quarta-feira, 9 de maio de 2012

Humildade e Covardia




Para compreender as diferenças, como está no dicionário:

- humildade – virtude que nos dá sentimento das nossas fraquezas; modéstia; demonstração de respeito; de submissão.

- covardia – medo; ações que demonstram medo ou perversidade; fraqueza de ânimo, timidez.

Muita confusão existe em torno dessas duas palavras, em relação à conduta humana e espiritual. Humildade quer seja consciente ou inconsciente, é uma virtude da alma. Geralmente os humildes sabem agir de maneira compreensiva, diante de qualquer falta por eles cometida, tem bom senso. Leia e medite: “1 Pedro 5,5-7”.

Já o covarde reage de maneira agressiva e destemperada, devido a falta de argumentação, falta de confiança em si mesmo, à falta de equilíbrio mental e emocional, e falta de sinceridade. Assim são os covardes. Acumulam erros nos seus atos, nas suas ações e em seus relacionamentos. Daí advém o medo e a covardia que o impelem para ações desagradáveis aos outros e a Deus: “2 Timoteo 3,1-5”. Cuidado!

Os covardes são cínicos e grosseiros quando explodem. Essa baixeza é fruto do medo e da consciência que eles tem de si mesmos, da falta de capacidade, ou seja, da falta de humildade para reconhecer seus erros e limitações em se contato diário com os demais.

Como vemos a diferença entre o humilde e o covarde é grande. O humilde é corajoso, sem arrogância; tem pensamentos positivos; é otimista sem exageros; é virtuoso e discreto; é sincero e solícito sem segundas intenções; é amigo desinteressado. É autêntico e transparente, procura aprender, sabe reconhecer suas faltas e defeitos, não se aborrece, procura corrigir-se quando repreendido, enfim, ser humilde é ter virtude e privilégio das grandes almas, é ser exemplo e, ao mesmo, sabe aprender sempre que preciso.

Palavra de fé: “As palavras agradáveis são como um favo de mel; doçura para a alma e saúde para os ossos”. (Provérbios 16,24)

“O perverso cava o mal; há em seus lábios como que um fogo devorador”. (Provérbios 16,27)


terça-feira, 8 de maio de 2012

A palavra é... Leigo.




Diante de um determinado assunto específico sobre o qual não temos domínio é muito comum dizermos que somos “leigos no assunto”. Nesse mesmo sentido o Dicionário Aurélio nos diz que um dos significados de leigo é “aquele que desconhece ou conhece pouco determinado assunto”.

Em alguns contextos, como por exemplo, o político, leigo foi utilizado como sinônimo de quem não tem religião. Dessa maneira, logo após a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, um de decreto dizia que o Brasil seria um estado leigo. Essa declaração foi reafirmada pela Constituição de 1988.

No entanto, o uso de leigo como sinônimo de quem não tem religião ou não entende determinado assunto é impreciso e, de certa forma, incorreto.

Leigo é uma palavra derivada do grego laikós – “alguém do povo”, da raiz laos – “povo”. Portanto, quando utilizado pela Igreja, leigo é sinônimo de Povo de Deus.

O Concílio Vaticano II (1962-1965), na Lúmen Gentium, nos diz que “pelo nome de leigos estão compreendidos todos os cristãos, exceto os membros de ordem sacra e do estado religioso aprovado pela Igreja. Esses fiéis pelo Batismo foram incorporados a Cristo, constituídos no Povo de Deus e a seu modo feitos participantes do múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo”. (LG 31).

Os leigos são os principais protagonistas da evangelização. Eles cumprem no mundo o papel do “fermento na massa” (Mateus 13,33). Os leigos exercem no mundo do trabalho e na sociedade um papel fundamental. Sua presença e perseverança é fundamental para a difusão do evangelho na vida cotidiana.

Uma importante contribuição sobre o papel do leigo na evangelização foi dada pela Conferência de Puebla (1979): “o leigo é homem de Igreja no coração do mundo e homem do mundo no coração da Igreja” (Puebla, 786). É dessa forma, agindo no coração do mundo, que os leigos como membros povo de Deus e protagonistas da Evangelização e da promoção humana exercem seu poder transformador por meio da Boa-Nova.

Palavra de fé: “Se meu pai e minha mãe abandonarem, o Senhor me acolherá”. (Salmo 26/27,10)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O Seio oculto




O lar é o seio oculto onde todas as dores se apagam; onde o pranto encontra consolo; onde a doçura e o carinho de mãe perdoam e aquecem, dando ternura e conforto materno; onde o sorriso meigo é sincero da fiel amizade amorosa, enobrece a jornada dando vida à vida.

O lar representa famílias e destinos. Respeitá-lo e encará-lo a sério é dever, pois ele é o berço das crianças, a escola, o templo fraterno, o pão de cada dia é o conforto doméstico de onde deriva todo contentamento que impulsiona as criaturas para as nobres e virtuosas realizações.

O lar é o esteio de todas as belas coisas que no mundo existe; é o jardim de onde nascem as lindas flores que alegram a existência com seus ingênuos sorrisos, com suas virtudes e peraltices, que é a nobre criança, botão ou flor, partindo pela vida afora na longa caminhada, aprendendo e vivendo, transformando-se num ser eficiente, segundo sua índole. Talvez num sábio, filósofo, inventor ou santo, cuja semente a ser semeada e fertilizada nesse sublime jardim, é a rosa “flor mulher”, que significa tudo no destino de um lar e na missão divina de mãe, que cumprindo seu dever poderá transformar um mundo de conflitos e ambições incertas, num eterno paraíso e fazer do Universo um “Doce Lar”.


Palavra de fé: “Ouve, meu filho, a instrução de teu pai: não desprezes o ensinamento de tua mãe”. (Provérbios 1,8)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Felicidade



Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amos dos desencontros. É agradecer a Deus a cada minuto pelo milagre da vida.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios,
Incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
E se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
Mas ser capaz de encontrar um oásis
No recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou
Construir um castelo...

Fernando Pessoa

Palavra de fé: “Meu filho, conserva tua alma na doçura, e dá-lhe a honra que merece”. (Eclesiástico 10,31)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Conquista da Ipseidade




A criança na sua infância é eminentemente reativa. Reage aos estímulos que recebe. Se o estímulo é considerado por ela como bom, ela se deleita; se, ao contrário, percebe como desagradável sua reação será de repulsa e afastamento. As memórias que ficam nela são aquelas que passarem por suas emoções, pois não tem ainda capacidade para avaliar os fatos e experiências em nível nacional. É nos primeiro anos, que a criança vai aprendendo a distinguir-se dos objetos e percebendo-se diferente, vai formando um conceito de si. Podemos dizer que ela vai desenhando a pessoa adulta que será. Sua identidade pessoal se assentará sobre o conceito de si.

Um fator determinante nesse processo será aquele ligado a sai experiência afetiva/emocional. Desenvolver um conceito de si está ligado a sai capacidade de percepção e leitura que faz afetivamente do ambiente que a cerca. Significa dizer em outras palavras, que é neste início da vida, que a criança está delineando seu futuro enquanto pessoa humana. Nem sempre os pais estão atentos e conscientes da importância desse momento e daquilo que representam enquanto referenciais para seus filhos. Pois eles, pela proximidade e intimidade que gozam junto a eles, são os primeiros modelos onde a criança se espelha para imaginar e desejar como quer ser. Embora não se possa dizer que os primeiros anos determinem tudo aquilo que a pessoa será no futuro, contudo a experiência tem demonstrado que também não se pode menosprezar os primeiros anos como se eles fossem somenos importância para o desenvolvimento sadio da criança.

Há muito adulto buscando gratificações infantis na tentativa de recuperar o que não teve e se desajusta em relação ao presente porque não consegue vivê-lo como parte integrada consigo mesmo, porque não elaborou dentro dele um conceito de si adequado para o adulto que deveria ser. Descontente com o que é regride em suas atitudes à infância mal vivida e se perde no emaranhado dos anos sem saber distinguir o que é próprio da criança e o que pertence ao adulto. Assim perdido em sua ipseidade vive inconscientemente buscando o que não viveu ou viveu de modo desfavorável. Neurótico nas relações com os outros, confuso consigo mesmo, vive a vida com desprazer, como um fardo a ser carregado a duras penas enquanto a morte não chegar.


Se o acima dito faz sentido, então é hora de rever sua vida onde ela se fixou, para viver melhor os dias que ainda lhe restam. Ninguém está determinado pelo destino, mas se não levarmos em conta o que fizemos de nossa infância, corremos o risco de nunca sair dela, mesmo com voz grossa e corpo de atleta!

Padre Deolino Pedro Baldissera, SDS – psicólogo e professor.

Palavra de fé: “Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens” (Lucas 2,52)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Podemos abraças pessoas leprosas?





Em muitos países da Ásia e da África, ainda hoje as pessoas leprosas são discriminadas pela população. Há lugares em que são presas em campos de confinamento, isolados por cercas de arame.
Num desses campos, entrou Raoul Follereau, o grande amigo e protetor dos leprosos. Ele sabia que a lepra é pouco contagiante.
O diretor do estabelecimento acompanhou Raoul e sua esposa pelo campo. Uma leprosa chamada Stella foi-lhe apresentada como sendo um caso muito interessante. Raoul estendeu-lhe a mão. Mas rapidamente, Stella escondeu suas mãos atrás das costas. “É proibido!”, disse ela.
O diretor ficou envergonhado, mas Raoul disse: “Também é proibido abraças leprosos?”. Embaraçado, o diretor respondeu: “Este caso não está previsto em nossos regulamentos”. “Portanto é permitido”, disse Raoul. E, ternamente, abraçou a mulher doente.
Vendo aquilo, todos os leprosos quiseram abraçá-lo. E Raoul Follereau repetia a todos: “Eu não sou médico, não posso curá-los. Só posso amá-los, pois vocês também são filhos e filhas de Deus”.
Raoul viajou mais de um milhão de quilômetros para visitar leprosos de todo o mundo e para ajudá-los. Sozinho, porém, sem sua mulher, não teria conseguido.
Por ocasião de suas bodas de ouro, disse: “A maior felicidade de minha vida é minha mulher. Nunca viajei sem ela. Minha mulher acompanhou-me em todos os campos de leprosos. Se eu fosse sozinho, os leprosos teriam dito: “Aí vem um funcionário, um curioso ou um intrometido!”. Não, eles viam sempre chegar um casal com as mãos estendidas. Minha mulher logo se interessava pelas crianças. As mães sorriam e os maridos, quando viam suas mulheres sorrindo, também se aproximavam.
“Devemos amar o próximo porque ele é também humano e filho de Deus!”.

Do livro: Aprendendo com a vida, Pierre Lefévre.


Palavra de fé: “Eis que, um leproso aproximou-se e prostou-se diante Dele dizendo: “Senhor, se queres, podes curar-me”. Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: “Eu quero, sê curado”. No mesmo instante, a lepra desapareceu”. (Mateus 8,2-3)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

As três coisas mais importantes





Três coisas não retornam:
O tempo.
As palavras.
As oportunidades.

Três coisas que podem nos destruir:
O ira.
O orgulho.
A inclemência.

Três coisas que nunca devemos perder:
A paz.
A esperança.
A honestidade.

As três coisas de maior valor:
O amor.
A bondade.
A família.

Três coisas que não são seguras.
O êxito material.
A fortuna.
Os sonhos.

Três coisas que formam o caráter:
A sinceridade.
O compromisso.
O trabalho árduo.

As três coisas que elevam a alma:
Confiança em Deus.
Hábito da oração.
Vivência cristã.


Palavra de fé: “A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias da minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias”. (Salmo 22/23,6)