quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

12 de dezembro: Nossa Senhora de Guadalupe



Sabe-se que Nossa Senhora apareceu ao índio Juan Diego em 1931, na colina de Tepeyac, no México.

Pediu-lhe que naquele local fosse construído um santuário, que de fato existe, e no avental do vidente se imprimiu uma imagem da Virgem. Essa imagem foi submetida a exames científicos que surpreenderam os pesquisadores, e estes, abonaram de maneira estupenda a autenticidade das aparições. Eias as investigações realizadas no livro: Católicos perguntam, de Estevão Tavares Bettencourt, OSB.

Palavra de fé: “O Senhor teu Deus está no meio de ti como herói Salvador! Ele anda em transportes de alegria por causa de ti e te renova o seu amor. Ele exulta de alegria a teu respeito”. (Sofonias 3,17)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Na frente dos filhos





O Senado acaba de aprovar o divórcio rápido e a punição para os pais que difamam um ao outro na frente dos filhos. As histórias de repetem. O menino que viu sua mãe morrer estuprada por bandidos nunca mais se recuperou do ódio. Não descansou enquanto não matou os dois rapazes que a destruíram.

A menina que viu seu pai matar sua mãe com um tiro, por alegada infidelidade cresceu silenciosa, arredia, misteriosa e nunca se casou. Não acreditava em amor e nem em casamento. A história se repete. Há os bons filhos e filhas que perdoam, escolhem a paz e o perdão para não repetirem os ódios de seus pais. E há os que jamais perdoam. Pais violentos e vingativos são exceção, mas ainda que sejam poucos já são demais.

A lei que facilita o divórcio pretende aliviar a carga de sofrimento dos casais separados que desejam construir uma nova relação, dessa vez fundada em amor e respeito, porque para a atual relação tempestuosa não há mais chance de reconciliação. Pensa na paz da pessoa que deseja uma nova chance.

O Congresso não pergunta se a nova relação será sólida e não terminará do mesmo jeito. Não fizeram lei para que os casais separados e divorciados busquem ajuda e aconselhamento. Quem os ajudará a não prolongar o conflito, mesmo depois de ambos recasados?
O Congresso também pensou nas crianças e nos adolescentes, fruto de uniões tempestuosas e estabeleceu punição para pai ou mãe que difamem o outro na frente dos filhos. Realmente acontece muitas vezes que quem ficou com a guarda do filho põe ódio naquele coração.

Outra vez, há moças e rapazes maravilhosos, obra-prima de Deus, que não apenas perdoam os pais, como criam diálogo suficiente para que parem de se odiar. São admiráveis, posto que quem mais sofre são eles, mas perdoam. È uma bênção conhecer filhas e filhos perdoadores, de longe mais maduros do que seus pais sedentos de vingança.

Se a lei é boa? É, mas falta uma outra. Continuará permitido mostrar cenas de violência doméstica na televisão? E isso, indiretamente, também não é difamar?Se as crianças não podem ver a realidade em sua casa, porque se lhes permite ver o que há na casa dos outros, ainda que virtualmente? Não produz o mesmo efeito? Por acaso, sendo lá longe e com os outros deixa de ser deletério? Por que o Congresso censura os pais, mas permite que um estúdio de televisão mostre em filmes e novelas a briga do casal e o sangue a escorrer? Por acaso todas as crianças sabem a diferença?


Pe Zezinho


Palavra de fé: “Sois belo, o mais belo dos filhos dos homens. Expande-se a graça em vossos lábios, pelo que Deus vos cumulou de bênçãos eternas”. (Salmo 44/45,3)

Entenda sobre: Levitas




Ministros sagrados, de categoria inferior em relação aos sacerdotes, entre os judeus, pertencentes à tribo de Levi e que não participavam do sacerdócio. Durante as funções usavam uma roupa característica de linha, mas só podiam ir até o pátio interior em volta do Santo Templo se poderem entrar nele. Aos Levitas de categoria superior, cabia assistir os sacerdotes que estivessem oficiando, outros tinham o encargo da música durante as funções e outros serviam como porteiros, inspetores e serviçais do Templo, vide: “Números 3,1-51”. As outras tribos de Israel deviam prover a subsistência deles conforme em: “Deuteronômio 10,8; 12,19” e “Josué 21,1-45”. Mostravam-se zelosos ao castigar o culto do bezerro de ouro (Êxodo 32,26-28). Barnabé, companheiro de São Paulo, era Levita (Ato dos Apóstolos 4,36), natural de Chipre.
“Os levitas não foram contados no recenseamento com os israelitas, segundo ordem que o Senhor tinha dado a Moisés”. (Números 2,33)


Palavra de fé: “Todos os levitas recenseados por Moisés, Aarão e os principais de Isarel, segundo suas famílias e segundo suas casas patriarcais”. (Números 4,46)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Hoje levantei cedo pensando



Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.

Charles Chaplin

Palavra de fé: “Ensinai-me, Senhor, vosso caminho; por causa dos adversários, guiai-me pela senda reta”. (Salmo 26/27, 11)

Entenda: Sacerdotes no Novo Testamento




No Novo Testamento, Cristo é o sumo sacerdote: “Hebreus 5,1-10”, único e eterno sacerdote, consagrado pela encarnação do verbo. Exerceu-se sacerdócio na instituição da Eucaristia, veja em: “Mateus 26,26-29”; “Lucas 22,15-20”; “1 Coríntios 11,23-25”; “Hebreus 9,22”, e no seu sacrifício da cruz: “Hebreus 7,27; 9,12.14.25-28”.
Por suas palavras: “Fazei isto em memória de mim” – verifique em “Lucas 22,19”; “1 Coríntios 11,24-26”, conferiu o sacerdócio aos apóstolos, habilitando-os a oferecer o sacrifício da Missa, porquanto, cada sacerdote é ordenado para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados: “Hebreus 5,1”.
Na qualidade de sacerdote do culto sagrado, sua missão é santificar. Isto é, presidir a liturgia “realizando o sacrifício eucarístico na pessoa de Cristo é o oferecendo em favor de todo o povo como também santificando os fiéis pela Eucaristia”, pelos demais Sacramentos, orações e outras práticas de piedade cristã (LG 10/28; PO 5/1150s).
E na qualidade de mestre: doutrinou. Isto é, proclamar e ensinar a palavra de Deus a todos com fidelidade e amorosa atenção.
Como ministro do governo do povo de Deus: reger, dirigir. Isto é, reunir e dirigir a Comunidade educando-o na maturidade cristã, na fé, esperança e caridade.
Portanto a qualidade do verdadeiro sacerdote é tríplice: santificar, doutrinar e reger (dirigir).


Palavra de fé: “Sabe compadecer-se dos que estão na ignorância e no erro, porque também ele está cercado de fraqueza”. (Hebreus 5,2)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Que bom ter um caminho!




Quem não chega ter a segurança de que está no caminho certo?
Que bom saber que o trajeto que estamos percorrendo nos leva à realização dos sonhos da vida, alegria, paz, felicidade, benção e harmonia plena! Que bom sentir que o caminho no qual pisamos nos dá a segurança e a certeza da chegada!
Jesus vai agir conosco do mesmo modo que fez com Tomé, no Evangelho: “João 14,5”.
É verdade! O caminho de Deus é o caminho do coração humano. Para quem não consegue escutar e seguir esse trajeto, Jesus convida: “João 14,6-7”.
Os primeiros seguidores de Jesus, as primeiras comunidades cristãs, não chamavam os ensinamentos de Jesus de evangelhos, mas sim de “O caminho”.
Em meio a tantos caminhos humanos apresentados pelos meios de comunicação, ou que nos são sugeridos e impostos por pessoas através da astrologia, da numerologia, do esoterismo, da meditação transcendental e tantos outros, nós buscamos aquele que é o único caminho. E fazemos isso pessoalmente, em comunidade, como cristãos que vivem o mandamento do amor em Igreja.

Que bom dizer: “Estou no caminho certo!”.

Do livro: Caminho de certezas, Wilson João Sperandio

Palavra de fé: “Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a nossa alegria seja completa”. (João 15,11)

Supervalorização de objetos religiosos



Nesta questão, supervalorizar não é positivo, é negativo, o certo seria dizer: desvalorizar.


            O uso inadequado, incorreto ou “mágico” de medalhas e outras coisas, abençoadas, longe de dar proveito espiritual ao usuário, reforça sua ignorância na vivência da fé e nas relações de amor a Deus. Desvaloriza a motivação religiosa doutrinária exigida pra um uso verdadeiramente cristão. Freia o que progresso na fé. É supervalorização negativa atribuir um valor exagerado a objetos e coisas imaginando defender-se de má-sorte, de malefícios ou para acreditarem em amuletos, talismãs, feitiços, mandingas e correlatos. Além de superstição, há nisso uma espécie de idolatria, ou seja, vê poder divino em coisas fabricadas pelo homem.
            Na visão religiosa cristã, a fé nunca pode ser cega, irracional e alienada. É alienação entregar seu destino e opções pessoais a objetos, práticas e símbolos religiosos como se tivessem por si poderes divinos. Pior ainda é valer-se de tarôs, búzios, horóscopos, crendices, etc.
            Está em moda difundir o fenômeno religioso em forma de mercadoria e oferecer soluções mágicas para os problemas e angústias humanas! Ao contrário, a fé cristã ilumina a consciência da responsabilidade pessoal perante todas as situações da vida. A Criação divina nos marcou com o dom da liberdade e nos fez superiores às forças naturais. O livre-arbítrio é privilégio de cada indivíduo responsável. Não somos prisioneiros de nenhum destino. Não estamos sujeitos a supostos “espíritos” ou sob o poder magnético, energético, místico de ninguém nem de nada, seja magia, fetichismo, ritualismo, fatalismo, força cósmico, aura etc.
            É preciso libertar-se das formas mágicas de relacionar-se com a realidade, o mundo, a cultura religiosa popular. Resistir ao modismo e ao culto às aparências que seduzem os jovens no convívio social: tatuagens, modas grifes e afastamentos da Igreja.
            A publicidade campeia pesada e entra em área religiosa também. A simbologia religiosa de objetos é cultura universal. Reflete a tendência profunda do ser humano em busca do transcendente. Mas superstições e interesses de traços culturais e comportamentais alienantes. Desvirtuam os valores do Evangelho buscando em objetos religiosos proteção e defesa contra perseguições e males (físicos e morais). A espiritualidade é estéril se lhe falta o senso de pertença à Igreja, se desvincula da fé e vida concreta, se coloca mais devoção em símbolos dos santos e dos anjos protetores do que confiança no ensino do Evangelho.
            De fato, os objetos religiosos abençoados não são necessários para nos ligarmos a Deus. São secundários. Podem ajudar, se usados com respeito e boa formação cristã. Esse é um amadurecimento exigido como questão de fé!


Pe. Antônio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R.


Palavra de fé: “Ó Altíssimo, quando o terror me assalta, é em vós que eu ponho a minha confiança”. (Salmo 55/56, 4)