terça-feira, 8 de setembro de 2009

Experiência de um Ministro da Eucaristia

Hoje, quando me indicaram uma senhora doente para eu ir visitá-la e levar o Santíssimo Sacramento não sabia que teria a experiência mais maravilhosa de minha vida.

Quando dizem que Deus se manifesta, no simples, no doente, no fraco, no pobre, a gente nem dá conta do que é isso. Essa senhora morava com o seu neto e a esposa dele, num depósito velho e esburacado num terreno onde começaram a fazer um prédio e a firma faliu. Seu neto é o vigia do local.

O depósito é encostado num muro, feito de madeira velha cheia de buracos. Para chegar até lá, no fundo do terreno, há muitos obstáculos e muito perigo. Tudo é miséria, tudo é pobreza! Ela está despojada de tudo que é material e conforto.

Quando cheguei com o Santíssimo, a santa senhora mudou. Seus olhos ficaram radiantes e com um brilho de alegria que nunca tinha visto. Seu amor por Jesus é algo contagiante. No cantinho coloquei o sanguíneo e o Santíssimo em cima.

Quando eu ia começar o ritual para começar a comunhão ela me surpreendeu: “Seu Ministro, por gentileza, pegue Jesus na sua mão e traga aqui bem pertinho de mim, pois preciso falar com ele”. Assim eu fiz e foi aí que começou a maior experiência de minha vida. Neste momento, para ela, sumiu a figura do Ministro da Eucaristia e ficou só Jesus e ela e mais ninguém.

Ela começou uma verdadeira declaração de amor a Deus. Foram 15 minutos da mais profunda prova de um grande amor por Jesus que foi ao seu encontro. Também foram 15 minutos que eu, em lágrimas, me deliciava de ver tamanha fé e tamanha beleza espiritual.

Depois, sem palavras e muito emocionado, no meio de muitas lágrimas, consegui dar a comunhão a ela que me agradeceu bastante e ainda me surpreendeu muito, pois, me disse que Ele e ela iam ficar até altas horas da madrugada na mais profunda intimidade.

Cheguei até os outros doentes, que ainda devia visitar, chorando, muito emocionado, procurando explicar o ocorrido.

Francisco (da Rose)
Equipe 7ª - Nossa Senhora Mãe da Unidade
Unidade Florianópolis, SC

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

À procura do desconhecido


Com esse título o jornal “Diário de São Paulo”, na página 2 do suplemento “Pai é Pai”, alusivo ao “Dia dos Pais”, registra que nos últimos cinco anos, 225 mil crianças foram registradas sem o nome do paterno em São Paulo.

É uma ausência informativa na documentação da criança que cria situações de constrangimento. É, principalmente, sinal de desamor e omissão de responsabilidade daquele que deveria dignificar a vida do filho e o próprio caráter de verdadeiro homem.

Ainda na reportagem e de acordo com o levantamento da Fundação Seade, a figura paterna é desconhecida para 7,5% das 3 milhões de crianças nascidas no Estado de São Paulo nos últimos cinco anos.

Pai é muito mais do que o fato biológico de fazer um filho, de engravidar uma mulher.

Pai é o genitor, é o homem colocado no primeiro grau da linha ascendente de parentesco. Pai é benfeitor, protetor, criador e fundador da vida dos filhos.

Pai e mãe são os verdadeiros pilares estruturais de uma verdadeira e santa família. Com sua fidelidade aos compromissos assumidos, proporcionam aos seus filhos um lar, um aconchego, uma Igreja doméstica protegida e abençoada por Deus.

Pais existem com específicas citações:

- Pai de mentira (o demônio), Pai da pátria (o Presidente, Senadores e Deputados), Pai de mel (abelha silvestre), Pai de Santo (Chefe do terreiro), Pai dos burros (dicionário), Pai Nosso (oração elevada a Deus), Pai de família (o chefe da casa responsável), etc.

E esse pai que os filhos andam a procura, como qualificá-los?

Talvez: pai da omissão, pais da covardia, pais irresponsáveis, pais amorais, etc.

Na realidade, não devem ser chamados de pais, mas sim, de homens inconseqüentes e insensíveis que dão vazão apenas à tara sexual, ao gozo e a satisfação pessoal momentânea, sem se preocupar com a mulher, parceira e as conseqüências desses atos.

O verdadeiro pai tem que ser para seu filho um aliado dedicado, um companheiro e protetor, o amigo mais certo nas horas incertas (como na letra da música: Amigo, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos).

Ainda na reportagem do Diário de São Paulo, há o depoimento de Suzana Lira – cineasta, também abandonada pelo pai: “O pai não tem idéia de quanta falta faz, fica à margem (da vida do filho). É um vazio insubstituível”.

Lamentável o desconhecimento do exemplo de José, mesmo não sendo pai biológico de Jesus. Não foi só pai adotivo do Filho de Deus, mas sim, um verdadeiro e amoroso pai que Deus nos deixa como verdadeiro exemplo de amor.

Que os procurados, por misericórdia de Deus, sejam encontrados pelos filhos e venham a preencher vazios de ambas as partes.

Amém.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O flagelo das drogas - Desestabilização da família


Cada vez mais, as drogas invadem os nossos lares causando danos de gravíssimo impacto, desestabilizando emocionalmente todos os valores e expectativas das famílias.

É uma triste e infeliz realidade na nossa sociedade, pois nunca imaginamos que o problema existente na família dos outros um dia pode entrar pela nossa porta. E quando sentimos a desconfiança ou a confirmação de que o nosso filho já se viciou, aí bate o desespero, um sentimento de perda de rumo e a pergunta dramática: “O que fazer?”

Por tudo que lemos, ouvimos por médicos, psicólogos, psicoterapeutas em programas específicos para ajuda à família de jovens viciados, sugerimos:

Controle o desespero, não admita o sentimento de culpa ou vergonha;
Não brigue com o dependente, mas sim, o ouça. Demonstre carinho, solidariedade e apoio para vencer o problema. E com energia, exija comprometimento por parte do usuário. Mesmo que o seu coração se derreta por dentro, quando estiver frente a frente com o paciente demonstre firmeza;
Não abandone suas atividades sociais e espirituais, pois serão de grande importância para se descobrir os verdadeiros amigos que querem lhe ajudar;
Não esconda o seu problema. Seja altivo. Não permita situações de constrangimento aos familiares e principalmente contra o dependente;
Avise as famílias dos amigos do seu filho sobre o problema que você vive, pois quem sabe algum ou alguns desses amigos já possam estar envolvidos em drogas e a família não sabe. Isso é ser cristão. Isso é ser responsável e amigo;
Tente, carinhosa e pacientemente, convencer o seu filho a submeter-se a um tratamento, como forma de orientação e apoio;
Caso ele resista, procure seus amigos (não usuários de drogas ou a namorada, caso tenha) e de maneira reservada, peça-lhes que tentem convencê-lo sobre fazer um tratamento. Obs.: Ouvindo recentemente na Rádio Jovem Pan um programa chamado “Pela vida, contra a droga”, uma mãe de dependente testemunhou essa atitude que deu certo para o caso do seu filho.
Para os pais, recomendo buscar aconselhamento e apoio com pessoas equilibradas e de sua confiança. Pode ser o Padre ou Pastor de sua preferência. Se possível procure também um médico, psicólogo ou psicoterapeuta;
Aos pais, no caso do filho aceitar o tratamento, recomendo muita atenção quanto à movimentação de traficantes ou passadores de drogas próximo dele. E caso desconfie, comunique à Polícia. Trata-se de uma atitude de defesa ao seu filho e de muitos outros jovens;
Com amor, carinho e muita paciência, pais e filhos podem vencer essa batalha. Por outro lado, nos lares onde a relação pai e filho não está respaldada em sentimentos amorosos - e ao contrário, predominar o desamor - o problema torna-se dramático e sem boas perspectivas.

Boa Notícia: Lí nos jornais que o Ministério da Justiça vai incluir na PRONASCI, um programa de treinamento de policiais, com noções sobre a Lei de Drogas, que distingue o consumidor do traficante. E assim, evitar o que acontece hoje: prende-se o usuário e deixa-se livre o traficante.


No livro do Dr. Oswald Moraes e Andrade – “Os jovens devem saber tudo sobre os tóxicos”, encontramos anormalidades na conduta dos jovens que podem indicar se eles estão usando drogas ou se já estão viciados:

- é comum os dependentes usarem camisas de mangas compridas para esconderem marcas de picadas;
- ferimentos no nariz, coriza nasal, etc.

O Dr. Oswald também nos apresenta os dez mandamentos da atenção familiar, para se descobrir o possível e dramático problema:

Mudança brusca de conduta do adolescente;
Insônia rebelde (ele próprio se queixa ou os familiares observam);
Irritabilidade sem motivo aparente (por qualquer coisinha surge a explosão nervosa);
Inquietação motora, que faz com que o jovem não tenha paciência para acompanhar seus familiares nas horas das refeições. Mostra-se impaciente, inquieto, irritadiço, agressivo e violento;
Depressão, estados de angústias sem motivo aparente;
Queda do aproveitamento escolar ou desistência brusca dos estudos;
Isolamento. O adolescente recusa-se a sair do quarto, evitando qualquer contato com amigos e familiares;
Mudanças de hábitos. O jovem passa a dormir de dia e fica acordado a noite, ouvindo seus discos com o máximo de volume, pouco se importando se está ou não molestando os outros. Encontro de comprimidos, seringas ou cigarros estranhos entre os pertences do adolescente;
Desaparecimento, em casa, de objetos de valor e mesmo dinheiro. O jovem precisa de dinheiro cada vez mais, a fim de pagar o traficante para aquisição do produto que lhe determinou a dependência;
Más companhias. Às vezes os companheiros são os iniciadores dos adolescentes no mundo do vício.


Queridos pais, fé em Deus. Unem-se no firme propósito de protegerem e salvarem seus filhos. Os filhos são patrimônio de Deus e os pais, os depositários dessa graça.

Ninguém chega a pai ou mãe sem antes ser filho. De mãos dadas, como família poderosa, vamos vencer o dragão (as drogas).

Além do programa da Jovem Pan – “Pela vida, contra as drogas” na Internet e visitando escolas, faculdades, Paróquias e Comunidades, há também um belíssimo programa, especificamente, para orientação das famílias com dependentes (todo tipo de dependência), na Rádio Nove de Julho, aos sábados, no horário das 8 horas com o Frei Estevão, intitulado: “Falando de Esperança e Vida”.

Há também um Grupo de Apoio, chamado PROAD, no Hospital São Paulo, para ajudar os familiares e dependentes através de médicos, psicólogos, psiquiatras e orientadores especializados.

Vamos à luta, tudo pela vida!

“O segredo da existência humana consiste não só em viver, mas ainda em encontrar um motivo de viver”. (Dostoievski)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Seu filho diferente (clique na imagem abaixo para visualizá-la melhor)







Católicos e as provocações dos crentes, parte 4: a Comunhão.


Acusação: que nós católicos comungamos sob as espécies do Pão, e os protestantes sob as espécies de Pão e Vinho, como Jesus fez na última ceia.

Resposta: a diferença entre católicos e protestantes (crentes), é bem maior do que parece:

Os protestantes (crentes) desligaram-se da sucessão dos Apóstolos, por isso, os pastores não recebem o sacramento da ordem (ordenação). Não tem nenhum poder espiritual a mais que os seus fiéis. Assim, eles presidem apenas a “ceia”, como memória (recordação) da “última ceia” de Jesus. E nela comem simplesmente o pão e bebem o vinho, acreditando que, por esta recordação, Cristo lhes comunica sua graça e o seu amor, sem Cristo estar realmente presente.

Os sacerdotes católicos recebem no Sacramento da Ordem o sacerdócio ministerial (distinto sacerdócio comum dos fiéis, recebido no batismo), pelo qual realizam na Santa Missa dois grandes sinais: 1) Celebram a última Ceia de Jesus; 2) Dentro desta comemoração, fazem o que Jesus fez nela antecipadamente: tornam presente (nesse momento) o sacrifício de Jesus, consumado pela separação do sangue gotejada no corpo, simbolizando pela consagração separada do pão e do vinho. Foi o próprio Jesys que ordenou aos Apóstolos e seus legítimos sucessores no sacerdócio: “Lucas 22,19”.


Este sacrifício de Jesus na cruz, perpetuado em cada Santa Missa, que falta aos crentes (protestantes), é a principal de todas as graças.

Pelo 1º Mandamento da Lei da Igreja, os católicos tem por obrigação participar da Missa (inteira) nos Domingos e Festas de guarda.

As provas bíblicas: a real presença de Jesus na Eucaristia são: 1) Os três evangelistas e São Paulo, ao descreverem a “última ceia” de Jesus, usam exclusivamente a palavra “é”. Vejam em: “Mateus 26, 26s”, “Marcos 14, 22s”, “Lucas 22, 19s” e “1 Coríntios 11, 23s”. 2) Jesus falava ao povo simples e com palavras: “João 6, 50-51”, “João 6, 52-58”, “João 6, 60-66”. E Jesus pergunta aos doze apóstolos: “Também vos quereis partir?”. E Simão Pedro responde por ele, pelos Apóstolos e por nós, fiéis católicos: “João 6, 67-71”. 3) Outra prova bíblica sobre a verdadeira presença de Jesus na Eucaristia, são as admoestações de São Paulo aos Coríntios: “1 Coríntios 11, 27-29”. 4) A Comunhão sob uma ou duas espécies não contribui grande diferença já que em cada pedacinho de pão e em cada gota de vinho consagrados, recebemos Jesus inteiro, vivo e ressuscitado: “João 6, 51-56”.

Por isso, os primeiros cristãos costumavam levar aos encarcerados pela fé, somente o pão consagrado. Aos doentes, que não conseguem engolir, apenas um pedacinho da hóstia consagrada. Em momentos especiais pode-se administrar a Santa Comunhão sob as duas espécies.

O mais importante é receber este Santíssimo Sacramento do Amor com fé, humildade e piedade.

Vejam o 3º Mandamento da Lei da Igreja: “Comungar aos menos uma vez por ano, pela Páscoa da Ressurreição”. Recomenda comungar em cada Santa Missa.

Pena que pela falta de fé no poder e no amor de Jesus, tantos crentes (protestantes) se afastaram desta “árvore da vida”, entre nós até o fim do mundo na Eucaristia: “João 6, 53”.

CATÓLICOS: Nós cremos Senhor, mas aumentai a nossa fé!


Próxima provocação: Casamento – Sacramento indissolúvel?


Resumo do livro: Respostas da Bíblia às acusações dos crentes contra a Igreja Católica – Pe Vicente, SVD.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Teste seus conhecimentos da Bíblia


As árvores, um dia, resolveram eleger um rei para governá-las e disseram à oliveira: reina sobre nós! Qual foi a resposta da oliveira?

Como se chama a esposa de Isaac filho de Abraão?

Em que livro da Bíblia, capítulo e versículo encontramos estas palavras: “Durante a noite, no meu leito, busquei o meu amado; procurei-o, sem encontrá-lo”?

No livro do Profeta Ezequiel a quem Deus qualificá-la de “a esposa infiel”?

Qual o nome dos três jovens que desrespeitaram a autoridade de Nabucodonossor, firmes na fé em Deus, e que acabaram jogados amarrados na fornalha ardente?

Qual o livro da Bíblia, capítulo e versículos que fala da corrupção por culpa dos chefes espirituais?

Qual era a profissão de Anós?

Qual o livro e capítulo, no Antigo Testamento que nos fala da “Visão Sacerdotal” que prediz a vinda do Messias?

Qual o livro e Capítulo no Antigo Testamento em que Deus faz ameaças aos sacerdotes?

Quais as três coisas mais desejáveis e quais as três coisas mais detestáveis no Livro dos Eclesiásticos?

Teste seus conhecimentos da Bíblia

Respostas da semana passada


“Gênesis 5, 3-6”

“Êxodo 18, 5”

“Levítico 11, 1-47”

Números 6, 23”

“Deuteronômio 16, 1”

“Juízes 16, 31”

“2 Samuel 3, 2”

“Ato dos Apóstolos 1, 26”

“Ato dos Apóstolos 6, 5”

“Romanos 1, 16”


Quem acertou uma pergunta, parabéns! Não desista.

Quem acertou duas, belíssimo!

Que não acertou nenhuma, persevere e descubra Deus em você.