segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher, 08 de março


As flores irradiam a glória e a beleza de Deus-Mãe, pois ela caminha sobre a Terra em cada mulher.

Mulher! Todos os grandes senhores te reverenciam no dia de hoje, pois eles nasceram do teu ventre.

Mulher! Além de todos os poderes cósmicos, levas dentro de ti a semente sagrada que provê a vida. Tu és o mais belo pensamento de Deus. Teu coração é manancial de sabedoria. De teu íntimo brota a força amorosa que nutre, regenera e ressuscita.

Homem! Neste dia internacional da mulher, lembra-te que podes divinizar-te pela admiração da mulher.

Estás aflito? Recorre à mulher. Ela é o consolo dos aflitos.

Estás enfermo? O toque da mulher é curativo.

Queres descobrir os mistérios da Divindade? Busca compreender o coração da mulher. Porque quem na reverencia a mulher, fecha as portas à graça e à beleza.

Mulher! Ao olhar-te no espelho, reconhece ali a Mãe Divina! Mira-te nela! Encarna com dignidade os dons femininos de amor, fidelidade, pureza, sensibilidade, compreensão, delicadeza, generosidade, doçura, abnegação, serenidade e o dom de tudo embelezar.

Mulher! Não te deixes corromper pela futilidade e mediocridade do mundo. Aumenta ainda mais a tua força, apreendendo as virtudes dos homens, mas nunca os vícios. A regeneração do mundo depende de ti, pois tens o poder de moldar o caráter de um ser, desde o teu ventre e por toda a sua vida.

Podes transformar teu lar num templo da Divina Missão de Amor. Quando defendes tua dignidade, defendes a dignidade de cada ser humano.

Mulher! Rejeita qualquer pensamento ou sentimento de rivalidade, pois isto destrói a unidade das mulheres. Caminha graciosamente, olhando sempre com admiração o teu eterno companheiro, o homem.

Mulher! Neste Dia Internacional da Mulher, dedicado a ti, todos te proclama como a Senhora da criação e da beleza, e admiram a dádiva que é ser mulher!


Mensagem extraída do Informativo campo Grande e Região, nº 155.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O sentido do verdadeiro amor


“Amar alguém significa que sempre esperamos algo dele. Desde o momento em que começamos a julgar alguém, a limitar a nossa confiança nele, desde o momento em que identificamos com o que dele sabemos e assim o reduzimos a isso: a partir desse momento nós cessamos de amá-lo e ele cessa de poder vir a ser um homem melhor. De cada um deveríamos esperar tudo. Devemos ter a coragem de ser amor num mundo que não sabe como amar”. (Charles de Foucauld)

Se reduzimos os homens de que não gostamos a algo que é menos do que são na realidade corremos o risco de reduzir também os próprios amigos a algo insignificante. A única diferença é que as suas limitações não nos incomodam. As nossas amizades são então, provavelmente, pouco profundas. Disse certa vez Abraão Lincoln: “Eu não gosto muito desse homem, tenho de chegar a conhecê-lo melhor”. Se não gostamos de alguém, não penetramos até a profundeza dessa pessoa. A atitude cristã é: crer no bem em cada homem. É a revolução que Cristo pregava sobre o amor fraterno: “João 15,12”. Compreendendo o que aqui e diz, sentimo-nos sobrecarregados! Amar como Jesus amou! Tanta coisa nos aparece na mente. Cristo lavou os pés dos discípulos. Não, isso não podemos! Ele se deu na Eucaristia, sob forma de pedacinho de pão e uma gota de vinho. Não, isso não se pode esperar de nós!

Na cruz Ele rezou: “Lucas 23,34”. Deveríamos nós aceitar que outros zombem de nós e nos ridicularizem e, além disso, rezar por aqueles que assim nos ofendem?

Ele, Jesus, chamava Judas de “amigo” no próprio momento dele. O trair por um beijo. Nós não somos capazes de chamar alguém de “amigo”, quando este nos trai. Cristo amava a todos. É certamente admirável, mesmo nisso não o podemos imitar. Podemos tentá-lo um pouco mas não na medida exigida por Cristo: “João 15,12”. Impossível!

Há três maneiras de sairmos desse dilema. Em primeiro lugar, podemos dizer-nos: “Esse Cristo exige demais”, e passar a procurar outra religião. Raciocinamos que é melhor não ser cristão de jeito nenhum do que ser cristão pela metade. É melhor desistirmos de uma vez!

A segunda maneira é um pouco mais fácil. Em poucos minutos podemos raciocinar, tirando a palavrinha “como” na frase: “Como Eu vos amei”, e assim anular todo o problema. Recorremos ao subterfúgio de que acentuamos excessivamente a palavrinha “como”. O mínimo que devemos fazer tomar a palavrinha no seu sentido amplo e largo, sem surgir a comparação. Sob a máscara da interpretação, podemos, diluir as palavras que nos incomodam.

A terceira maneira é a autêntica: nela damos todo o peso à palavrinha “como”. Nela se encerra toda a sua tremenda força, a técnica não é capaz de produzir a Deus. Isso também não podemos produzir a caridade cristã. O amor cristão é o próprio Deus ou, por outras palavras, uma participação no amor que é o próprio Deus. Precisamos apenas abrir amplamente o nosso coração e o amor nele penetrará, feito uma corrente, e através de nós, alcançará os outros. Somos simplesmente canais desse amor divino.

O amor não é um esforço espasmódico. Não estamos sobrecarregados! Muito pelo contrário, recebemos no amor de Deus um tesouro infinito. É ele que é uma graça, um dom, A fé, a esperança e a caridade são virtudes infusas. Deus é pessoalmente o amor: “Romanos 5,5”.

Para meditar!

Observação: Este trecho do Pe. Pedro Américo Maia, jesuíta, foi-me enviado , de Itaici, onde morava, no dia 29/05/1996, junto com um cartão de Feliz Aniversário, o meu em 23/05. Este homem de Deus, sacerdote, escritor, conferencista e de profunda humildade, foi o animador espiritual de nossa família. Faleceu em 2005 num acidente no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O que a Igreja pensa sobre... Planejamento familiar.


É o ato consciente de planejar o nascimento dos filhos, tanto em relação ao número desejado quanto à ocasião mais apropriada de tê-los. Isso pode ser conseguido através de métodos anticoncepcionais.

A moral cristã aceita o planejamento, afirmando simultaneamente:
- a responsabilidade na procriação;
- a bondade e a necessidade da intimidade conjugal;
- a decisão do número de filhos é do casal.

Portanto, o exercício responsável da paternidade a levará, muitas vezes, a ter que regular a natalidade.

Pontos que o casal deve considerar no agir responsável:
- o bem estar físico, psicológico e emocional dos esposos;
- a estabilidade do lar (separação, falta de entendimento, etc);
- situação econômica do casal;
- idade dos pais;
- o bem do filho que poderia nascer;
- situação geral da população: superpopulação, disponibilidade de recursos naturais.

Critérios para avaliar os métodos de controle da natalidade:
- eficácia do método;
- efeitos colaterais;
- o caráter mais ou menos técnico (custo, contra-indicação, etc);
- a maior ou a menor proximidade com a vida.

A Igreja defende o planejamento familiar com métodos naturais que respeitam a integridade física do ser humano e a cumplicidade do casal na preservação da espécie humana.

Métodos naturais de planejamento familiar são eficazes e superiores aos métodos artificiais comprovados cientificamente. São os únicos lícitos e admitidos pela Igreja e de aceitação moral e ética. Entre as vantagens asseguram ao casal a responsabilidade pelo planejamento, além de possibilitar o diálogo e a união dos esposos.

Já os métodos artificiais, além das conseqüências para a saúde da mulher, a maioria deles, hoje, provoca o aborto na fase inicial da vida.

Entre os métodos de controle da população está o aborto cirúrgico praticado clandestinamente ou sob o amparo da lei.

Visão da Igreja: “é moralmente inaceitável que, para regular a natalidade, se encoraje ou até se imponha o uso de meios como a contracepção”. Sabemos hoje que os métodos artificiais de planejamento familiar mais usados, são, na sua maioria, os abortivos.

Planejar através de métodos naturais proporcionam ao casal, espaçar os filhos sem contrariar a lei natural, usando os dias férteis da mulher quando deseja um filho e abster-se de relações sexuais durante esse período, se não deseja nova gravidez.

O ensinamento da Igreja sobre o matrimônio da procriação humana afirma a conexão indivisível, que Deus quis e o homem não pode romper, entre os dois significados do ato conjugal: o significado unitivo e procriador.
O ato conjugal, por sua estrutura íntima, enquanto une os esposos com um vínculo profundo, torna-os aptos para a geração de novas vidas, segundo leis do próprio ser do homem e da mulher. Princípio, fundamentado na natureza do matrimônio e na íntima conexão dos seus bens, no conhecimento do plano da paternidade e maternidade responsáveis. “Salveguardando os aspectos essenciais, unitivo e procriador, o ato conjugal conserva integralmente o sentido verdadeiro, amor mútuo e a sua ordenação à altíssima vocação do homem para a paternidade” (João Paulo VI).

Enquanto métodos artificiais causam efeitos colaterais provocando muitos deles o aborto, na fase inicial da vida humana, e a fecundação artificial, além de resultar em abortos, tem sérias implicações éticas e morais, os métodos naturais não tem inconvenientes e são mais eficazes que aquelas. Estimulam o conhecimento mútuo do casal, incentivam o respeito dos cônjuges e unem os esposos.

A Igreja defende o planejamento familiar com métodos naturais que respeitem a integridade física do ser humano e a cumplicidade do casal na preservação da espécie humana.

Esse método tem base científica e comprovada eficácia tais como: método da ovulação (Billings), método da temperatura basal e o método da tabelinha (Knaus-Ogino).


Texto extraído do livro: O que a Igreja ensina sobre...
Pe Mário Marcelo Coelho, scj
Editora Canção Nova

terça-feira, 2 de março de 2010

Os sábios e nós: como eles podem nos ajudar


O Caminho do meio

A maior lição de todas as lições de Aristóteles: fugir dos extremos

“Amo Platão, mas amo ainda mais a verdade”. Essa frase como que resume Aristóteles (384/323 AC), que ao lado de Sócrates e Platão forma a santíssima trindade da filosofia. Platão é citado porque foi professor de Aristóteles por um período que alguns afirmam ser de oito anos e outros esticam até vinte. O tamanho de Aristóteles pode ser medido pela evidência de que, a despeito de ter como mestre ninguém menos que Platão, deixou uma marca pessoal, extraordinariamente brilhante, indelével. Qual dos dois foi maior é uma questão que jamais encontrou e nem encontrará resposta conclusiva, dada a força superior e original da obra de cada um.
Aristóteles nasceu em Estagira, durante pouco mais de 300 quilômetros de Atenas, para onde se mudou jovem para estudar com Platão. Fundou, depois, sua própria escola. Alcançou tal reputação que Felipe, rei da Macedônia, o designou para ser tutor de seu filho Alexandre, a cujo nome a posteridade acrescentaria “O Grande”. Aristóteles cultivou em seu pupilo um amor à filosofia e às letras que o acompanharia até o fim. De Aristóteles, Alexandre disse que o amava tanto quanto ao pai. Porque do pai recebera a vida e de Aristóteles, ensinamentos sobre como vivê-la bem. Vê-se a influência de Aristóteles no maior conquistador da história no detalhe revelador de que Alexandre, até sua morte e onde quer que estivesse, dormia com sua espada e um exemplar da Ilíada sob seu travesseiro.
No livro Ética a Nicômaco, Aristóteles se detém sobre aspectos para ele essenciais na conduta das pessoas na busca da felicidade. É quando Aristóteles discorre sobre seu clássico caminho do meio. Ser covarde é tão ruim quanto ser exageradamente arrojado: a coragem está no meio desses extremos. Ser mesquinho é tão condenável quanto ser perdulário. Só se chega ao caminho do meio, o da virtude, com perseverança. Há que praticar, e praticar, e praticar. “A virtude é uma arte obtida como o treinamento e o hábito”, escreveu ele. “Nós somos aquilo que fazemos repetidas vezes. A virtude, então, não é um ato, mas um hábito”.
Alguns tópicos do homem sábio segundo Aristóteles:
- está pronto a servir aos homens, mas se envergonha quando o servem. Fazer um favor é sinal de superioridade; receber um favor é sinal de subordinação.
- é franco quanto a suas antipatias e preferências: fala e age com franqueza.
- não se deixa tomar de admiração, porque nada entre os homens a merece.
- nunca tem maldade e sempre esquece as injustiças de que é vítima.
- não se importa nem com os elogios e nem com as censuras dos outros.
- não fala mal dos outros, nem dos inimigos, a menos que seja com eles mesmos.
- não é apressado, pois se preocupa com poucas coisas; e nem veemente, pois não acha nada muito importante.
- suporta os acidentes da vida com dignidade e graça.
Ninguém encontrou na vida de Aristóteles traços de comportamento que desmentissem a lista acima. Essa é uma das grandes razões pelas quais seus ensinamentos são eternos.


O jornalista Paulo Nogueira oscila entre extremos, mas afirma que um dia ainda há de achar o caminho do meio.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A mensagem de Jesus nos Evangelhos, de domingo 22/02 a sábado 27/02.


No domingo (Lucas 4,1-13) meditamos as tentações de Jesus. As provações do demônio eram tentativas de fazê-lo infiel à missão que Deus, o Pai, lhe confiara.

Também nós somos submetidos a tantas e tantas provações e a maior delas a tentação da infidelidade à missão que nos foi confiado como seres humanos e batizados. Muitas vezes cedemos ao tentador, ao contrário de Cristo, e nos acomodamos as coisas do mundo seus valores materiais ao dinheiro, a sensação de poder, descuidando dos valores do Reino de Deus que são a verdade, a justiça, o amor e a paz.

Segunda-feira (Mateus 16,13-19), neste evangelho Jesus confere a Pedro a sucessão da sua missão e nele, Pedro, sua presença visível.

Precisamos desenvolver uma fé verdadeira para que não haja dúvidas da presença de Jesus ressuscitado no meio de nós. Hoje, Jesus perdoa e salva por intermédio dos homens fiéis que proclamam as suas “palavras de salvação”.

Terça-feira (Mateus 6,7-15), Jesus ensina a rezar. A oração não é uma invocação mecânica e automática, mas sim, deve sim um momento de inspiração e aproximação com Jesus, sem muitas palavras, mas com compromisso de fidelidade ao Seu amor e misericórdia.

O Pai Nosso é o modelo de oração cristã, a singela pedagogia do amor a Deus e ao próximo para o crescimento espiritual. O próprio Jesus nos diz: “Eis como deveis rezar...”.

Na quarta-feira (Lucas 11,29-32), Jesus pega pesado para aqueles que só se dirigem a Ele pedindo sinais do seu poder, prova eloqüente que não acreditam Nele. Jesus não queria que sua mensagem fosse acolhida pela força dos prodígios e milagres. Mas pela fé e ao crédito das suas palavras.

O mundo ainda hoje pede sinais para crer. Qual seria? Jesus retoma o tema da oração. Comparando a bondade de Deus Pai com a bondade dos nossos pais aqui na terra. Os três imperativos neste Evangelho: Pedi... Buscai... Batei... tinham um sentido em sua divina providência. No “versículo 12” está contida a regra do verdadeiro comportamento cristão.

Sexta-feira (Mateus 5-20,26), o tema central deste Evangelho é uma exortação ao perdão fraterno. Hoje sabemos que é inútil um culto a Deus se não cultuarmos o irmão. Não amarmos o nosso próximo. Assim, estamos perto de Deus na medida que estamos junto dos nossos irmãos.

Sábado (Mateus 5, 43-48), amar o inimigo, amar o próximo é sinal de verdadeira conversão. Jesus quer que cheguemos às últimas conseqüências no amor ao próximo.

A Bíblia nos ensina que Deus ama os bons e os maus. Se Ele amasse apenas os bons seria um Deus pagão.

Vamos atender o pedido de Jesus e sermos imitadores da misericórdia divina: “Mateus 5,48”!

Para refletir: “A verdadeira conversão é caminhar com Jesus levando sua palavra e vivificar o compromisso dos apóstolos”.

Pergunta desta semana: No Evangelho (Mateus 5,20-26) qual a ofensa gravíssima contra o irmão, que levará quem o ofendem ao grande Conselho para ser castigado?

Responda certo e ganhe uma Bíblia Ave Maria e o livro “Louvemos o Senhor 2009”, enviando a sua resposta até a próxima sexta-feira, dia 05/03/2010, para o e-mail: paula_vts@hotmail.com com o nome completo, endereço, telefone e e-mail (se tiver).

Reposta da semana passada: “Marcos 8,20”, ou seja sete cestos.

Dia do Idoso: 27/02/2010


É errado o pensamento de que ao envelhecer estamos morrendo aos poucos. Este pensamento negativo só domina os corações dos idosos sem boa qualidade de vida, aqueles que se colocam numa situação de dependência total, principalmente, dos filhos e da família.

Precisamos nós, os idosos, e também aqui me incluo, buscar na fé e na esperança motivos e razões para vivermos mais felizes. Doenças, tristezas devem ser passageiras, pois até as crianças as tem.

Precisamos conviver com a velhice de maneira agradável e responsável, na expectativa de que o dia seguinte será bem melhor. Fazer novos amigos, redescobrir Jesus no coração, atividades na comunidade mais próxima de onde mora e viver intensamente até quando Deus quiser.

A nossa vida e Dele, o nosso Senhor!

Que as pessoas que convivem com idosos, familiares, amigos e pessoas de um modo geral, olhem com mais ternura a pessoa idosa, pois trata-se de um ser valioso e amado, principalmente por Deus, como também nós o somos. Não fixar-se somente nas limitações físicas e mentais, mas pensar no que representou e representa a sua história de vida, a riqueza da experiência e o alerta para a vida dos mais novos. Logo chegará a nossa vez!

Que possamos meditar e refletir sobre o valor da nossa própria vida. Nascemos, vivemos e morremos, essa é a grande realidade. Ajudar a envelhecer tem o mesmo valor de ajudar a crescer. Que na velhice dos pais e dos avós, o filho e os familiares dos idosos entendam que é tempo e oportunidade de retribuir-lhes o que deles receberam.

Para colocar no coração: “Eclesiástico 3, 14-18”.

Sacramento da Ordem


1. Reflexões Teológicas: os ministérios e os sacramentos.

A ordem é o sacramento dos ministérios ordenados pelo qual um batizado pode assumir uma participação específica no sacerdócio único e supremo de Jesus Cristo. Existem também os ministérios não ordenados e entre estes o leitorado e o acolitato, também chamados de instituídos. Os não instituído são os que dependem das necessidades das comunidades e da confirmação pelos pastores.

Ministérios são sempre participações no “ser para Cristo”.

Ministério é, em sua dimensão mais profunda, “ser a serviço” e, por conseguinte, servir como ação. Assim, a discórdia é a realização do grande mandamento: “amar a Deus e ao próximo”.

Todo ministério é serviço, mas nem todo o serviço na Igreja é ministério.

No entanto, quando um membro do povo de Deus assume um serviço, que lhe foi confiado pelo bispo ou por um representante dele, entra para um ministério. Um ministério é sempre exercido em união com a Igreja local ou universal. A obediência à hierarquia garante a autenticidade do Ministério.

Os sacramentos dos ministérios não ordenados são: o batismo e a confirmação.

2. Ministérios conferidos pela ordem:

O ministério eclesiástico é exercido em diversas ordens, que desde a Antiguidade são chamados bispos, presbíteros e diáconos. Uma ordem não é etapa para outra. Uns são chamados ao episcopado, outros para o presbiterato, ou ainda para o diaconato.

Bispos e presbíteros fazem parte de um só presbitério, do mesmo sacerdócio e ministério de Cristo, embora com ofícios distintos e diversos.

Os diáconos, por sua vez, são ordenados para o ministério do serviço de Deus em comunhão com os bispos e presbíteros.

3. O presbiterato hoje: as imagens que se faz do presbítero.

Em geral o padre é bem visto e benquisto pelo povo. Muitos o vêem como um homem de Deus, alguém que está como mediador entre Deus e os homens.

Dele se espera que interceda pelo povo e que no sacrifício da missa distribua as bênçãos e as graças de Deus. Muitas vezes é visto como Igreja e também como dono dela.

A visão teológica: o padre deve estar a serviço, dentro e fora da comunidade (Concílio Vaticano II).

Deve ser atencioso com a comunidade e tornar visível o Cristo como cabeça do corpo que é a Igreja.

O celibato: nas origens da Igreja, o celibato não se ligava obrigatoriamente à vida e ao ministério dos presbíteros. Era uma proposta como forma de vida capaz de proporcionar mais disponibilidade para o serviço de Deus e dos homens. Seguir o exemplo de Cristo.
A partir do quarto século, o celibato foi se tornando cada vez mais obrigatório na Igreja latina. Hoje, apesar de muitas discussões em diversas áreas, é mantido como lei eclesiástica para os que desejam assumir o ministério de ordem entre nós.

Daí a necessidade de insistir na espiritualidade, maturidade humana, equilíbrio afetivo, amizade profunda ao povo. Isso é missão libertadora em união com Cristo.

4. Orientações pastorais: pastoral vocacional.

A pastoral vocacional deve estar presente onde houver uma comunidade cristã organizada e onde atuarem pessoas em nome da Igreja.

1. Todo o cristão é chamado ao serviço.

- A graça do batismo lhe atribui a função de profeta, sacerdote, servo em favor dos homens.

Cristo ainda chama alguns para um testemunho especial. Os seus enviados como os primeiros apóstolos: “Mateus 10, 1-10”, “Marcos 6, 7-13”, “Lucas 9, 1-6”.

2. Responsável pela pastoral vocacional:

- Jesus confiou à comunidade cristã a incumbência de rezar pelas vocações: “Mateus 9, 35-38”, “Lucas 10, 1-12”;

- A família, como Igreja doméstica e a primeira escola de fé dentro da comunidade, saberá apreciar nos seus filhos os dons espirituais;

- Agentes de pastoral ajudarão a detectar vocações, orientá-las e incentivá-las ao sacerdócio;

- Equipe especial vocacional para a promoção de vocações para o presbitério e a vida religiosa.

3. Conteúdo da pastoral vocacional:

- Conhecer o plano de Deus a respeito do homem, discernimento pessoal (encontros e orações), motivação e reforço na caminhada;

- A Eucaristia, meditação da Palavra de Deus, oração pessoal, leitura e conhecimento da ação da Igreja, etc.

4. Etapas da pastoral vocacional:

- A vocação nasce no coração da mãe, do desejo do pai e se firma na escola permanente da fé;

- Grupos de possíveis candidatos: depois de um teste inicial, o jovem entra para o grupo de possíveis candidatos e participa do processo de formação e discernimento.

A teologia exige tempo integral para a formação, contando sempre com um ou dois padres, que assumem a orientação no dia-a-dia e ainda apoiados por um diretor espiritual disponível.

A Formação:

Apresenta três dimensões: a formação humana e cristã, a formação filosófica e teológica e a formação pastoral.

Integração no presbitério: que nenhum presbítero viva ou trabalhe sozinho, contatos e reuniões em pequenos grupos, sempre em colaboração com os leigos, dos quais não servidores e não chefes, a fraternidade na doçura e na velhice, sempre voltados para os fracos e oprimidos aos olhos do mundo.

Obs.: O Padre é servo da comunidade e não chefe!