terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Imagens bentas quebradas: o que fazer?
Pessoas muito respeitosas e outras inseguras na doutrina não sabem como se desfazer das imagens bentas quebradas, estragadas, deterioradas. Será verdade que jogá-las no lixo pode fazer mal? Isto é superstição.
E sobre o costume de colocá-las junto a um cruzeiro ou aos oratórios de estrada. O que pensar? Objetos abençoados não têm em si algo de divino. Não valem por si, mas pelo que significam. Como símbolos religiosos merecem respeito e veneração. Símbolos são um recurso da comunicação humana em todas as culturas.
A dimensão simbólica é uma propriedade entre o racional e o biológico ou a pura sensibilidade. Usamos esta linguagem no dia a dia e não só as palavras e gestos. Ora, todas as religiões se expressam através de objetos simbólicos mesmo aquelas contrárias ao uso das imagens. O culto cristão às imagens enquanto bíblico entra no universo simbólico religioso. Vem do mistério da pessoa humana.
O livro do Gênesis é enfático ao afirmar que Deus fez homem e mulher à sua imagem e semelhança (Gn 1,26-27). Os dois não são iguais a Deus, mas têm algo de divino e de certa forma o retratam. São Paulo diz que Jesus é a imagem do Deus invisível, é o primogênito de toda criatura (Cl1,15). Os cristãos refletem como num espelho a glória do Senhor e vão se transformando na sua imagem (2Cor 3,18).
Deus não pode ser objetificado, mas é a sua imagem que amamos nos outros. Ela nunca pode ser quebrada, deteriorada e jogada fora. Em nós e nos outros. Nenhuma sociedade, cultura ou legislação pode desprezar a pessoa humana, ofender a sua dignidade por meio de injustiças e corrupção moral. No culto cristão a veneração a Maria e aos santos nos leva ao mistério pascal de Cristo. É a força redentora de sua graça que age nos santos. "A iconografia cristã transcreve pela imagem a mensagem evangélica que a Sagrada Escritura transmite pela Palavra. Imagem e Palavra iluminam-se mutuamente" (CIC n. 60) Mas, é culto idolátrico acreditar mais na imagem que imitar o santo(a).
Da mesma forma atribuir bênção, poder espiritual ou valor religioso ao símbolo avariado desvirtua a veneração e não glorifica a Deus. Imagens abençoadas são dignas de estima e conservação zelosa porque inspiram a fé e a confiança na Graça de Deus dada a nós por Jesus. Uma vez quebradas, estragadas, danificadas são indignas de honra e veneração. Não representam mais nem simbolizam nenhuma intermediação com o sagrado. Acabar de quebrá-las (ou destruir objetos sacros estragados) é a maneira respeitosa de se desfazer delas e deles.
O próprio respeito ao uso espiritual, à sua linguagem simbólica pede sua destruição total. Se possível enterrando, queimando ou colocando no lixo em pedaços bem pequenos. Nunca as deixar junto a Cruzeiros ou oratórios. Venerar os santos não pode sequer parecer mais importante que a salvação em Cristo.
Palavra de fé: “Não te prostrarás diante deles e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus”. (Êxodo 20,5)
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Pedofilia: saber lidar com o problema
A pedofilia é um transtorno de personalidade que pode causar graves problemas. É preciso saber lidar com casos assim, para evitar males maiores.
A palavra pedofilia significa uma tendência a se abusar sexualmente de crianças. Suas causas são psíquicas, a pedofilia não vem do fato de as pessoas serem homossexuais ou heterossexuais, casadas ou celibatárias. É um transtorno de personalidade. Esse termo é usado para mencionar comportamentos indesejáveis que escapam em grande parte ao controle das pessoas. O mal da pedofilia inclui sempre uma violência moral, ao violar a inocência da criança, causando-lhe traumas para a vida. Pode-se tornar também violência física, inclusive estupro e morte.
As práticas da pedofilia aumentaram em nossa sociedade. Sabe-se de grupos pedófilos que agem pela internet. Ocorrem também abusos de crianças dentro da família, entre parentes e às vezes até envolvendo os próprios pais. As pessoas que carregam essa tendência buscam instintivamente modos de agir e de esconder seus atos.
A ética diante da pedofilia começa pela própria pessoa que tem a tendência. Ao percebê-la, seu dever moral é de procurar ajuda e assumir medidas para superar o problema. Esta é a sua grande responsabilidade.
Quem está de fora e vê indícios ou mesmo fatos, tem também uma grande responsabilidade, exatamente porque se trata de defender as crianças. Quando se tem apenas indícios, é preciso proceder com cautela para não manchar o bom nome das pessoas com suspeitas apressadas. Mas assim mesmo é preciso agir, no mínimo quem possa ajudar a esclarecer. Quando existem provas, a atuação pode ser mais declarada. Deve-se levar o problema a autoridades competentes. Os Conselhos Tutelares nestes casos podem ajudar muito e estão ao alcance popular.
A pedofilia entre o clero apareceu na mídia internacional com grande destaque por motivos diversos. Primeiro porque se descobriram vários fatos, o que não era de se esperar, pela credibilidade da Igreja. Houve também uma exploração dos fatos por parte de quem queria ganhar dinheiro com os processos, ou então simplesmente desacreditar a Igreja. A maioria dos casos vem de várias décadas passadas; e foi se verificando que mais de dois terços das acusações não tinham consistência.
Mas os casos comprovados constituem sim um grave escândalo. O foco do problema não é o celibato dos padres, mas o fato de se ter acobertado esses comportamentos. Assim, temos que aprender também dentro da Igreja a lidar com transparência na defesa das crianças diante de abusos sexuais, venham de quem vierem. É preciso tratar esses problemas com misericórdia e com responsabilidade civil. Na Igreja a nossa credibilidade não se perde por termos erros, mas se garante pela abertura que temos em reconhecê-los e corrigi-los com decisão.
Palavra de fé: “A loucura de um homem o leva a um mau caminho; é contra o Senhor que seu coração se irrita”. (Provérbios 19,3)
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Adolescência antecipada: Geração Tween
Os tweens são crianças que começaram a ir para a escola com menos de dois anos de idade. São muito independentes para a idade e querem consumir produtos copiando os adolescentes. Os pais não limitam os seus desejos de consumo.
Há trinta e sete anos trabalho com adolescentes. Quando me perguntavam até que idade eu atendia, eu brincava respondendo: “Adolescentes de qualquer idade!”, e as pessoas sorriam. Hoje, dou a mesma resposta e logo vem um pensamento comum: “É mesmo, existem adultos que são adolescentes” ou “É mesmo, existem crianças metidas a adolescentezinhos”.
Essas expansões para menos idade, os tweens, e para mais idade, a geração carona, são novidades psicológicas, familiares e sociais que a média dos pais nunca viu e nem tinha idéia que assim aconteceria.
O termo “tween”, na linguagem cifrada da informática, vem do corte da palavra inglesa “between”, e significa uma etapa entre a infância e a adolescência. Em nada altera o desenvolvimento biológico, pois são crianças crescidas de oito a doze anos, que na sua grande maioria ainda nem entrou na puberdade.
Funcionando como pequeninos adolescentes, os tweens são inteligentes, gostam de desafios, conversam “como gente grande”, acham outras crianças muito chatas, já forma dentro do que podem pequenos grupos de semelhantes, com quem se comunicam intensamente via internet e celular, super especialistas que são em teclados. Argumentam com boa propriedade com os seus pais, que se descuidarem um pouco acabam sendo dominados por eles.
Nem sempre a convivência com os tweens é tranqüila, principalmente quando estão atacados pelo desejo por objeto de consumo. É preciso que os pais aprendam a negociar com eles, caso contrário, não há consumo que chegue ou dinheiro que agüente.
Há situações com as quais os pais podem arcar com o consumismo, mas em termos de comportamentos é preciso muito cuidado, pois o corpo pode não estar ainda preparado para os programas que o tween quer fazer.
Fica difícil para os pais, sem tanta folga financeira e não consumistas, satisfazerem os seus filhos que vivem em companhia daquele tweens que acabam tendo tudo o que querem, pois seus pais consumistas fazem questão de dar-lhes tudo o que vêem.
É comum outras crianças quererem ter o que os tweens têm. Mas se os pais negociarem bem os desejos dos filhos com suas reais possibilidades, esses terão os desejos dos filhos com seus reais possibilidades. Esses filhos terão uma boa educação administrativa e financeira, que vai ajudar toda a família.
Palavra de fé: “Meu filho, não te esqueças de meu ensinamento e guarda meus preceitos em teu coração”. (Provérbios 3,1)
Há trinta e sete anos trabalho com adolescentes. Quando me perguntavam até que idade eu atendia, eu brincava respondendo: “Adolescentes de qualquer idade!”, e as pessoas sorriam. Hoje, dou a mesma resposta e logo vem um pensamento comum: “É mesmo, existem adultos que são adolescentes” ou “É mesmo, existem crianças metidas a adolescentezinhos”.
Essas expansões para menos idade, os tweens, e para mais idade, a geração carona, são novidades psicológicas, familiares e sociais que a média dos pais nunca viu e nem tinha idéia que assim aconteceria.
O termo “tween”, na linguagem cifrada da informática, vem do corte da palavra inglesa “between”, e significa uma etapa entre a infância e a adolescência. Em nada altera o desenvolvimento biológico, pois são crianças crescidas de oito a doze anos, que na sua grande maioria ainda nem entrou na puberdade.
Funcionando como pequeninos adolescentes, os tweens são inteligentes, gostam de desafios, conversam “como gente grande”, acham outras crianças muito chatas, já forma dentro do que podem pequenos grupos de semelhantes, com quem se comunicam intensamente via internet e celular, super especialistas que são em teclados. Argumentam com boa propriedade com os seus pais, que se descuidarem um pouco acabam sendo dominados por eles.
Nem sempre a convivência com os tweens é tranqüila, principalmente quando estão atacados pelo desejo por objeto de consumo. É preciso que os pais aprendam a negociar com eles, caso contrário, não há consumo que chegue ou dinheiro que agüente.
Há situações com as quais os pais podem arcar com o consumismo, mas em termos de comportamentos é preciso muito cuidado, pois o corpo pode não estar ainda preparado para os programas que o tween quer fazer.
Fica difícil para os pais, sem tanta folga financeira e não consumistas, satisfazerem os seus filhos que vivem em companhia daquele tweens que acabam tendo tudo o que querem, pois seus pais consumistas fazem questão de dar-lhes tudo o que vêem.
É comum outras crianças quererem ter o que os tweens têm. Mas se os pais negociarem bem os desejos dos filhos com suas reais possibilidades, esses terão os desejos dos filhos com seus reais possibilidades. Esses filhos terão uma boa educação administrativa e financeira, que vai ajudar toda a família.
Palavra de fé: “Meu filho, não te esqueças de meu ensinamento e guarda meus preceitos em teu coração”. (Provérbios 3,1)
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de Içami Tiba.,
Do livro: Adolescentes: quem ama educa
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Superstição é pecado?
Pecado é um ato de escolha, feito livremente e por egoísmo.
Quem pratica a superstição, levado por egoísmo, sabendo que não deve fazê-lo, peca. Quem a pratica porque aprendeu daquele jeito e não é católico, provavelmente está bem com Deus, pois não estará mentindo nem a si mesmo nem a Deus. Superstição é o erro de a gente atribuir a coisas, pessoas e práticas o poder que não possuem e buscar nessas coisas, pessoas ou práticas uma solução que só pode vir de Deus.
Por exemplo: superstição é a gente achar que precisa se benzer três vezes diante de uma estátua; virar uma imagem de costas para conseguir um favor; ir a praia e tomar banho, depois vir andando de ré e de frente para o mar, para conseguir um favor. Ou ainda, colocar três pedrinhas de sal no fogo para que uma visita importuna vá embora.
Há tantas superstições no mundo que até dá tristeza ver. Medo de assombração, uso errado de água benta, ramos de arruda nas orelhas, horóscopo, biorritmo, uso errado de velas, de imagens, de orações, corpo fechado e coisas desse tipo. Tudo isso é uma teimosia em dar mais valor às coisas do que à Palavra e a Ação de Deus.
Quem se diz católico e amigo de Jesus e fica dando valor excessivo à vela, à imagem, à água benta e a orações mágicas está errado. Estas coisas podem ser úteis e a Igreja até permite algumas delas, mas não para a gente se desviar de Jesus e sim para chegar mais perto Dele e confiar mais ainda na sua bondade.
Eu, por exemplo, acho errado acender vela para espantar mau olhado. Acho certo acender vela para louvar a Deus. E só. Deixar vela brilhando, enquanto oramos, como um símbolo de nosso amor por Deus, eu acho certo, porque o símbolo tem lá sua razão de ser em nossa vida. Não carregamos alianças, brincos e pequenos símbolos de amor? Então, por que não tê-los diante de Deus?
Contudo, acender vela, porque se a gente acender dez velas ganha uma graça; isto é superstição e é errado. Parece muito mais comércio e barganha do que fé. Tudo depende da intenção correta que a gente tem ao fazer uso de um objeto. Se a gente der a um objeto um valor de barganha, é superstição. Deus não faz negócios com a gente. Ou dá porque precisamos, ou porque Ele quer dar, ou não dá; mas comerciante Deus não é.
Estas correntes de São Judas, de Santo Antônio e outras que a gente recebe por carta e não mandar adiante, interrompendo a corrente, vai perder um filho ou coisa desse tipo, é ignorância e uma crueldade. Acho isso uma verdadeira tolice. Eu, rasgo estas cartas ou as levo ao vigário que em geral rasga na hora. E eu acredito é na bondade de Deus e não nas ameaças de gente que não tem mais o que inventar e por isso, fica pondo medo nas pessoas simples.
Palavra de fé: “Os que confiam no Senhor são como o Monte Sião, eternamente firme”. (Salmo 124/125,1)
Quem pratica a superstição, levado por egoísmo, sabendo que não deve fazê-lo, peca. Quem a pratica porque aprendeu daquele jeito e não é católico, provavelmente está bem com Deus, pois não estará mentindo nem a si mesmo nem a Deus. Superstição é o erro de a gente atribuir a coisas, pessoas e práticas o poder que não possuem e buscar nessas coisas, pessoas ou práticas uma solução que só pode vir de Deus.
Por exemplo: superstição é a gente achar que precisa se benzer três vezes diante de uma estátua; virar uma imagem de costas para conseguir um favor; ir a praia e tomar banho, depois vir andando de ré e de frente para o mar, para conseguir um favor. Ou ainda, colocar três pedrinhas de sal no fogo para que uma visita importuna vá embora.
Há tantas superstições no mundo que até dá tristeza ver. Medo de assombração, uso errado de água benta, ramos de arruda nas orelhas, horóscopo, biorritmo, uso errado de velas, de imagens, de orações, corpo fechado e coisas desse tipo. Tudo isso é uma teimosia em dar mais valor às coisas do que à Palavra e a Ação de Deus.
Quem se diz católico e amigo de Jesus e fica dando valor excessivo à vela, à imagem, à água benta e a orações mágicas está errado. Estas coisas podem ser úteis e a Igreja até permite algumas delas, mas não para a gente se desviar de Jesus e sim para chegar mais perto Dele e confiar mais ainda na sua bondade.
Eu, por exemplo, acho errado acender vela para espantar mau olhado. Acho certo acender vela para louvar a Deus. E só. Deixar vela brilhando, enquanto oramos, como um símbolo de nosso amor por Deus, eu acho certo, porque o símbolo tem lá sua razão de ser em nossa vida. Não carregamos alianças, brincos e pequenos símbolos de amor? Então, por que não tê-los diante de Deus?
Contudo, acender vela, porque se a gente acender dez velas ganha uma graça; isto é superstição e é errado. Parece muito mais comércio e barganha do que fé. Tudo depende da intenção correta que a gente tem ao fazer uso de um objeto. Se a gente der a um objeto um valor de barganha, é superstição. Deus não faz negócios com a gente. Ou dá porque precisamos, ou porque Ele quer dar, ou não dá; mas comerciante Deus não é.
Estas correntes de São Judas, de Santo Antônio e outras que a gente recebe por carta e não mandar adiante, interrompendo a corrente, vai perder um filho ou coisa desse tipo, é ignorância e uma crueldade. Acho isso uma verdadeira tolice. Eu, rasgo estas cartas ou as levo ao vigário que em geral rasga na hora. E eu acredito é na bondade de Deus e não nas ameaças de gente que não tem mais o que inventar e por isso, fica pondo medo nas pessoas simples.
Palavra de fé: “Os que confiam no Senhor são como o Monte Sião, eternamente firme”. (Salmo 124/125,1)
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Com Agostinho
Um apaixonado por Deus, um apaixonado pelos homens. Fez pessoalmente e rude experiência do pecado, da própria fragilidade. Sabe do que é feito o homem. Sua paixão por Deus foi mais forte. Sabe-se salvar de modo puramente gratuito. A partir daí, tudo passa a ser em sua vida louvor e ação de graças, “confissões” da misericórdia do Pai.
Alimentado de Escritura, sobretudo dos Salmos, sabe que em toda a liturgia uma única voz ressoa, a de Jesus Cristo. A liturgia está no coração da Igreja, uma Igreja Católica, universal.
Grande fraternidade, corpo de Cristo, reúne todos os homens que reconhecem em Jesus o único que pode satisfazê-los: “Fizeste-nos para Ti, Senhor, e nosso coração está inquieto enquanto não descansa em Ti!”. A fonte desse desejo é o amor.
É daí que jorra toda a espiritualidade agostiniana. Um amor que faz de nós pessoas vivas e nos unifica: unificação interior e unidade entre pessoas. “Ama a verdade e faze o que quiseres”.
Fórmula audaciosa? Sim. Agostinho nos diz: procura, age, avança, cria e procura de novo incansavelmente. O amor será tua força. Esse desejo de Deus é vivido em clima de amizade, de amparo fraterno e de liberdade espiritual. Com Agostinho, ficamos impressionados pelo espírito da primeira comunidade, confira: “Ato dos Apóstolos 4,32”. Com ele ingressamos na escola de Paulo, o outro convertido para aprender a humildade, a liberdade segundo o Espírito, a complementaridade e a solidariedade dos membros de Cristo.
Qualquer que seja o nosso engajamento apostólico, qualquer que seja a forma de vida evangélica escolhida, em todas as nossas atividades materiais ou intelectuais, pedagógicas ou hospitalares, profanas ou pastorais, temos consciência de sermos membros uns dos outros.
Agostinho nos ajuda a compreender melhor as verdadeiras dimensões dessa união, quando vivermos de acordo com o Espírito de Cristo. Convida-nos a não descansar enquanto o mundo inteiro não for verdadeiramente Corpo de Cristo.
De Agostinho sobre o Salmo 36/37: “Teu desejo é tua oração. Se queres orar sem cessar, não deixeis nunca de desejar!”.
Sermões de Santo Agostinho:
Não sei que dá ao amor os limites da África.
Estende teu amor sobre o mundo inteiro, se queres amar a Cristo, porque os membros de Cristo estão estendidos sobre o mundo inteiro.
Ninguém pode amar o Pai se não ama o Filho, e quem ama o Filho ama também os filhos de Deus.
Que filhos de Deus? Os membros do Filho de Deus. Amando, passa a ser ele também membro; a dileção o faz entrar na unidade do corpo de Cristi, e não haverá mais que um Cristo amando a si mesmo.
Observação: Agostinho foi bispo de Hipona, norte da África.
Palavra de fé: “Espera no Senhor e faze o bem; habitarás a terra em plena segurança”. (Salmo 36/37, 3)
Alimentado de Escritura, sobretudo dos Salmos, sabe que em toda a liturgia uma única voz ressoa, a de Jesus Cristo. A liturgia está no coração da Igreja, uma Igreja Católica, universal.
Grande fraternidade, corpo de Cristo, reúne todos os homens que reconhecem em Jesus o único que pode satisfazê-los: “Fizeste-nos para Ti, Senhor, e nosso coração está inquieto enquanto não descansa em Ti!”. A fonte desse desejo é o amor.
É daí que jorra toda a espiritualidade agostiniana. Um amor que faz de nós pessoas vivas e nos unifica: unificação interior e unidade entre pessoas. “Ama a verdade e faze o que quiseres”.
Fórmula audaciosa? Sim. Agostinho nos diz: procura, age, avança, cria e procura de novo incansavelmente. O amor será tua força. Esse desejo de Deus é vivido em clima de amizade, de amparo fraterno e de liberdade espiritual. Com Agostinho, ficamos impressionados pelo espírito da primeira comunidade, confira: “Ato dos Apóstolos 4,32”. Com ele ingressamos na escola de Paulo, o outro convertido para aprender a humildade, a liberdade segundo o Espírito, a complementaridade e a solidariedade dos membros de Cristo.
Qualquer que seja o nosso engajamento apostólico, qualquer que seja a forma de vida evangélica escolhida, em todas as nossas atividades materiais ou intelectuais, pedagógicas ou hospitalares, profanas ou pastorais, temos consciência de sermos membros uns dos outros.
Agostinho nos ajuda a compreender melhor as verdadeiras dimensões dessa união, quando vivermos de acordo com o Espírito de Cristo. Convida-nos a não descansar enquanto o mundo inteiro não for verdadeiramente Corpo de Cristo.
De Agostinho sobre o Salmo 36/37: “Teu desejo é tua oração. Se queres orar sem cessar, não deixeis nunca de desejar!”.
Sermões de Santo Agostinho:
Não sei que dá ao amor os limites da África.
Estende teu amor sobre o mundo inteiro, se queres amar a Cristo, porque os membros de Cristo estão estendidos sobre o mundo inteiro.
Ninguém pode amar o Pai se não ama o Filho, e quem ama o Filho ama também os filhos de Deus.
Que filhos de Deus? Os membros do Filho de Deus. Amando, passa a ser ele também membro; a dileção o faz entrar na unidade do corpo de Cristi, e não haverá mais que um Cristo amando a si mesmo.
Observação: Agostinho foi bispo de Hipona, norte da África.
Palavra de fé: “Espera no Senhor e faze o bem; habitarás a terra em plena segurança”. (Salmo 36/37, 3)
Jesus nunca escreveu um livro
A primeira vez que ouvi isto fiquei escandalizado. Pensava que Jesus tinha escrito alguma coisa. Fiquei, então, achando que isso poderia complicar um pouco a minha crença nos Evangelhos; mas, graças a Deus, percebi que estava enganado. Não é importante que Jesus tivesse escrito e sim que tenha ensinado.
No começo, Jesus e os discípulos ensinavam falando. Mais tarde, os discípulos acharam melhor deixar por escrito o que Ele ensinou, porque havia gente passando o recado de maneira errada.
Depois de morrerem haveria muita confusão quanto à verdade dos fatos. Então, Lucas escreveu o Evangelho pregado por Paulo. Marcos escreveu o Evangelho pregado por Pedro. Mateus escreveu o Evangelho por ele mesmo pregado, porque Mateus era Apóstolo e discípulo de Jesus, que escreveu por fim o seu próprio testemunho do que havia visto e ouvido.
Hoje, temos quatro livros que relatam o que Jesus ensinou mais vinte e uma epístolas, isto é, cartas que transmitem em boa parte os ensinamentos dos Apóstolos. Mesmo que Jesus não tenha escrito os Evangelhos, eu acredito neles, porque foram inspirados por Ele e escritos por gente que merece respeito e crédito. A gente crê tanto em jornal, noticiário de imprensa e de televisão e nos jornalistas, que às vezes mentem e deturpam os fatos. Por que então não crer no Apóstolo que morreu pela verdade que ensinava?
Há pessoas que acreditam em qualquer coisa que dizem os jornais e as revistas, mas duvidam dos Evangelhos. Não posso crer que essas pessoas estejam bem intencionadas! Eu, por minha parte, creio nos Evangelhos, mesmo que Jesus não os tenha escrito pessoalmente. É o conteúdo delas que conta!
Ultimamente tenho lido, sempre que posso ao menos um capítulo por dia e o comento lá em casa com minha mulher e meus filhos, e sinto o bem que isso me faz. Aconselho esta prática a qualquer um dos meus amigos. Os Evangelhos de fato melhoram a vida da gente.
Palavra de fé: “Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho pregado por mim não tenha nada de humano. Não o recebi nem o aprendi de homem algum, mas mediante uma revelação de Jesus Cristo”. (Gálatas 1, 11-12)
No começo, Jesus e os discípulos ensinavam falando. Mais tarde, os discípulos acharam melhor deixar por escrito o que Ele ensinou, porque havia gente passando o recado de maneira errada.
Depois de morrerem haveria muita confusão quanto à verdade dos fatos. Então, Lucas escreveu o Evangelho pregado por Paulo. Marcos escreveu o Evangelho pregado por Pedro. Mateus escreveu o Evangelho por ele mesmo pregado, porque Mateus era Apóstolo e discípulo de Jesus, que escreveu por fim o seu próprio testemunho do que havia visto e ouvido.
Hoje, temos quatro livros que relatam o que Jesus ensinou mais vinte e uma epístolas, isto é, cartas que transmitem em boa parte os ensinamentos dos Apóstolos. Mesmo que Jesus não tenha escrito os Evangelhos, eu acredito neles, porque foram inspirados por Ele e escritos por gente que merece respeito e crédito. A gente crê tanto em jornal, noticiário de imprensa e de televisão e nos jornalistas, que às vezes mentem e deturpam os fatos. Por que então não crer no Apóstolo que morreu pela verdade que ensinava?
Há pessoas que acreditam em qualquer coisa que dizem os jornais e as revistas, mas duvidam dos Evangelhos. Não posso crer que essas pessoas estejam bem intencionadas! Eu, por minha parte, creio nos Evangelhos, mesmo que Jesus não os tenha escrito pessoalmente. É o conteúdo delas que conta!
Ultimamente tenho lido, sempre que posso ao menos um capítulo por dia e o comento lá em casa com minha mulher e meus filhos, e sinto o bem que isso me faz. Aconselho esta prática a qualquer um dos meus amigos. Os Evangelhos de fato melhoram a vida da gente.
Palavra de fé: “Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho pregado por mim não tenha nada de humano. Não o recebi nem o aprendi de homem algum, mas mediante uma revelação de Jesus Cristo”. (Gálatas 1, 11-12)
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Do livro: Rebeldes e inquietos,
Editora Santuário.
Você sabia?
- O centro de toda a Bíblia é Deus e o centro do Novo Testamento é Jesus Cristo?
- “Deus é amor” significa também: “Deus é alegria”?
- Que Jesus foi acusado de “comilão e beberrão”? (Lucas 7,34)
- Hosana em hebraico significa “salvai-nos”, mas que passou a ser um grito de alegria correspondente ao nosso “viva”?
- Que Herodes matou com uma espada Tiago, irmão de João? (Ato dos Apóstolos 12,1-2)
- Inimigos da cruz de Cristo significava: os maus cristãos?
- Blasfêmia é a ofensa à honra e majestade divina. No Antigo Testamento o blasfemador era condenado a morte?
- Que os anjos são espíritos criados por Deus e não tem corpo?
- Que nem todos os anjos permaneceram bons. Alguns pecaram por orgulho e desobediência a Deus. Estes são os anjos mais ou demônios?
- O sal na Antiguidade era um produto tão valorizado, que era oferecido como pagamento aos soldados do Império Romano. Daí a origem salário?
- Com a Transfiguração, Jesus prepara os três discípulos (Pedro, Tiago e João), que haveria, de estar com Ele no Jardim das Oliveiras, para o momento de sua Paixão e Morte. Para chegar a glória da Ressurreição, era necessário passar pela cruz.
- A cruz, instrumento de suplício no qual Jesus morreu, passou a ser símbolo do Cristianismo e da Páscoa. Antes era sinal de condenação; depois, de salvação.
- A alegria é um dom do Espírito Santo. A Bíblia diz em: “Gálatas 5,22-23”.
- A princípio, o Sábado Santo era o único dia em que se celebrava o batismo. Os cristãos chamavam-no de “sua Páscoa”.
Palavra de fé: “Aquele que recebe a catequese da palavra, reparta de todos os seus bens com aquele que o instruiu”. (Gálatas 6,6)
- “Deus é amor” significa também: “Deus é alegria”?
- Que Jesus foi acusado de “comilão e beberrão”? (Lucas 7,34)
- Hosana em hebraico significa “salvai-nos”, mas que passou a ser um grito de alegria correspondente ao nosso “viva”?
- Que Herodes matou com uma espada Tiago, irmão de João? (Ato dos Apóstolos 12,1-2)
- Inimigos da cruz de Cristo significava: os maus cristãos?
- Blasfêmia é a ofensa à honra e majestade divina. No Antigo Testamento o blasfemador era condenado a morte?
- Que os anjos são espíritos criados por Deus e não tem corpo?
- Que nem todos os anjos permaneceram bons. Alguns pecaram por orgulho e desobediência a Deus. Estes são os anjos mais ou demônios?
- O sal na Antiguidade era um produto tão valorizado, que era oferecido como pagamento aos soldados do Império Romano. Daí a origem salário?
- Com a Transfiguração, Jesus prepara os três discípulos (Pedro, Tiago e João), que haveria, de estar com Ele no Jardim das Oliveiras, para o momento de sua Paixão e Morte. Para chegar a glória da Ressurreição, era necessário passar pela cruz.
- A cruz, instrumento de suplício no qual Jesus morreu, passou a ser símbolo do Cristianismo e da Páscoa. Antes era sinal de condenação; depois, de salvação.
- A alegria é um dom do Espírito Santo. A Bíblia diz em: “Gálatas 5,22-23”.
- A princípio, o Sábado Santo era o único dia em que se celebrava o batismo. Os cristãos chamavam-no de “sua Páscoa”.
Palavra de fé: “Aquele que recebe a catequese da palavra, reparta de todos os seus bens com aquele que o instruiu”. (Gálatas 6,6)
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