sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Vítimas de violência sexual têm direito a atendimento gratuito

“Casa de Saúde da Mulher”, da Unifesp, oferece atendimento diferenciado às mulheres e adolescentes vítimas de violência sexual desde 1998.


A Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, por meio da Unidade “Casa de Saúde da Mulher”, ligada ao Departamento de Obstetrícia e apoiada pela Faculdade de Enfermagem e Pró- Reitoria de Extensão, oferece atendimento diferenciado às mulheres e adolescentes vítimas de violência sexual desde 1998.

O serviço conta com atendimento multiprofissional, composto por profissionais da área de enfermagem, médicos, psicólogos, assistentes sociais e ultrassonografistas, além de oferecer apoio jurídico por meio da Organização Pró-Bono, na qual uma advogada se disponibiliza, gratuitamente, a orientar, acompanhar e facilitar o acesso das pacientes aos encaminhamentos jurídicos eventualmente necessários, caso a paciente assim o desejar.

Denunciar a violência sexual é um direito de opção das mulheres, independente da obrigação que os serviços de saúde têm em oferecer o atendimento às pessoas agredidas.

Segundo o Dr. Osmar Colás, mestre em obstetrícia pela Unifesp e responsável pela “Casa de Saúde da Mulher”, o diferencial do serviço é o fato de respeitar o direito da mulher em querer ou não denunciar a agressão sexual, antes de receber o devido atendimento médico. “Nós entendemos que a saúde da mulher deve ser mais importante do que a denúncia na delegacia já que, por este motivo, muitas mulheres deixam de ser atendidas por acharem que serão obrigadas a fazer a denúncia policial antes ou depois do atendimento”, afirma Colás.

O atendimento multiprofissional é necessário para que se realize a prevenção, não só de uma possível gravidez decorrente da violência, bem como das doenças sexualmente transmitidas como: sífilis, hepatites, AIDS entre outras; das complicações sociais como acesso a medicações, escolas, empresas, etc.; traumas psicológicos resultantes da violência (Transtorno de Estresse Pós- Traumático). Na Casa da Mulher, o atendimento psicológico é diferenciado, já que se alinha com estratégias de psicoterapia breve, com média de 12 sessões. Desta maneira, a instituição oferece um auxílio completo, sem imposições às mulheres, respeitando seus direitos de exercício à cidadania.

Casa de Saúde da Mulher

Os atendimentos de emergência (imediatamente após a agressão sexual) são realizados no Pronto-Socorro do Hospital São Paulo, por equipe treinada neste tipo de violência. Logo após, as vítimas são encaminhadas para a “Casa de Saúde”, para o devido acompanhamento ambulatorial pela equipe especializada multiprofissional.


End.: Rua Borges Lagoa, 418 - Vila Mariana - São Paulo - SP
Informações e marcação de consultas: tel. (11) 5084 4987
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 07h00 às 17h00


Palavra de fé: “Se procurares a justiça, hás de consegui-la, e dela te revestirás como um manto de festa; habitarás com ela, ela te protegerá para sempre; e, no dia do juízo, nela encontrarás apoio”. (Eclesiástico 27,9)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Bíblia: Perguntas que o povo faz: O mundo foi feito em seis dias? Deus descansou depois da criação?

A narração bíblica sobre a criação do mundo e do homem não oferecia problema: os antigos consideravam como históricos os acontecimentos narrados em “Gênese 1-11”. Na Idade Média, a narração da criação no livro do Gênesis foi considerada alegoria (ficção), de modo geral.


Hoje a ciência levanta dúvidas quanto à historicidade da narração e mostra que muitas afirmações são anticientíficas. Exemplo: o aparecimento das plantas antes do sol: “Gênese 1,11-18”. As visões Bíblicas e científicas são opostas.


Segundo a Bíblia, a criação foi obra perfeita: “Gênese 1,4.10.12.18.21.25.31”. Para a Bíblia o homem aparece já feito, perfeito e feliz. O que estragou esse estado de perfeição foi o pecado: “Gênese 3,1-24”. Segundo a ciência, a perfeição não é a própria das origens. Na origem há imperfeição e a perfeição é alcançada através de uma evolução natural. Daí, a perfeição referida na Bíblia só foi alcançada mais tarde. Nesse sentido o pecado, relatado em “Gênese 3” como queda de um estado de perfeição anterior, é visto por alguns estudiosos não como pecado, mas como um passo à frente buscando a perfeição: o homem quis conhecer mais, saber mais, desfrutar de total liberdade.


Hoje o relato bíblico sobre as origens não é aceito, incondicionalmente, como documento histórico. A narração passou pela crítica científica, exegética, histórica e literária. Temos hoje bem clara e definida a intenção do autor ao escrever isso. Hoje temos a síntese (resumo). Antigamente toda a narração era considerada histórica, na Idade Média alegórica. Hoje sabemos que é essencialmente teológica baseada nas tradições do povo, na cultura do Antigo Oriente e principalmente na fé.


Há muitos que julgam ainda a narração bíblica de ontem com os critérios científicos de hoje. Atribuindo à Bíblia erros que ela não comete, pois ela não faz ciência, mas teologia.


Hoje sabemos, provadamente, que a narração bíblica sobre as origens do mundo e do homem não é um relato religioso único e específico do povo hebreu. Tais escritos religiosos usam forma literária específica comum onde entram o simbolismo, as imagens, as concepções populares, a intenção do autor, a cultura do tempo, etc.


Nesse contexto cultural e histórico é que podemos inserir o relato do Gênesis sobre a criação do mundo em seis dias e o “descanso” de Deus no sétimo: “Gênese 1,1-3”.


Lendo com atenção os dois primeiros capítulos de Gênesis, percebemos que a criação é narrada duas vezes. A primeira: “Gênese 1,1-2,4a” e a segunda em: “Gênese 2,4b”, o início da segunda, pois falam de coisas diferentes.


A primeira narração: longa, solene, minuciosa. A segunda: simples, breve, concisa. As duas falam da criação do mundo, do homem e do paraíso. Por que duas narrações? Porque foram feitas épocas diferentes, por pessoas diferentes, com intenções diferentes e que, mais tarde, foram juntadas numa narração porque se completavam. A primeira foi escrita por um grupo de sacerdotes, e a segunda foi escrita por gente do povo. A intenção de cada grupo ao escrever a história da criação era diferente. O relato sobre a criação em seis dias e o “descanso” de Deus faz parte do primeiro grupo, o sacerdotal. A intenção deles era religiosa e litúrgica.


Os sacerdotes escreveram no tempo em que os hebreus estavam exilados em Babilônia (587 – 539 a.C). Estava o povo fora da pátria, sem rei, sem sacerdote, sem templo, diante de muitos ídolos sofreram pressão para abandonarem a fé e aderir ao Deus Marduc, que era o Deus da Babilônia. Como manter a fé nessa situação? Quem era mais poderoso: Marduc, o Deus da Babilônia vencedora ou Javé, o Deus libertador do povo vencido? Que libertação era essa?


Diante desse estado de desânimo é que surge a narração sacerdotal em “Gênese 1,1-2,4a”. Com a finalidade específica de sustentar a fé do povo, dar sentido à vida e dar esperanças de retorno.


A inspiração dos sacerdotes: Israel recebeu as promessas de Deus em Abraão, e com os patriarcas, e tem a herança do passado. Se agora está exilado é porque se esqueceu de Deus. Voltar para Deus e permanecer fiel a Ele, tudo será reconstruído: haverá nação, rei, templo e sacerdote, pois o povo é e será sempre a “herança do Senhor”: “Salmo 15/16,5”, “Salmo 27/28,9”, “Salmo 46/47,4”, “Salmo 77/78,71”, “Salmo 9/10,16”, e outros.


Em seguida, os sacerdotes ensinaram que era para manter a fidelidade a Deus e continuar sendo sua herança, deveria o povo, evitar o culto dos ídolos e a religião de Babilônia. Como celebrar o culto verdadeiro e participar da vida religiosa se não existia o Templo?


Em resposta à indignação do povo, os sacerdotes montaram o esquema da criação em seus dias como o “descanso” de Deus no sétimo. Não foi uma intenção científica, nem que o mundo foi feito em seis dias de vinte e quatro horas (24) horas e nem em seis períodos de tempo. A intenção foi religiosa: fundamentar o sétimo dia como dia de descanso e culto.


Se Deus descansou, no sétimo dia, também o povo deveria descansar nesse dia (o sábado). Reunir-se em comunidade, ouvir e estudar a Palavra de Deus e cultivar a fé. Portanto, o relato não é histórico, mas essencialmente teológico: o Deus todo poderoso que tudo criou, e o mesmo que criou o povo de Israel. O povo de Deus não desaparecerá. Voltará à sua pátria, ao seu Templo. Precisa manter a fé e ser fiel a Javé.


O “descanso” de Deus não é um repouso físico, mas no esquema literário e teológico para observarmos no sábado como o “Dia do Senhor” e um meio de reunir o povo e manter a fé.


A criação em seis dias, repetimos, é um esquema artificial, feito para terminar no sábado (sétimo dia). O autor não está preocupado em discutir se as plantas devem existir antes ou depois do sol. Com seu esquema, o autor está apenas afirmando que foi Deus quem fez o sol e as plantas. Fala da criação a partir da observação do dia-a-dia: para criar as coisas é preciso ter claridade: “Gênese 1,3”. Fala que existem terra e água: “Gênese 1,6-10”. Árvores, ervas e sementes: “Gênese 1,11-13”. Sol e Lua, dia e noite: “Gênese 1,14-19”, Animais, aves e peixes: “Gênese 1,20-26”. E diz que o homem domina a natureza e os animais, que ele ama e gera filhos, que o homem é um “carbono” de Deus: “Gênese 1,26-31”.


São, portanto seis (06) dias de criação. No sétimo, Deus descansou. O homem “imagem de Deus”, deve também descansar, observar o sábado, celebrar o culto, guardar a identidade religiosa. O esquema do autor é sacerdotal, e não científico, é artificial. Sua intenção não é de fazer histórica, mas teologia.



Palavra de fé: “O Senhor é justo em seus caminhos, e santo em tudo que faz”. (Salmo 144/145,17)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Conheça: Arca da Aliança

Era uma caixa de 2,5 côvados (1 côvado vai do cotovelo ao dedo médio da mão – ½ côvado vai da ponta do polegar ao dedo mínimo da mão), ou seja 5 palmos da mão ou 1,25m de comprimento por 1,5 côvados ou 3 palmos da mão, igual a 75 centímetros de largura e altura, feita de acácia, madeira comum na Península do Sinai, coberta por dentro e por fora com ouro puro. Nos quatro cantos, argolas de ouro pelas quais se enfiavam paus que serviam para carregar a arca.


A arca guardava as duas pedras com os 10 mandamentos. Confira: “Êxodo 25,10-16”. Por ordem de Moisés foram guardados junto da arca um vaso contendo Maná. Leia: “Êxodo 16,33-34”, e a vara de Abraão que florescera. Segundo a tradição judaica, São Paulo fala como se o vaso e a vara estivessem dentro da arca, citado em: “Hebreus 9,4”. Mas pode se entender também como: ao lado, perto. A arca estava coberta comum propiciatório (uma tampa de ouro puro) sobre a qual se erguiam face a face dois querubins de ouro batido. Eis: “Êxodo 25,17-22”.


A construção da arca foi ordenada por Deus a Moisés no Monte Sinai. Nos acampamentos, os israelitas guardavam a arca no Santo dos Santos (que era o segundo recinto no interior do Tabernáculo). A primeira sala era o Santo e a segunda, separada por um véu do templo, era o Santo dos Santos. Depois que os israelitas entraram na terra prometida, a arca ficou em Galgata. Está em: “Josué 4,18-19”.


Provavelmente foi levada a Silo com o Tabernáculo: “Josué 18,1”. Foi capturada durante a Guerra com os Filisteus, mas retornou aos judeus depois de nove meses. Comprove: “1 Samuel 4,21-7,2”. Depois de ficar em Cariatiarim, próximo de 80 anos, foi levada para a casa de Obededom, de Get, onde permaneceu até que Davi a colocasse em uma tenda ou Tabernáculo, no Monte Sinai. Ali permaneceu até a construção do Templo de Salomão onde foi colocada definitivamente: “2 Samuel 6,12-17”.


Por ocasião da destruição do Templo de Jerusalém, foi escondida ou destruída.


Palavra de fé: “Deixai-vos, pois, instruir por minhas palavras, e nelas encontrareis grande proveito”. (Sabedoria 6,25)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Bíblia e a defesa da vida (final)

Jesus veio ao mundo para libertar os que jazem nas trevas da morte: “Isaias 9,1”; “Lucas 1,79”; “Salmo 106,10”. Jesus dá a sua própria vida para nos libertar da morte: “Mateus 20,28”; “João 3,15-16”. Ele é a própria vida que vem a nós. O Pão que desceu dos céus e dá vida ao mundo: “João 6,10-11”. Jesus veio para que todos tenham a vida e a tenham em abundância: “João 10,10”.


Jesus, no sermão da montanha vai além. Mostra não só a proibição da morte física, como também que não se deve matar moralmente: “Mateus 5,21-22”. Mostra também que a justiça de igual para igual não muda a situação de ódio: “Mateus 5,38-42” e que devemos fazer tudo para superar as situações de inimizade: “Mateus 5,43-48”. Por fim, nos coloca o critério para a defesa e a valorização da vida: “Mateus 7,12”. É claro que todos desejam que a sua vida não seja ameaçada, mas defendida e valorizada em todos os seus estágios e em todas as suas dimensões.


A vida e a mensagem de Jesus também têm muito profetísmo. Jesus denuncia as formas de opressão que diminuíam o valor da vida, como a proibição de realizar curas em dia de sábado: “Mateus 12,9-14” ou tomar, neste dia, providências para matar a fome: “Mateus 12,1-8”. Jesus também condena aqueles que fazem da religião uma forma de opressão ou de promoção pessoal: “Mateus 23,1-12”.


Os milagres de Jesus também nos mostram sua postura de defesa da vida. Em todas as situações de ameaça à vida, vemos inicialmente que nos encontramos diante de uma doença grave que foi muito bem definida, como a lepra: “Mateus 8,2”, a paralisia: “Mateus 8,6”, febre alta: “Mateus 8,14”, demência que gera atitudes violentas: “Mateus 8,28”, menina morta: “Mateus 9,18”, mulher com hemorragia: “Mateus 9,20”, cegueira: “Mateus 9,27”, incapacidade de falar: “Mateus 9,32” e medo da morte: “Mateus 8,25”. Em todos os casos de cura, as pessoas procuram por Jesus: “Mateus 8,2.6.25.29” – “Mateus 9,2.18.21-22.27-28”.


Jesus age estendendo a mão: “Mateus 8,3”, mostrando a força de uma só palavra sua: “Mateus 8,8.13.26.32”; e ainda: “Mateus 9,5”, tocando a pessoa: “Mateus 8,15” e “Mateus 9,29” e até mesmo repreendendo as forças naturais: “Mateus 8,26”. Em seguida, as curas são confirmadas: “Mateus 8,13.13.26.32”; e ainda: “Mateus 9,7.22.25.30”, causando reação dos espectadores: “Mateus 8,16.27.34”; também: “Mateus 9,8.26.31.33” e uma atitude especial de Jesus em relação às pessoas que foram curadas: “Mateus 8,4.10-12.26”; mais: “Mateus 9,2-5.22.30”.


Jesus tem o poder eficaz na recuperação da vida, atormentando os demônios: “Mateus 8,29” e curando todos os doentes: “Mateus 8,16-17” de todas as enfermidades: “Mateus 9,35-38” e o fez a partir das manifestações de fé: “Mateus 8,10” e “Mateus 9,22.28”.




Palavra de fé: “Então ele tocou-lhes nos olhos dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé”. (Mateus 9,29)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Adão e Eva existiram?

É uma das perguntas mais insistentes que se fazem nos cursos bíblicos. E ela puxa outra: quem é que garante que eles formavam o primeiro casal? Não haveria outros casais? Se formavam eles o primeiro casal, com que se casaram os filhos deles? A pergunta merece ser feita porque nem todos têm a possibilidade de estudar mais a fundo a Bíblia.

Se ficarmos apenas no texto, a Bíblia estaria falando de um casal. Na realidade, porém, não está. A Bíblia está falando do homem e da mulher. É o jeito do autor falar. No início, diz ele, Deus fez o homem e a Mulher, ou seja: a raça humana teve um começo. E isso ninguém pode negar.

Que o homem se chamasse Adão e a mulher Eva, isso é relativo. O autor do texto não está dando nomes próprios, mas coletivos. Entende-se facilmente quando as pessoas falam coisas concretas e práticas. É o que fez o autor. Em vez de falar “um primeiro homem, uma primeira mulher”, ele usou dois nomes que não são nomes próprios, e sim, nomes muito concretos: Adão e Eva. Na linguagem hebraica esses nomes tem significado e calhavam bem com a intenção do autor.

Adão significa: aquele que vem da terra, homem (como em português: homem = húmus). Eva significa: aquela que dá a vida.

O autor designa com muita prosperidade o primeiro casal como Adão e Eva, querendo dizer que o homem é criado, terreno, material (Adão). A mulher é terrena, material, criadora e geradora da vida (Eva).

Os nomes designam então todo homem, toda mulher, e não só o primeiro casal. Portanto, Adão e Eva existiram como existem hoje o homem e a mulher, não necessariamente como nomes próprios.

Numa palavra: o texto ensina que o homem e a mulher tiveram começo e foram criados por Deus.




Palavra de fé: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher”. (Gênese 1,27)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dez armas contra a dependência química

1. Reconhecer que se é dependente. Ser humilde! Leia e medite “Colossenses 3,12”. Colocar “dentro” de si mesmo a humildade para dialogar;

2. Procurar ajuda. A família é a ajuda inicial. A família é um lugar de extrema necessidade. Nela, o indivíduo se constrói e se encontra com Deus, com os valores e principalmente consigo mesmo O melhor de todos os remédios chama-se família. Procure-a! “Mateus 7,8”;

3. Ter abertura (se abrir com quem o quer ajudar). É necessário que o indivíduo coloque para fora suas angústias e frustrações, para que alguém possa entendê-lo e ajudá-lo. “Falar a vida e saber que a segurança me ouve”;

4. Se afastar das más amizades. “Quem não me quer ajudar, não me quer sadio, então, devo afastar-me de pessoas assim”. Muitas más amizades estão em bares e rodas de bate-papo. Devemos nos afastar! “Tiago 4,4”;

5. Evitar situações e lugares inadequados. “1 Pedro 5,8”. E ainda: “Lucas 21,36”;

6. Bala e banho gelado nas horas da fissura. A bala e o banho gelado ajudam nas horas de fissura (desejo). Então, é necessário. Devemos pedir para que nos vigiem e nos prendam nesse momento;

7. Vida espiritual, sempre! A confissão e a comunhão, são os pontos principais em nosso trabalho, sendo assim, são imprescindíveis. Todo o dependente precisa de uma religião e praticá-la, pois isso o ajudará a se aproximar de Deus e de si mesmo;

8. Convivência nos círculos de apoio. Freqüentar os círculos de apoio assiduamente, ajudará o dependente a se fortificar junto ao sucesso dos outros. Todos podem, quando um pode! “Se fulano consegue, eu também conseguirei ficar sem”;

9. Viver intensamente “o hoje sim”. A maior de todas as ajudas parte do próprio dependente, que, com o propósito de crescimento e resgate dos valores perdidos, consegue êxito em tua investida, se for sincero consigo e com Deus. “Hoje sim, vou conseguir”. Mais um dia sem álcool e droga, mais um dia na graça de Deus. É necessário colocar no coração do dependente que ele tem mais um dia de graça e não de desgraça. Sim, sou importante. Sim, sou imagem de Deus. Sim, quero me libertar. Sim, vou conseguir. Sim pela vida. Sim para mim...;

10. Nunca achar que se está curado. “1 Pedro 5,5”. Sempre seremos dependentes “adictos” independente do tempo de abstinência. Então, devemos ser humildes e saber que somos doentes em fase de recuperação.





Palavra de fé: “Em sua angústia clamaram então para o Senhor: ele os livrou de suas tribulações”. (Salmo 106,6)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A fonte que purifica


“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do Homem, a fim de que todo o que nele crer tenha a vida eterna” (Jô 3,14-15)


No dia 14 de setembro, a Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz. Essa festa nasceu em Jerusalém, nos primeiros séculos do cristianismo. Conforme a tradição popular, as comemorações tiveram início no ano 326, quando Santa Helena encontrou a cruz de Jesus Cristo. A sua celebração estendeu-se com grande rapidez pelo Oriente e pouco depois por toda a cristandade.

Contam os historiadores, que no ano 614, os persas saquearam Jerusalém, destruíram muitas igrejas e apoderaram-se da santa cruz. No entanto, após a imensa batalha, no ano 628, as relíquias foram recuperadas pelo imperador bizantino, Heráclio.

Segundo uma piedosa tradição, quando seus soldados recuperaram a santa cruz, o imperador Heráclio quis carregá-la pessoalmente ao Monte Calvário, de onde havia sido retirada. Então, Heráclio foi buscá-la acompanhado de seus súditos e cortejado com toa a pompa dispensada a um monarca. Vestido com suas belas roupas, coroa e muitas jóias, colocou a cruz sobre seus ombros e se pôs a caminho. Mal iniciou o trajeto, a cruz foi aumentando gradativamente seu peso. A cada passo, o peso ia se tornando insuportável. Já pensava em desistir, quando Zacarias, bispo de Jerusalém, fez-lhe ver que, para levar nos ombros a santa cruz, deveria desfazer-se das insígnias imperiais, e imitar a pobreza e a humildade de Cristo que, para carregá-la, despojou-se de tudo. Heráclio, numa demonstração de humildade, acatou a sugestão, trocou suas ricas vestimentas por uma túnica e, descalço, conseguiu forças para levar a santa cruz até o ponto mais alto do Calvário.

Esse fato comprova que é impossível carregarmos a cruz diária recobertos de supérfluos, e que não existe evangelho sem cruz. Relutamos em aceitar a dor, maldizemos as tribulações, e isso torna o peso do madeiro insuportável. A revolta diante da cruz da doença e das perdas diárias amplia o sofrimento. Para que a cruz do dia a dia se torne mais leve e possamos aceitá-la com resignação, basta lembrar que Jesus, em seu calvário, só por amor, aceitou a sua vontade do Pai e derramou todo o seu sangue para nos salvar. A aceitação ameniza a angústia e a dor, é o fermento que nos faz crescer e transforma a cruz em fonte de purificação da alma.



Palavra de fé: “E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”. (Filipenses 2,8)