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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Um livro, uma vida

Quando eu tinha doze anos, uma vizinha me emprestou o livro "Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato. Fazia parte de uma coleção encadernada em verde, que enfeitava as paredes da sala. Confesso, embora muita gente vá pensar que sou um dinossauro após o que vou dizer: na minha infância não existia computador pessoal. Nem celular. E, por incrível que pareça, na cidade do interior paulista onde morava não havia televisão! Só chegou depois que saí de lá! Não sou tão velho. No espaço da minha vida o mundo mudou radicalmente. Eu mesmo, hoje, tenho dificuldade em imaginar como era possível se virar antes da internet!
Devorei o livro. Ele me abriu as portas de um mundo novo e fascinante. Em seguida, li todos os volumes da coleção. Até hoje sou fã absoluto de "A Reforma da Natureza". Penso como a Emília: muita coisa poderia ser consertada! A centopeia, por exemplo! Para que tantas patas? Eu tenho só duas e me dou bem. Qual o objetivo de ter 100 pares? Se essa espécie usasse sapatos, já pensou o tamanho da despesa? Eu gostava tanto da Emília que adquiri parte de sua personalidade. Passei a questionar o que ouvia. Minha mãe quis descobrir o motivo da mudança. Leu Lobato. A partir daí reclamava:
— Ele era um menino tão bonzinho! Depois da Emília, tem resposta para tudo! Outros livros vieram.
Meus pais não eram letrados. Alguns professores me indicavam títulos. Outros, acabava pegando na biblioteca pública, por curiosidade. Sem saber do que se tratava. Viajei pelos grandes clássicos, e um me levou a outro. Inesquecível foi "Os Miseráveis", de Victor Hugo. Já assisti ao musical e a vários filmes inspirados na obra. Nenhum se iguala ao texto, lindíssimo. Até agora me emociono com a cena em que, diante dos policiais, o abade presenteia um castiçal de prata a Jean Valjean, que roubara o outro.
Jean Valjean, egresso da prisão, ia ser preso. Voltara a assaltar. Diante da palavra do abade, que afirma tê-lo presenteado, é solto novamente. E nesse instante descobre que pode ser um homem melhor. Até hoje eu digo a quem me conhece:
— Um gesto de generosidade transforma uma pessoa.
Soterrado sob os livros, decidi ser escritor. Meu pai suspirava.
— Mas como você vai sobreviver?
— Escrevendo!
Meu pai tinha muito medo. Mas corri atrás do meu sonho. E acho que valeu a pena!
Nunca me esqueci de uma afirmação de Lobato: para escrever bem é preciso ler muito. Disparei pela literatura nacional e internacional. Devorei inúmeros romances que hoje seriam considerados inadequados para minha idade. Quando ouço dizer que criança não pode ler isso, não pode assistir àquilo, lastimo a molecada de hoje. Meu horizonte ampliou-se por meio dos livros. Nenhum foi inadequado. Apenas o meu entendimento na época era um.
Mais tarde, reli vários títulos e minha compreensão foi outra. Todos contribuíram para minha formação. Recentemente, fiquei chocado ao ver um livro com um conto de Ignácio de Loyola Brandão, comprado pela Secretaria Estadual de Educação, ser vetado para escolares. Inclusive judicialmente. Eu li toda a obra de Jorge Amado quando era adolescente. Hummm... Não nego que, para um rapazinho em fase de crescimento, era o máximo. Mas me fazer mal? Nenhum título me fez! Mal faz a proibição.
Em certo Natal minha mãe me deu uma coleção lindamente encadernada. Os livros estavam repletos de fadas... nuas! Eu adorei. Ela passou o ano inteiro reclamando. E daí? Leio sem parar até hoje. Sempre me perguntam como me tornei escritor. Respondo:
— Quando menino, me apaixonei por Monteiro Lobato e resolvi seguir o mesmo caminho.
E sempre agradeço interiormente à amiga que me emprestou aquele primeiro livro. Um livro pode mudar uma vida. Eu mesmo sou a prova disso.


Palavra de fé: “Educa o teu filho, esforça-te por instruí-lo, para que te não desonre com sua vida vergonhosa”. (Eclesiástico 30,13)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O beijo

Quando eu era criança, os laços que uniam meus pais eram misteriosos. Meu pai nunca foi um homem expansivo. Minha mãe era alegre, gostava de brincar quase como uma criança. Eles não costumavam trocar gestos de afeto no cotidiano. Ou, então, eu não os notava. Sabia, é claro, da história de seu casamento, contada por mamãe inúmeras vezes.

Ela tivera um noivo durante cinco anos, na pequena cidade do interior paulista onde morava. Papai era seu vizinho na infância. Quando menina brincaram juntos. Mas ele já trabalhava em outra cidade. O noivado com o outro rapaz foi rompido porque meu avô, homem rigoroso, não gostava do moço. Papai soube e não perdeu tempo. Enviou uma carta candidatando-se a namorado. Três anos depois, eles se casaram.

Só os números me confundiam um pouco. Meus pais tinham a mesma idade. Iniciaram o namoro aos 17 anos. Bem, se mamãe teve um noivo durante cinco outros... quer dizer que botou o anel no dedo com 12! Esse número me inquieta ainda hoje, não nego. Até agora também é difícil imaginar meu pai adolescente escrevendo uma carta apaixonada. Tento imaginar seu medo, o coração batendo apressado, ao botar a carta no correio. E mamãe respondendo animada, alegre, porque já conhecia meu pai e, sem dúvida, gostava de seus olhos azuis.

Ouvia essa história como se fosse de personagens que eu não conhecesse. Não combinava com aquele homem sério, às vezes bravo. Nem com a minha mãe. Minha mãe namorar? Outro noivo? Parecia tão estranho! Encarava meus pais como companheiros. Nunca como duas pessoas que viviam um amor.

Adolescente, descobri as idas e vindas dos amores. Vivi minha primeira paixão. Mais no sentimento que na realidade propriamente dita. Sempre fui do tipo romântico! Eu e meus amigos falávamos sobre o assunto o tempo todo. Quem com quem, como? Já? E também sobre as paixões do mundo das celebridades, casamentos instantâneos que nos fascinavam. Então o amor podia ser tão rápido? Torcia pelo namoro de meu irmão, apaixonado por uma prima. Acompanhava as idas e vindas de uma tia separada. E o relacionamento mais maduro de um amigo dois anos mais velho. Eu via o amor em mim e nos outros.

Mas o sentimento que unia meus pais permanecia misterioso. Era revelado em situações específicas, como quando papai foi operado e mamãe transformou-se em enfermeira, cuidadosa em sua recuperação. Ou quando se uniam para vencer as dificuldades financeiras. Também havia uma relação diplomática, da qual sempre me utilizava. Se papai era contra algo que eu queria, ela o convencia a ceder. Esses debates aconteciam na cama, de noite. Do meu quarto ouvia o som da voz de mamãe. No dia seguinte, ela me dizia:

— Seu pai deixou, mas só desta vez.

No fundo, eu achava que a cama era um local para meus pais conversarem!

Quando eu tinha 17 anos — a mesma idade em que papai pediu mamãe em namoro! —, meus pais comemoraram 25 anos de casados. As bodas de prata. Na época não tínhamos muito dinheiro. Foi uma festa simples, com pouca gente. Papai nunca bebia. Mas abriu um champanhe. Batemos os copos, porque taças não tínhamos. Nunca vi meu pai tão alegre! A certa altura, entre palavras de animação e risos dos convidados, o grande acontecimento! Papai abraçou minha mãe e a beijou na boca.

A foto tenho até hoje. Ainda me emociona. Fala sobre um amor discreto. Amor de pai e mãe, ao qual muitas vezes os filhos dão pouca importância. É um beijo inesquecível. Naquele dia, descobri que meus pais se amavam profundamente.



Palavra de fé: “Ouve, meu filho, a instrução do teu pai: Não desprezes o ensinamento de tua mãe”. (Provérbios 1,8)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Drogas na esquina



A maioria dos pais não tem idéia de como seus filhos entram em contato com as drogas. Eles gostam de pensar em traficantes perversos, verdadeiros lobos maus disfarçados de coelhinhos. Bobagem. A garotada experimenta sua primeira droga ilícita através dos coleguinhas de escola, com a turma nas baladas. Ou mesmo dentro da própria família. Nunca me esquecerei do depoimento de um pai em uma palestra que dei no interior de São Paulo. Quando afirmei que as drogas estão mais próximas do que se pensa, o homem se ergueu chorando:

— Meu filho faleceu de aids. Ele contraiu o vírus em seringas compartilhadas. Mais tarde descobri que o meu irmão, seu tio, foi quem o levou ao consumo.

Emudeci. A platéia ficou em silêncio. O que dizer diante do sofrimento daquele homem? Da curiosidade ao vício, o roteiro é conhecido. O adolescente falta às aulas. Fica trancado no quarto ou some com a galera. Pede grana extra. Finalmente, algo de valor desaparece da casa. E aí a família reage... demitindo a empregada! É sempre a primeira suspeita. Uma conhecida cuja filha chegou a ser internada lastimou-se:

— Ainda não entendo como não percebi. Ela mudou de comportamento, rebelava-se o tempo todo, sumia. E eu achava que era uma fase.

Para alguns adolescentes, o uso de drogas parece normal. Seus próprios pais as usam. Principalmente as consideradas leves, como a maconha. O pai do amiguinho muitas vezes oferece o primeiro cigarro ao garoto, como se fosse um ritual de iniciação ao mundo dos adultos. Já ouvi pais como esses argumentar:

— A maconha é menos perigosa que o cigarro.

Pode até ser, embora eu duvide. Nunca vi um fumante convencional se tornar uma pessoa lerda, com pensamentos vagos, como o usuário de maconha. E a maconha vem misturada, ninguém sabe com o quê. E também, se algo é menos perigoso, não significa que seja bom. Também ouço outro tipo de defesa:

— A bebida é muito pior que qualquer droga.

Concordo. O alcoólatra destrói a própria vida. Mas a maioria das pessoas bebe só socialmente. As drogas parecem produzir reações químicas em que a dependência é quase imediata. Mais que isso: drogas são proibidas. Para comprá-las é preciso dialogar com traficantes, entrar no submundo do crime. Quem deve no bar, no máximo ganha um esculacho do gerente. No caso das drogas, leva tiros.

Durante anos conheci um produtor de teatro, sério, competente. Há algum tempo soube que estava nas ruas após cair no crack. Muitas carreiras, inclusive artísticas, são destruídas. A pessoa começa a faltar ao trabalho, a não cumprir compromissos. Torna-se impossível trabalhar com ela. No caso de famosos, a situação é abafada até o possível. Algumas vezes vem à tona, como no caso do cantor que engoliu pilhas.

É óbvio, o viciado começou de algum jeito. Eu garanto: sempre com alguém muito próximo apresentando o primeiro cigarrinho, a dose inicial. Pessoalmente, acho a política de controle das drogas um desastre. A proibição por si só levou ao aumento do poder dos traficantes. Mas adolescentes e jovens continuam mais expostos do que nunca. A estratégia um dia terá de ser repensada. Mas quem sou eu para oferecer uma solução para esse mundo de traficantes e usuários?

Uma coisa eu sei: a educação começa em casa. Pais carinhosos conseguem estabelecer uma relação de amor e confiança com os filhos. E saber o que está acontecendo. Talvez seja impossível resolver a questão da droga no planeta. Mas é dentro de casa que se dá o primeiro passo.



Palavra de fé: “Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio atífice de vossa perda”. (Sabedoria 1,12)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quando o filho vira pai


A sogra de um amigo começou a ter pequenos lapsos de memória. Em seis meses, sua condição decaiu bastante. Não se lembra de fatos corriqueiros. E com frequência diz verdades que a família preferia silenciar.

— Você sabia que seu primo não é filho do marido da minha irmã? Nem o pai sabe, mas na época ela me contou...

Meu amigo perguntou: — Na sua opinião, o que a gente deve fazer? Respondi simplesmente: — Cuidar dela. Ele reagiu com surpresa: — Nós não vamos suportar!

Eu me espanto sempre com o espanto. Fui educado por meus pais. Gostaria de ter tido mais dinheiro, quando eles eram vivos, para lhes oferecer uma condição melhor. Ou confortos que não chegaram a ter. Mas eu e meus irmãos conseguimos no mínimo o necessário: um bom plano médico e, quando a aposentadoria minguou devido aos reajustes menores, uma complementação de renda. Quando criança, eu precisava do apoio de meus pais. Quando envelheceram, precisaram do meu. Em maior ou menor medida, para todos nós é assim.

Então, por que a dúvida?

Eu observo que muitos conhecidos meus não aceitam a fragilidade dos pais. Ou põem em primeiro lugar seus próprios desejos. Em vez de companheiros, tornam-se inimigos. Outro dia vi uma amiga atender o celular irritada.

— É minha mãe. Tem um problema atrás do outro!

Concordo: na velhice, muita gente se torna mais difícil. Ranzinza. Às vezes com problemas mentais, como a sogra de meu amigo. Ou simplesmente solitária. Exigem mais. Reclamam. Mas quando eu era bebê não gritava pedindo para mamar? Não atormentava meus pais de noite? Na vida moderna, a gente aprende que é preciso ter sucesso. Dinheiro. E, na luta pelo tal sucesso, muitas vezes a gente se esquece do amor. Como sentir-se bem se a mãe ou o pai está sozinho em algum lugar, com dificuldades? Entre a ida ao shopping e o programa da noite, não é possível ao menos uma visitinha? Se necessário, morar junto, dividir o espaço, mesmo com dificuldades de relacionamento? Ou a palavra “solidariedade” perdeu o sentido?

Sou um tipo meio fatalista. Acho que a vida dá voltas. Um amigo se casou com uma mulher egoísta. Filho único, de mãe separada e sem pensão. Durante algum tempo, a mãe foi sustentada por um tio solteirão. Quando este faleceu, começaram as brigas domésticas: a mulher não admitia que meu amigo desse dinheiro à mãe. Era um rapaz de classe média. Durante algum tempo, arrumou trabalhos extras para ajudar a idosa. Convencido pela esposa, mudou-se para longe. Visitava a mãe uma vez por ano. Para se livrar da questão financeira, ele a convenceu a vender o apartamento. Durante alguns anos, a mãe viveu desse dinheiro. Muitas vezes lamentando a falta do filho, mas o que fazer? Ele sempre tão ocupado, viajando pelo mundo todo, não tinha tempo disponível. Na casa da mãe, faltou até o essencial. E ela faleceu sozinha.

O tempo passou. Hoje esse mesmo amigo, outrora um profissional disputado, está desempregado. Foi obrigado a se instalar com a família na casa dos sogros, onde é atormentado diariamente. A filha cresceu e saiu de casa. Quer seguir seu próprio rumo!

Meu amigo não tem renda, nem bens. Está quase se divorciando. Ficou fora do mercado de trabalho. O que vai acontecer? A filha cuidará dele? Tenho dúvidas, porque ele não a ensinou com seu próprio exemplo.

Pode parecer piegas. Mas acho que a vida é um eterno ciclo afetivo. Em uma época, todos nós somos filhos. Em outra, nos tornamos pais. É nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A crueldade dos jovens

Conheci uma mulher cujo filho de 14 anos queria um par de tênis de marca. Separada, ganhava pouquíssimo como vendedora. Dia e noite o garoto atormentava com a exigência. Acrescentou mais horas à sua carga horária para comprar os tênis. Exausta, ela presenteou o filho. Ganhou um beijo e outro pedido: agora ele queria uma camiseta “da hora”. E dali a alguns dias a mãe estava abrindo um crediário! Já conheço um número incrível de adolescentes que estabelecem um verdadeiro cerco em torno dos pais para conquistar algum objeto de consumo. Uma garota quase enlouqueceu a mãe por causa de um celular cor-de-rosa. Um rapaz queria um MP3. Novidades são lançadas a cada dia e os pedidos renascem com a mesma velocidade. Pais e mães com freqüência não conseguem resistir. Em parte, por desejarem contemplar o sorriso no rosto dos filhos. Uma senhora sempre diz:

- Quero que minha menina tenha o que eu não tive.

Pode ser. Mas isso não significa satisfazer todas as vontades! Muita gente é praticamente chantageada pelos filhos. A crueldade de um adolescente pode ser tremenda quando se trata de conseguir alguma coisa. Uma vez ouvi uma jovem gritar para o pai: - Você é um fracassado!

Já conheci uma garota cujo pai se endividou porque ela insistiu em ir à Disney. Os juros rolaram e, dois anos depois, ele vendeu a casa para comprar outra menor e quitar o empréstimo. Outro economizou centavos porque a menina quis fazer plástica. Conselhos não adiantaram: - Você é muito nova para colocar implante de silicone.

Ficava uma fúria. Queria ser atriz e, segundo afirmava, não teria chance alguma sem a intervenção. (Não conseguiu. Hoje trabalha como vendedora em uma loja). Procedimentos estéticos, como clareamento de dentes, spas e, claro, plásticas, são muito pedidos, ao lado de roupas de grifes, excursões, jóias, celulares e todo tipo de eletrônico. É óbvio que o jovem tem o direito de pedir. O que me assusta é a absoluta falta de freio, a insistência e a total incompreensão diante das dificuldades financeiras da família. Recentemente, assisti a uma situação muito difícil. Mãe solteira, uma doméstica conseguiu juntar, ao longo dos anos, o suficiente para comprar uma quitinete no centro de São Paulo.


- Vou sair do aluguel! – comemorou. A filha, 16 anos, 2º grau, recusou-se: - Quero um quarto só para mim!

Não houve quem a convencesse. A mãe não conseguiu enfrentar a situação. Continuam no aluguel. O valor dos apartamentos subiu e agora o que ela tem não é suficiente para comprar mais nada.

Muitas vezes os filhos da classe média estudam em colégio particular ao lado de herdeiros de grandes fortunas. Passam a desejar os relógios, as roupas, o modo de vida dos amigos milionários. De repente a minha filha quer tudo o que os coleguinhas têm! Até bolsa de grife.

Uma coisa é certa: algumas equiparações são impossíveis. A única solução é a sinceridade. E deixar claro que ninguém é melhor por ter mais grana, o celular de último tipo, o último lançamento no mundo da informática. Pode ser doloroso no início. Também é importante não criar uma pessoa invejosa, que sofre por não ter o que os outros têm. Mas uma família pode se desestabilizar quando os pais se tornam reféns do pequeno tirano. A única saída para certas situações é o afeto. E, quando o adolescente está se transformando em uma fera, talvez seja a hora de mostrar que nenhum objeto de consumo substitui uma conversa olho no olho e um abraço amoroso.



Palavra de fé: “Filhos obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo”. (Efésios 6,1)