obras precisam ser a manifestação da fé.

Sexta-feira, 30 de abril, “João 14, 1-6”: Há necessidade de acreditar em Jesus. Somente assim se pode entender que sua partida é para o bem dos discípulos. Jesus é o único caminho para o Pai, e é tudo de que o homem necessita para a salvação.

Sábado, 01 de maio, “Mateus 13, 54-58”: Os contemporâneos de Jesus conhecem a sua família, mas não entendem como o filho de um carpinteiro e de uma mulher simples, pode ter tanta sabedoria e poder de ensinar com autoridade e realizar milagres. Como resposta, Jesus cita um antigo provérbio sobre o profeta desprezado em sua pátria.

Para refletir: Qual a importância de Jesus e suas palavras para a nossa vida?

Pergunta da semana: Quem disse: “Senhor, não sabemos para onde vais?”.

Responda certo e ganhe uma Bíblia Ave Maria e o livro “Louvemos o Senhor 2009”, enviando a sua resposta até a próxima sexta-feira, dia 07/05/2010, para o e-mail: paula_vts@hotmail.com com o nome completo, endereço, telefone e e-mail (se tiver).

Reposta da semana passada: “João 6, 52-59”.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

São Filipe e São Tiago, Apóstolos - Comemoração festiva

Filipe, apóstolo – Século I, comemoração festiva neste dia, juntamente com Tiago (menor).

Filipe, era natural de Betsaida. Após ter recebido o chamado para ser apóstolo, levou Natanael até Cristo: “João 1,43-49”.

Quando alguns gregos quiseram ver Jesus, pediram sua intercessão: “João 12,21-22”.

Na última ceia, suplicou a Cristo: “João 14,8-9”. É possível que Filipe tenha pregado o Evangelho na Frígia e que tenha morrido, martirizado ou não, em Hierápolis, cidade que reinvidica abrigar, seu túmulo e de suas filhas.

Algumas vezes Filipe, o apóstolo, é identificado como Filipe, o diácono, cujo nome apareça frequentemente nos Atos dos Apóstolos, mas tal concepção parece ser errada.

Tiago (menor), apóstolo. Morreu em Jerusalém no ano de 62 (?). Festejado juntamente com São Filipe.

Filho de Alfeu, é citado nos Evangehos entre os doze apóstolos de Cristo. Algumas vezes é tido como o mesmo Tiago, “o irmão do Senhor”, muitas vezes citado no Novo Testamento.

Tal identificação é correta, mas deixam sobre ela muitas dúvidas, como: foi realmente Tiago (menor) que presidiu a comunidade cristã em Jerusalém e lá foi martirizado?

O historiador judeu, seu contemporâneo, Josefo, diz que o bispo Tiago foi morto a pedradas. Um século depois, um judeu convertido, Hegesipo, afirma que Tiago foi primeiramente colocado na torre do Templo e de lá tentou dissuadir o povo da crença em Cristo. Suas palavras tiveram efeito contrário, e ele foi atirado da torre, apedrejado e espancado até a morte.

A Epístola de São Tiago, no Novo Testamento, é comumente atribuída a Tiago (maior), “o irmão do Senhor”.

São Filipe e São Tiago (menor), inspira-nos na caminhada!

Prece do Trabalhador

Jesus, divino operário e amigo dos operários, olha com bondade para o mundo do trabalho.

Apresentamos-te as necessidades de todos aqueles que trabalham nos diversos setores da atividade humana.

Sabes como a nossa vida é dura, cheia de cansaços, sofrimentos e perigos.

Também a nós dirige tuas palavras de piedade: “Tenho compaixão deste povo”.

Conforta-nos, pelos méritos e intercessão de São José, modelo dos trabalhadores.

Dá-nos sabedoria, força, amor, que nos sustentem nas jornadas de trabalho.

Inspira-nos pensamentos de fé, de paz, de moderação, de economia, e faze que busquemos não só o pão cotidiano, mas também as riquezas do espírito e da felicidade eterna.

Livra-nos daqueles que procuram roubar-nos o dom da fé e a confiaça na tua providência.

Livra-nos dos exploradores, que desconhecem os direitos e a dignidade da pessoa humana.

Que as leis sociais se inspirem no teu Evangelho e as diferentes classes sociais colaborem sinceramente entre si, a fim de que a caridade e a justiça sejam respeitadas.

Liberta todos os homens do ódio, da violência e da injustiça e ensina-lhes o mandamento do amor.

Que todos sigam o magistério da Igreja capaz de dar ao mundo uma doutrina social justa e humana, que assegure aos trabalhadores sua promoção pessoal e social e a posse do reino dos céus, herança dos pobres.

Amém.

O Homem que sabia rezar

Certo dia, o diabo deu um giro pelo mundo, queria ver como os homens rezavam.

Foi rápido o seu passeio de investigação, porque a maioria já se desacostumara de rezar, e relacionar-se com Deus.

E os poucos que ainda rezavam, faziam-no tão mal que arrancavam bocejos do Pai eterno.

Já regressando para a casa, viu um camponês que gesticulava furiosamente, em seu pequeno roçado.

Curioso e intrigado, o demônio escondeu-se atrás de um arbusto, e ficou observando.

O camponês birgava com Deus, aos gritos, fazendo censuras, dizendo injúrias, soltando afrontas.

O demônio esfregava as mãos, de contente.

Súbito, um padre surgiu na estrada. Apavorado com a cena do camponês gritando com Deus, lá veio o sermão:

- Bom dia, meu filho. Que modos são estes? Você não saber, por acaso, que é pecado insultar a bondade do Criador? Curioso e estranho, esse seu modo de comunicar-se com nosso Pai.

A resposta brotou de imediato, muito diáfana e despojada:

- Claro, padre. Se brigo com Deus é porque creio Nele. Se o censuro, é porque Lhe quero bem. Se grito,é porque sei que Ele me escuta.

- Devo estar delirando – repetiu consigo mesmo o padre, enquanto se afastava.

O demônio, por sua vez, ficou muito alarmado e se arrancou, feito um foguete de fpgp. Descobrira um homem que sabia rezar.

Reflexão:

Mesmo brigando é possível amar.

Mesmo gritando é possível relacionar-se.

O bem-querer de nosso vale-de-lágrimas jamais está isento de espinhos.

Um pouco estranho, tudo isso, esse jeito de amar, de proceder, de se relacionar. Mas é nossa marca registrada na terra dos egoísmos, no planeta das limitações.

Não raro brigamos.

Exatamente porque é grande nosso bem querer aos outros do nosso lado: aquele jovem, aquela criança, aquele homem, aquela mulher.

Pessoas que a gente considera como algo sagrado e não como objeto qualquer.

O timbre da voz, alterado, no fundo não é desamor. Não chega a ser crime ou castigo, é apenas bem querer amarrotado mas sem veneno maior.

Gritamos, num gesto amigo, naquele jeito meio criança de quem, medroso, assustado, porejando insegurança, treme e receia perder. Apenas isso.

Nada mais: amor mal embalado um pouco ruidoso demais, mas existem coração que orem em suaves preces.

Existem pais e filhos que se comunicam maravilhosamente. Existem almas vitoriosas já nos últimos degraus da intimidade com Deus.

A oração é a respiração da alma. Todo desejo de que Deus venha até nós já é oração.

Há uma oração interior que nunca se cala: teu desejo.

Se tu queres orar sem cessar, não cesses nunca de DESEJAR.